SERENIDADE, PAZ E CONFIANÇA NAS TEMPESTADES

Nas crises, como a do coronavírus (Covid-19), somos todos colocados à prova dos “nervos de aço”, tamanha a insegurança, dor, desorientação, incertezas, medo de perder a própria vida ou a de entes queridos. Enfim, o caos está sempre à espreita e nem sempre temos a bússola necessária para manter o equilíbrio emocional, e enfrentar a tempestade.

A seguir relaciono itens que podem auxiliar a ter serenidade, paz e confiança nesse tempo difícil.

  1. O momento de dormir, à noite, é sempre a melhor hora para buscar o que desejamos, quaisquer que sejam os nossos anseios. É preciso apenas relaxar o corpo. Deitados com as costas no colchão, olhos fechados, o corpo relaxado. Cuide para que não existam tensões e contrações musculares. Esse o primeiro passo.
  2. Esvazie a mente, faça orações pedindo a Deus o que deseja. Faça com fé e com a confiança de conseguirá o que pede. Não seja egoísta. Nunca concentre os pedidos para si. Peça pelas pessoas, pelo universo, inclua o meio ambiente, os animais e vegetais. Liberte o seu lado bom e compassivo. Não lamente, por pior que seja a sua situação. Agradeça, muito, por essa oportunidade de crescer espiritualmente.
  3. Alguns poderão argumentar que a situação é insustentável. Não é bem assim. Sempre há pessoas em piores situações, como a dos moradores de rua e os analfabetos e miseráveis, por exemplo. Só de ter um colchão para repousar já é uma imensa bênção de Deus.
  4. Com o relaxamento, inicie um processo de aproximação com Deus. Fuja do paradigma das ideias fixas. Deixe a mente se desprender, não tente direcionar o pensamento. Após o relaxamento com a enumeração dos anseios, seu cérebro já sabe o que você quer. Daí a necessidade de “soltar” a mente para a liberdade, para que o pensamento flua sem a manipulação da mente que tenta se livrar da angústia.
  5. Depois das práticas acima, durma, repouse para recuperar as energias físicas, mentais e espirituais. O quarto deve ter pouquíssima ou nenhuma iluminação. É da escuridão que a luz virá no dia seguinte, a clarear os nossos passos conscientes.
  6. Ao acordar, repita a prática noturna, com uma diferença apenas: agradeça pelo dia que está amanhecendo, renove a prática da noite com a certeza e a confiança que o dia será bom. Espere o melhor e terá o melhor, pois Deus enxerga e atende aqueles que se entregam às práticas de gratidão e de pedidos feitos com o coração.
  7. Durante o dia exercite o corpo. Faça exercícios físicos moderados ou intensos, de acordo com o seu hábito. Mas sempre ative a circulação sanguínea.
  8. Alimente-se bem, evite alimentos industrializados e bebidas alcoólicas.
  9. Sempre há maneiras de ajudar as pessoas necessitadas. A bondade alivia as dores, fortalece o espírito e engrandece o ser humano. Procure órgãos de filantropia e de auxílio aos desamparados. Assim, é possível produzir a ocitocina, o chamado “hormônio do amor”, o qual produz uma corrente energética do bem, tanto para os que ajudam quanto para os que são ajudados.
  10. A crise mundial do coronavírus acabará. Até que o fim chegue é preciso disciplina. Por isso, faça as práticas acima diariamente, com determinação e fé. Os resultados positivos poderão ser mais rápidos ou um pouco mais demorados, mas sempre se concretizam.

Boa sorte a todos nós. Acreditemos que o universo todo será melhor após a crise.

CORONAVÍRUS: CHÁ DE CASCA DE ROMÃ, CRAVO E CANELA AUMENTA A IMUNIDADE

MUITO IMPORTANTE:

Não sou médico nem profissional de saúde. Neste texto, relato apenas a minha experiência bem sucedida ao usar o chá da casca de romã, cravo e canela em pau, para fortalecer o sistema imunológico. O chá é muito eficaz para combater sinusite, gripes, dor de garganta e faz parte da cultura popular há muito tempo. Porém, recomendo às pessoas que sempre conversem sobre o assunto com médicos e nutricionistas.

Depois de lutar e ficar curado de um câncer linfático comecei a pesquisar e a testar alimentos e produtos naturais para fortalecer a minha imunidade.

Na pesquisa, descobri os muitos benefícios da romã, do cravo e da canela. Testei os três em sinergia, ou seja, avaliei os efeitos combinados dos seus princípios ativos juntos. O resultado surpreendeu, porque os benefícios foram muito além do que eu esperava. Por isso, compartilho a experiência.

O coronavírus, como tem sido divulgado, se instala mesmo em organismos saudáveis e com o sistema imunológico forte. Todavia, é melhor ter a imunidade elevada do que ser contaminado quando o nosso corpo está enfraquecido.

Creio que o chá de casca de romã com cravo e canela serve para diminuir os efeitos ruins da contaminação pelos seguintes motivos:

1. Sobre os benefícios da romã:

No caso da casca de romã, um dos maiores benefícios no combate às infecções de garganta, sinusite e tosse com secreção é o efeito de reduzir o muco, as secreções, o catarro existente no corpo.

A ação de reduzir secreções chama-se “adstringente”, porque causa na boca a sensação de que está sendo apertado o seu interior.

A substância adstringente, portanto, causa constrição, encolhimento e estreitamento dos tecidos. Assim, reduz as secreções. A banana não madura e o caqui são adstringentes.

Sobre os demais benefícios da romã, inclusive sobre o potente suco da fruta, acesse o link https://otemplodosguerreiros.com/2014/05/18/a-abencoada-roma/

2. Sobre os benefícios do cravo da índia:

No caso do combate ao coronavírus, o cravo da índia tem o efeito antiviral, além de vários outros benefícios que podem ser encontrados no link https://otemplodosguerreiros.com/2014/06/08/acerte-sempre-com-o-cravo-da-india/

Não é preciso nem comentar que o cravo da índia irá ajudar a destruir o coronavírus. Porém, sozinho, é reduzido o efeito dessa incrível especiaria tão usada na antiguidade. É preciso combinar, fazer a sinergia com a casca de romã e a canela.

3. Sobre os benefícios da canela:

A canela a ser usada no chá é em pau, e também é uma das especiarias, que assim como o cravo, Portugal comprava da Índia. Os benefícios da canela chegam a 44, como pode ser visto no link                                                                                    https://hortascaseiras.com/os-44-beneficios-comprovados-para-saude-da-canela/

Os benefícios da canela no combate ao coronavírus são muitos, mas os que nos interessam são:

a) Antissecretório, isto é, irá ajudar a casca da romã a suprimir a secreção que fica acumulada nos seios da face e do pulmão.

b) Anti-inflamatória, diminuirá ou acabará com inflamações no organismo.

c) Diminui a pressão arterial. Por isso, é excelente para pessoas hipertensas, que estão no grupo de risco.

d) Reduz os níveis de açúcar no sangue: outro grupo de risco é o dos diabéticos. A canela irá ajudar a manter os níveis normais de glicose

4. Como fazer o chá

Para um copo e meio (copo americano, também chamado de lagoinha) de água:

a) Pegue uma casca de romã, corte um quadrado de mais ou menos três centímetros e depois corte esse pequeno pedaço em muitos pedaços pequenos, o menor que puder, porque assim o efeito adstringente fica maior.

b) Separe de seis a dez cravos da índia e corte-os ao meio, para liberar o eugenol, princípio ativo do cravo.

c) Pegue quatro pedaços de canela em pau, de dois a três centímetros cada.

d) Numa leiteira, coloque os ingredientes e leve ao fogo brando. Deixe ferver. Após o início da fervura, aguarde dois minutos. Depois, desligue o fogo, tampe a leiteira por cinco minutos para fazer a infusão e liberar todos os princípios ativos das substâncias.

e) Coe a casca, o cravo e a canela sempre em coador de metal. O coador de plástico não pode ser usado com líquidos quentes, porque libera bisfenol A, substância cancerígena do plástico, liberada ou em altas temperaturas ou no frio da geladeira.

f) Se conseguir comer os pedaços da romã usados no chá, e muito amargos, os benefícios serão maiores.

Repita o chá todos os dias, o qual pode ser tomado de manhã e à noite, ou somente à noite, por volta das 20 horas. O sabor não é ruim, mas, caso não agrade o seu paladar, use açúcar ou adoçante com moderação.

No dia seguinte, o chá começará a eliminar as secreções que a pessoa tiver. Por isso, deixe lenços ao alcance das mãos. Depois de mais ou menos cinco dias, não haverá mais secreções, a tosse desaparecerá e as dores de garganta desaparecerão.

Na minha experiência e na de muitas pessoas, os resultados positivos começam a surgir a partir do terceiro dia. Vale a pena insistir no uso do chá, pois sempre tem resultados benéficos.

PARTE II DO LIVRO “O TEMPLO DOS GUERREIROS” O PODER DA INTERAÇÃO ENTRE O CORPO, A MENTE E O ESPÍRITO CAPÍTULO 5 – A NOTÍCIA RUIM DO CÂNCER – BREVE HISTÓRICO

Inicio aqui a parte PARTE II DO LIVRO “O TEMPLO DOS GUERREIROS” capítulo 5, que terá continuação no próximo post –

Leitores que desejarem obter o livro completo, gratuitamente,  favor mandar mensagem para o e-mail danilovprado@gmail.com, que enviarei a versão digital.

 

Na tarde de sábado, 7 de março de 2009, quase aos 49 anos, depois de tirar uma pequena soneca, fui a um supermercado perto de casa.

Ao terminar as compras, subi a pé o morro de um quarteirão, em direção a uma farmácia, onde pesquisaria alguns preços.

No fim da subida, senti fortes dores no peito.

Sempre fui contrário a recorrer aos serviços de pronto-atendimento em hospitais e ambulatórios, porque minha saúde era excelente, da qual cuido com carinho, mantendo alimentação saudável e bons hábitos de vida.

Desde o dia 16 de outubro de 1976 pratico exercícios físicos com regularidade, principalmente corridas e artes marciais. Portanto, naquele dia eu já completara mais de 32 anos de prática regular de esportes.

Mantenho, também, desde os quarenta anos de idade, regularidade dos exames médicos anuais, em razão do fator hereditário de possibilidade de câncer, pois tenho registros de vários casos na linha ascendente.

Meu check up anual havia sido concluído pouco tempo antes, em 28 de novembro de 2008.

Minha saúde naquela data era excelente.

Por alguma razão inconsciente, ao sentir dores no peito, resolvi visitar o pronto-atendimento de um hospital perto de casa.

Não havia motivos aparentes para recorrer à ajuda médica, porque minha primeira impressão era que as dores poderiam ter sido causadas por gases.

Outro fato também chamava a atenção: minha jugular havia aumentado de tamanho e era visível no pescoço. Mas, como naquela semana eu praticara esportes normalmente, imaginei que fosse ocupar os médicos desnecessariamente.

O poder da intuição e a descoberta da doença

Nossa intuição funciona na maioria das vezes. Por isso, depois de várias experiências bem sucedidas, aprendi a não desprezar aquela voz interior que teima em nos alerta para algo que não sabemos o que é.

Aquele foi o dia em que a intuição salvou a minha vida. Começava aí, a minha história angustiante e desafiadora.

Depois de suspeitar de infarto e fazer vários exames que não deram resultado positivo, o médico pediu uma radiografia do tórax. Ele notou uma mancha quase imperceptível, que não foi detectada por vários médicos que viram a mesma radiografia.

O exame posterior, uma tomografia, revelou que eu tinha um tumor quase do tamanho de um ovo de galinha, localizado no mediastino, aquele espaço entre os dois pulmões.

Retirado material do tumor para biópsia, foi constatado câncer linfático, denominado linfoma não Hodgkin, de grandes células difusas B.

Feita nova tomografia, de abdômen, tórax e pescoço, verificou-se que o câncer era de grau 2, porque foram detectados mais dois tumores pequenos no pescoço.

A fase da doença era intermediária, considerando que no total são quatro graus os estágios (o grau quatro é o mais grave).

Esse tipo de câncer é muito agressivo. Se tivesse sido descoberto um mês depois, a cura seria muito mais difícil, porque as células doentes dobram de tamanho a cada quinze dias. Por isso, é muito letal.

Não existem coincidências

Tudo deu certo naquela noite do dia 7 de março de 2009. Decidi consultar um médico, mesmo com toda a resistência que tinha a isso.

Na sequência, fui atendido pelo médico certo, pois outros médicos não conseguiram enxergar o tumor na radiografia.

Se a doença não tivesse sido detectada naquele ponto, provavelmente essas linhas não seriam escritas.

A cirurgia de retirada do material transcorreu sem problemas, apesar da dificuldade, considerando que se o cirurgião não fosse habilidoso poderia perfurar o pulmão ou o coração, que estavam muito próximos do tumor.

O laboratório indicado para fazer a biópsia terceiriza o serviço e avisou que o resultado só ficaria pronto em trinta dias, porque a análise seria feita em São Paulo.

Depois de autorizado o serviço, numa sexta-feira, às 17 horas, o cirurgião de tórax, consultado no sábado de manhã, disse que a doença poderia se agravar. Então, pediu que fosse solicitada a devolução do material e encaminhado a outro laboratório em Belo Horizonte, que fez a biópsia em dez dias.

Não foi coincidência a entrega do material no primeiro laboratório na sexta-feira à tarde. Fosse mais cedo, o material poderia ter sido despachado pelos correios e a devolução seria demorada.

Sem o diagnóstico no tempo certo, o tumor teria aumentado duas vezes de tamanho.

Mesmo que tudo tivesse sido planejado, possivelmente nada poderia ter dado tão certo. Não houve erros nem perda de tempo. Tudo corria a favor do início rápido do tratamento.

Alguns amigos comentam que o médio do hospital que fez o primeiro atendimento era um anjo. E foi mesmo. Outros médicos disseram que fariam a minha dispensa, porque não viram nada de errado naquela radiografia.

Mais adiante, durante o tratamento, outros fatos bons aconteceram, que não foram coincidências. Aconteceu, sim, o cumprimento dos planos de Deus.

Uma missão a cumprir

Qual a nossa missão nesta vida?

Por que algumas coisas dão certo e outras dão errado?

Todos nós temos experiências boas e ruins, como se existisse equilíbrio entre elas. Se formos analisar, parece proporcional em nossa existência o número de experiências boas e ruins.

É possível até que o misto do que é bom e ruim tenha o propósito de nos enriquecer com experiências e nos tornar seres humanos menos incompletos.

É pensamento comum na sociedade de que quase sempre o nosso amadurecimento intelectual, emocional e espiritual é forjado nas dificuldades.

Das experiências boas raramente tiramos ensinamentos. Talvez isso seja cultural, porque nem sempre nos dedicamos a descobrir com maior profundidade a causa da felicidade.

Alguns dirão enfaticamente: “tivemos bons momentos porque lutamos para que isso acontecesse. Fomos dedicados à nossa realização, como estudar para obter um bom emprego e, assim, ter um bom padrão de vida. Há, então, a relação de causa, o esforço; e efeito, a felicidade”.

Pessoas que se dedicam à reflexão, porém, encontram motivos além da relação de causa e efeito para aprender com os momentos bons, principalmente se elas não contribuíram conscientemente para os fatos bons.

Sem dúvida, muito escapa do nosso entendimento quando tudo dá certo sem nos esforçarmos para isso, como na experiência relatada acima: de pessoas certas nos lugares certos.

Einstein dizia que “Deus não joga dados com o universo”, isto é, não faz nada que seja “por acaso” ou pura coincidência. Existe sempre um sentido em tudo o que acontece. É preciso, portanto, tentar compreender e tirar lições dos fatos bons para os quais não contribuímos para que acontecessem.

Há muito a desvendar nos momentos felizes. Não podemos nos limitar a achar que a relação é de causa e efeito, porque tudo no universo está intimamente ligado.

Quantas vezes, em momentos difíceis surgem pessoas desconhecidas e nos ajudam? Quase todos nós, se puxarmos pela memória, iremos nos lembrar de fatos assim.

Todas as vezes que somos ajudados iniciamos uma sequência solidária. Em algum momento futuro seremos melhores e úteis para alguém. Por isso, é sempre importante tentar descobrir por que somos felizes em determinadas situações.

O aprendizado é muito importante em todos os acontecimentos. Descobriremos mais a nosso respeito se refletirmos sobre tudo o que acontece, seja de bom ou rim.

De quebra, pessoas otimistas costumam ser mais felizes que as pessimistas. Elas atraem mais felicidade e são mais construtivas.

Nosso livre arbítrio nos deixa espaço para melhorarmos o que pudermos. Se pensarmos que podemos evoluir, é certo que a evolução acontecerá.

De maneira contrária, se nos dispusemos a ter uma vida desregrada, com hábitos poucos saudáveis, como fumar e beber em excesso, nossa saúde será debilitada e a possibilidade de doenças aumenta.

É no espaço entre a missão que Deus nos incumbiu e o nosso livre arbítrio que os fenômenos das “felizes ou infelizes” coincidências acontecem. Tudo isso está englobado pela missão individual de cada um de nós neste mundo.

Observar e analisar cada fato, isoladamente e no conjunto de nossa vida, é muito importante. Dessa maneira, ficará mais fácil identificar a nossa missão, para cumpri-la com dedicação.

É impressionante como a missão dos homens vai sendo definida ao longo da própria existência.

Na infância, é raro que alguém tenha a definição do que fará na vida adulta, de como viverá e com o que contribuirá para a humanidade. Mas todos, até mesmo o mais cruel dos bandidos, tem a sua missão.

O que mais intriga é a infinidade de missões humanas, as quais se encaixam como peças de quebra-cabeça na história da humanidade. Mas não podemos pensar em missões só no sentido amplo.

O máximo que está ao nosso alcance é refletir sobre a nossa própria existência e sobre o que podemos compreender da vida para melhorar este mundo.

É óbvio que a nossa missão pessoal se entrelaça com a missão de outras pessoas. O necessário é ter a disciplina e a disposição para praticar o bem, embora nem sempre consigamos ser bons sempre.

A intrigante natureza humana não tem a plena consciência do que fará no futuro. Seguimos por imitação uma rota traçada pela sociedade.

Aos poucos, procuramos nos moldar para ser felizes, pois, em última análise, a felicidade é o objetivo de todos nós.

Minha vida seguia curso semelhante ao de bilhões de pessoas, até ser sacudida com a notícia do câncer.

Só me preocupei com a minha missão a partir da descoberta da doença.

A cirurgia reveladora

Só me dei conta de que tinha uma missão a cumprir minutos antes da cirurgia de retirada do material para a biópsia. Naquele momento, não tinha a mínima noção do que pudesse ser, nem mesmo se sairia vivo daquela operação.

A cirurgia envolvia riscos. Por meio de um corte no pescoço, logo abaixo do pomo de adão, uma agulha foi introduzida para retirar material do tumor no mediastino. Assim, exames de laboratórios possibilitariam identificar o tipo da doença.

Em pouquíssimo tempo vivi o seguinte drama: “Estou preparado para o pior? Se isso acontecer, será que cumpri a minha missão? E os familiares que deixarei, ficarão bem? Tenho algum arrependimento que não pode ser reparado?

Fui desviado dos meus pensamentos mais profundos pelo anestesista, que comentou: “pressão onze por sete, batimentos cardíacos 48 por minuto, oxigenação 96%. Você está muito calmo e isso ajuda na cirurgia”.

O comentário do médico foi um excelente indicativo de que eu mantinha o controle emocional. Da minha parte não havia tensão, ansiedade ou estresse que pudesse influenciar negativamente o procedimento cirúrgico.

Naquele instante fui invadido pela certeza de que tudo correria bem e que, por pior que fosse o meu quadro, eu continuaria vivo.

Nos poucos segundos que a anestesia demorou a fazer efeito entrei em meditação profunda. Quando desfaleci, meu cérebro já estava planejando passo a passo o meu futuro.

A convicção que veio naquele momento foi a de vitória. Era a certeza que eu necessitava para ser ainda mais otimista.

Aconteça o que acontecer vou superar qualquer dificuldade. Serei iluminado. Meu corpo, mente e espírito estão em harmonia. Nada será capaz de abalar a minha vitória sobre qualquer doença que for diagnosticada.” Esse foi o último pensamento consciente antes de ser operado.

Acredito que recebi o sopro de Deus naquele momento. Fui capaz de me entregar totalmente nas mãos dos cirurgiões, sobre os quais nada sabia.

Se o cirurgião errasse, ele poderia perfurar meu coração ou o pulmão ou a artéria aorta, pois o tumor cresceu tanto que envolveu essa artéria e fazia pressão sobre ela. Talvez por isso a jugular tivesse aumentado tanto de tamanho, porque havia maior esforço no bombeamento do sangue para o cérebro.

Seriam os médicos bons profissionais? Sim, eram excelentes e trabalharam espetacularmente. Era mais uma “feliz coincidência”?

Percebi que estava sendo impulsionado por uma força muito grande. Não sabia distinguir se a força era oriunda de minha própria energia ou se havia energias externas.

Recentemente, alguns estudiosos relataram experiências humanas inexplicáveis, nas quais muitas pessoas sobreviveram com o que foi chamado de “terceiro homem”.

O “fator terceiro homem ou síndrome do terceiro homem” teria relação com situações nas quais uma presença invisível, como um “espírito”, por exemplo, salva alguém ou dá apoio durante experiências traumáticas, como afogar em poços profundos de cavernas.

O conceito foi popularizado no livro de John G. Geiger “O fator terceiro homem”, que cita dezenas de exemplos.

De acordo com o relato de inúmeros sobreviventes de desastres, uma força invisível, oriunda muitas vezes até de pessoas falecidas, deu a eles a calma e a inteligência necessárias para reverter situações de quase morte.

Não há explicação científica para tais fenômenos. O certo é que em algum momento de nossa existência alguns conseguem, inexplicavelmente, escapar de situações críticas de maneira extraordinária. Creio que isso foi o que aconteceu comigo, mesmo não tendo sentido a presença do “terceiro homem”.

Acredito que Deus habita no interior de cada um de nós. Naquele dia, Ele se manifestou e fez com que houvesse plena harmonia para que tudo continuasse a correr bem, desde a identificação do tumor.

O que mais impressiona foi que não tive sequer a menor dúvida de que seria vitorioso. Portanto, minha mente consciente, já nos primeiros instantes, trabalhava para a preservação da vida.

Não podemos achar que “vamos vencer”. Se pensarmos assim, teremos dúvidas e dessa forma nossa mente pensará assim: “existe chance de algo dar errado, não existe firmeza naquilo que é desejado.” Essa insegurança fará com que algo possa dar errado e poderão faltar forças para conseguirmos o que queremos.

Se pensarmos, porém, da seguinte maneira: “tenho confiança em mim, nada me afastará dos objetivos que tenho, não acontecerão fatos que possam me abalar e todas as dificuldades serão superadas, não importa quais sejam”, as probabilidades de sucesso são certas.

A neurociência explica que a mente consciente tem que dar os comandos para a mente inconsciente cumprir. O nosso futuro será construído pelo inconsciente, que se encarregará de conduzir nossa mente consciente a dar os passos certos.

O neurocientista Daniel Eagleman no livro “Incógnito – As vidas secretas do cérebro”, Editora Rocco Ltda., 2011, diz, na página 17 o seguinte:

A mente não é o centro da ação no cérebro; ela fica numa margem distante, ouvindo apenas sussurros de atividade.”

O que o neurocientista quis dizer é que a mente consciente é influenciada pela mente inconsciente. Esta muitas vezes define o que iremos fazer, sem que nem mesmo percebamos.

Em outro ponto do livro, o autor diz que a mente consciente tem que educar a mente inconsciente.

Foi mais ou menos o que aconteceu comigo. Consegui dar os comandos conscientes para a mente inconsciente, que reorganizou o cérebro para enfrentar o que viria mais a frente.

Aquela cirurgia acontecida na dia 10 de março de 2009 foi a prova incontestável de que a teoria de muitos cientistas está correta.

A expectativa do diagnóstico

O retorno ao lar depois da cirurgia foi de insegurança. O motivo: a biópsia do material retirado do mediastino ainda não estava pronta; e o resultado só seria informado depois de treze dias.

Para muitos pacientes, não saber qual a doença os aflige é pesadelo comum que deve ser levado em conta e superado.

A espera de resultados laboratoriais ou de imagens cria ambiente favorável para quadros de depressão, de medo e até mesmo de pânico.

Antes do diagnóstico, portanto, se a pessoa se desesperar – e infelizmente temos tendência a esperar pelo pior – viveremos o inferno em vida.

As emoções ficarão acima da razão, dormiremos menos. O pouco que dormirmos será com intranquilidade. Por conseguinte, nosso corpo ficará mais frágil.

O pior: nada resolverá para o paciente o desespero, pois nada será alterado. Se a doença for simples ou grave, só os resultados dos exames revelarão.

Decidi retornar ao serviço imediatamente depois da alta hospitalar. Como não sentia dores, usei o trabalho como terapia para esquecer o turbilhão de pensamentos negativos.

Era questão de honra para mim não me contaminar pelo negativismo, que me perseguia e insistia, como um visgo, em colar na minha mente consciente.

Ao ter atividades normais e rotina de trabalho, consegui desviar os maus pensamentos por quase todos os dias antes do diagnóstico.

Infelizmente, todavia, o tempo parecia estar sobrando. Havia um excesso de horas, minutos e segundos em que a mente insistia em ser invadida por sentimentos de mau agouro. Tais momentos aconteciam, por exemplo, na hora do banho e ao deitar para dormir.

Como eu já havia sido alertado pelos médicos que a situação poderia ser grave, não dei conta de evitar totalmente os pensamentos ruins. Porém, o impacto foi muito abrandando pela ocupação com os afazeres normais.

Nos momentos de fraqueza, de sentimento de impotência diante do que viria, a melhor estratégia foi chorar. As lágrimas eram abundantes. Mas cada lágrima foi trabalhada pela mente consciente.

Não foram choros em vão, sem sentido. Idealizei que cada lágrima caída seria a construção de minha fortaleza, isto é, serviria para me dar forças. Dessa maneira, quanto mais chorava, mais energias físicas e mentais eram acumuladas.

Naqueles momentos decisivos a meditação foi fundamental. Toda noite, antes de dormir, eu dava comandos conscientes para o cérebro da seguinte forma: “hoje o dia foi melhor que ontem, as lágrimas trouxeram mais energias. Por isso, amanhã o dia será ainda melhor. Aos poucos estou recuperando meu controle emocional e nada irá me abalar.

O primeiro pensamento ao amanhecer reforçava o propósito da noite anterior. A meditação era assim: “Esta noite meu cérebro se reorganizou para a luta que está próxima. Começo este dia melhor do que foi ontem. Sinto as energias fluírem por minhas veias, com vibrações que são capazes de aliviar meu sofrimento. Aliás, esse sofrimento é passageiro. Em breve, recuperarei o pleno domínio da saúde e de minha vida.

No horário do almoço, por mais ou menos dez minutos, eu me deitava confortavelmente, e reforçava o contrato íntimo comigo mesmo. Naqueles poucos minutos, minha mente tinha a prazerosa sensação de não possuir nenhum pensamento.

De acordo com os cientistas, o cérebro humano não fica sem pensar, ou seja, seria ilusão de milhões de pessoas que meditam achar que conseguem ficar com um vácuo na mente consciente. No entanto, mesmo que seja ilusão, essa sensação produz inúmeros efeitos benéficos.

Penso que, ao relaxar todos os músculos do corpo na meditação, o cérebro fica mais livre para criar o espaço “neutro”, em que a mente consciente acredita não haver pensamentos.

No meu caso, o mecanismo usado era como se fosse um contrato, com obrigações a cumprir e benefícios a receber. Assumi o compromisso comigo mesmo que teria que aliviar aquele momento de tensão.

Ao receber os comandos conscientes ao anoitecer e ao amanhecer, o cérebro foi programado para alcançar os objetivos propostos.

A meditação após o almoço era a consolidação da proposta de mudança.

O sentimento de culpa que insiste em rondar alguns doentes

Tive pensamentos recorrentes que insistiam em apontar “culpa” por muitas ações que eu praticara durante a vida.

Aparentemente, pessoas em situações aflitivas costumam pensar primeiro: onde errei?

Em seguida, talvez como forma de justificar o sofrimento, são estabelecidas relações de causa e efeito por situações não resolvidas ou mal resolvidas.

Da espiral de culpas brotam arrependimentos e diversas sensações de que algo no passado ficou pendente. Eis, para muitos, a justificativa da doença.

O passado teima em assombrar muitas pessoas doentes. É preciso esforço para nos desvencilhar desse passado, porque normalmente ele não pode ser mudado.

Tive alguns dramas de consciência por algumas culpas. Mas, ao examinar racionalmente as emoções do passado, concluí que minhas decisões foram as melhores.

É interessante observar que quando fazemos reflexões sobre determinadas situações, em diversos aspectos, em contexto mais amplo; e analisamos os possíveis desdobramentos, encontramos explicações que justificam as nossas ações pretéritas.

Percebi que as culpas não se justificavam. Como naqueles casos não havia mais nada a fazer, exercitei o autoperdão pelos acontecimentos passados, que não tinham nenhuma relação com a doença.

É possível, entretanto, que algumas pessoas possam fazer algo para alterar o passado. Nesse caso, se o incômodo for grande e a situação puder ser resolvida essa opção deve ser avaliada.

Se houver inimizades, a reconciliação é alternativa, existindo mágoas não ditas, seria alívio procurar resolver. Assim acontecerá em todas as situações passíveis de mudanças.

Lições aprendidas no primeiro impacto da doença

  1. Para vencer a fase inicial de qualquer notícia ruim é preciso ter muita disciplina para acalmar a mente e obter o otimismo necessário para as fases seguintes.
  2. Além da disciplina é preciso, ainda, procurar métodos alternativos que possam ser usados em nosso benefício.
  3. Quando recebemos qualquer notícia ruim é natural que as emoções dominem nossa mente racional. O desespero inicial, a dor da notícia, é algo que acontece com a maioria das pessoas. É preciso aceitar que essa é uma fase e que vai passar.
  4. Cada pessoa tem o seu tempo de recuperação de impactos negativos. Algumas pessoas se recuperam mais rápido, e procuram soluções na medicina e na alimentação para fortalecer o espírito e o organismo para a caminhada a ser iniciada. Outras demoram tempo um pouco maior, mas é comum para quem persiste encontrar o próprio caminho.
  5. Chorar é bom, desabafar com parentes e amigos faz bem. Mas a firme determinação de vencer a fase inicial de uma notícia ruim consiste em equilibrar as emoções com a mente racional.
  6. Pensar e agir, sempre com otimismo, é chave para a superação. Por isso, devemos evitar sempre as emoções pessimistas.
  7. As emoções positivas devem ser comemoradas com intensidade. Demonstrar alegria e entusiasmo para as pessoas próximas gera correntes de vibração e de força impressionantes, que facilitam as soluções.
  8. É preciso evitar sentir culpa, a qual só agrava o sofrimento.
  9. Se persistir “peso de culpas na consciência” em situações que podem ser resolvidas, é melhor procurar a solução mais rápida. Caso contrário, o melhor é exercitar o autoperdão.
  10. Devemos ser tolerantes com as nossas fraquezas, porque as energias retornarão e muitas soluções se manifestarão.
  11. Se não houver tempo para contratar os profissionais de saúde que desejamos, o melhor é depositar a confiança naqueles profissionais que nos atendem. Assim, nossa mente ficará mais serena e contribuirá para o sucesso do tratamento ou procedimento médico.

12. O cérebro não pode ter dúvidas. A neurociência explica isso. Nunca pense: “acho que vou vencer”. Sempre diga: “Tenho certeza da vitória”. Assim, o cérebro trabalhará a nosso favor.

Inconsciente: nosso maior e imbatível aliado ou o pior e mais cruel inimigo – escolha

Para compreender melhor este texto, sugiro que acessem o link https://otemplodosguerreiros.com/2014/01/06/a-conexao-do-sono-com-o-inconsciente/.

O assunto abordado é apenas o relato de minha prática diária com o inconsciente. Portanto, não é texto com bases cientificas comprovadas. Porém, pela fascinante experiência que tive, considero que vale compartilhar com o público.

Peço desculpas aos leitores por escrever na primeira pessoa do singular (eu), mas não encontrei outra forma, porque a narrativa é pessoal.

Um pouco sobre a técnica de acesso ao inconsciente

Há muitos anos faço a conexão do sono com o inconsciente, que consiste numa prática muito simples: sempre antes de dormir penso, com convicção, nos desejos que preciso realizar com maior urgência. A seguir, durmo, sem fixação no meu objetivo, porque é importante não ficar remoendo o que é desejado. Assim, o inconsciente funciona sem pressão, trabalha a nosso favor e colabora para que aconteça o que desejamos.

Aprendi que o último pensamento consciente é o primeiro a ser trabalhado pelo inconsciente durante o sono. Assim, é acionado um mecanismo cerebral de procura de soluções para o problema proposto ou o desejo pensado imediatamente antes de dormir.

O mais interessante é que ao praticar técnica tão simples, boas “coincidências” começam a acontecer até que, em certo momento, que pode ser de apenas horas, dias ou semanas, o nosso objetivo será realizado.

Nosso consciente e inconsciente deveriam estar sempre em harmonia e, assim, estabelecer o equilíbrio entre o que é concreto e palpável para o ser humano, registrado no consciente. E o que seria o mecanismo inconsciente, que age sem o nosso controle? Boa parte de neurocientistas afirma que o inconsciente humano comanda até 95% de nossas ações conscientes, sem que tenhamos nenhum controle sobre isso. O percentual de 95% parece exagerado, mas ao acessar o tema no Google e no Youtube serão exibidos vários links sobre essa afirmação.

Um dos exemplos representativos da afirmação dos neurocientistas pode ser entendido quando o homem e a mulher escolhem alguém para casar ou dividir o mesmo teto. Todos nós achamos que a escolha é consciente, porque o coração, o amor parece falar mais alto. Porém, nada mais enganoso. Existem vários fatores inconscientes que nos levam a escolher alguém para compartilhar a nossa vida e os bens materiais. E praticamente todos são inconscientes. Alguns poucos exemplos de que somos atraídos, inconscientemente, por alguém são manifestados por:

– Ferormônio: substância biologicamente muito ativa, secretada por insetos e mamíferos, para atrair sexualmente o parceiro, demarcar trilhas ou estabelecer a comunicação entre os indivíduos. O ferormônio é um odor, cheiro que nossas narinas não sentem, mas que é captado pelo inconsciente e estabelece a atração entre os seres humanos, sempre inconscientemente. Apesar de ser polêmico entre os especialistas, pois alguns não acreditam que a substância possa influenciar as escolhas humanas, outras correntes defendem que é real o fenômeno.

– Postura corporal: Nosso inconsciente gosta ou detesta da postura corporal de outras pessoas. Daí talvez venha o ditado “não fui com o santo dele (a)”. Nesse caso, a postura corporal, inclusive o tom da voz, influencia fortemente a atração ou a repulsão de pessoas. Para quem deseja relacionamento mais duradouro, o inconsciente dita a aproximação. “Por que será que gosto dele (a)?” Muitas vezes é por causa da postura corporal que o nosso inconsciente capta e gera a atração.

– Simetria ou assimetria do corpo: é tudo o que pode ser dividido em partes, que devem coincidir perfeitamente, ou seja, são do mesmo tamanho, ficando esteticamente bela. A simetria do rosto ou corpo humano costuma não ser boa em muitos casos, mesmo assim somos atraídos, inconscientemente, pela perfeição (simetria) ou pela imperfeição (assimetria).

Feitas as escolhas que parecem todas conscientes, os casais vão viver juntos. Pergunta-se: se é assim, o inconsciente escolhe criteriosamente o parceiro, qual é a razão de tantos relacionamentos desfeitos, muitas vezes com traumas? Algo saiu errado, o inconsciente não deveria acertar sempre? Resposta: o nosso cérebro engana, porque todos nós possuímos dentro dele uma parte de autopreservação e outra de autodestruição, daí o motivo de tantos erros e enganos.

Praticamos a autopreservação toda vez que fazemos algo para ter saúde, cuidamos do corpo, da mente e do espírito com carinho. Posso dizer que é uma parte, dentro do cérebro humano, que deseja que fiquemos vivos; e com a maior qualidade de vida possível, saudáveis, engajados na sociedade, solidários, compassivos e comprometidos com o próprio bem-estar e de outras pessoas, conhecidas ou desconhecidas.

A autodestruição se sobressai e se manifesta principalmente com os vícios, as ideias fixas de fazer algo que sabemos ser errado, mas ainda assim seguimos em frente. Daí a razão de tanta violência, desleixo, preguiça, gula, inveja e mais uma infinidade de comportamentos que só causam desgraça e destruição. O impressionante é que muitos não percebem que estão se autodestruindo.

As duas situações, de autopreservação e autodestruição, têm estreita relação como inconsciente humano e exige providências para fortalecer a autopreservação e enfraquecer a autodestruição.

As maiores barreiras para a conexão com o inconsciente são todas determinadas pelas próprias pessoas e são as seguintes: o estado emocional, o ambiente social deteriorado e pessimista; e a crença de que não é possível reverter algumas situações de aflição

a) O estado emocional: as emoções podem ser até um “trem sem controle, sem freios e irascível”. É o que normalmente ocorre quando ficamos indignados ou feridos na honra. Nesses casos, não há pensamento equilibrado. Passamos da razão para a irracionalidade burra em frações de segundos. Às vezes temos até ímpetos de frear as emoções, mas algo mais forte nos impele à explosão dos “nervos”.

Quando a situação perdura, como nos casos de separação entre marido e mulher, em que existe o desejo de vingança, o ciclo só se encerra com desfechos terríveis, muitas vezes com a morte, o assassinato de um dos cônjuges. Nessas situações, o inconsciente está muito mais ativo para realizar a perversidade de quem deseja vingar. Raramente, o consciente irá equilibrar as emoções. É um comportamento autodestrutivo que se estende até a outra ou a outras pessoas.

b) O ambiente social deteriorado e pessimista: Desde novo ouço que tudo está ruim não só no Brasil como no mundo todo. Para agravar a situação, a imprensa de um modo geral divulga muito mais notícias ruins que boas. Parte das notícias é verdadeira, pois a violência cresce com o tráfico de drogas, o desemprego, que é realidade constante, a perda de respeito entre os seres humanos é fato, a desonestidade… Ufa! Não procuremos mais notícias ruins porque vamos encontrar.

Do lado oposto, todo santo dia inúmeras pessoas são alegres, vidas são salvas das maneiras mais impensáveis, realizações que facilitam e simplificam a vida em sociedade acontecem, bebês lindos e saudáveis nascem diariamente, a solidariedade se manifesta infinitas vezes. Ops, que legal, também em números gigantescos o bem e o otimismo estão presentes em nossas vidas.

Infelizmente, o pessimismo vence em muitos casos. É preciso, portanto, perceber o contexto da vida em sociedade para promover a autopreservação. E isso se faz com a observação diária de nossos atos. Se houver tendências negativas, o melhor a fazer é anotar todo o comportamento autodestrutivo e, a partir daí, procurar meios de reverter a situação para o otimismo e a mudança do polo negativo para o positivo. É claro que disciplina e persistência são requisitos necessários. Mas, curiosamente, o nosso inconsciente gosta da proposta. E posso falar isso por experiência própria, de tantas situações autodestrutivas que reverti para a autopreservação.

c) a crença de que não é possível reverter algumas situações de aflição:

É muito comum não acreditarmos nos nossos potenciais e subestimar as nossas forças interiores. Muitas vezes acontece por comodismo ou preguiça. Porém, na maioria das vezes ocorre por medo do enfrentamento. Aí, podem acontecer as seguintes situações: acreditamos que somos mesmos fracos (olha a tendência autodestrutiva); negamos a realidade na tentativa de “apagar” as situações aflitivas e aliviar o fardo, o que se mostra totalmente ineficaz; ou nos conformamos com as dificuldades e tentamos nos adaptar a elas.

Adaptar a situações extremas e infelizes pode ser possível se sofrermos limitações, como uma mutilação física decorrente de um desastre de carro, por exemplo. Ainda assim, e possível ir muito mais longe que a maioria das pessoas, pois exemplos não faltam.

Na prática da autopreservação não existem limites para a superação. A exigência é somente a conexão com o inconsciente, que será a forma de encontrar soluções para os problemas. Vivi algo assim, e relato neste blog.

Acesse o link: https://otemplodosguerreiros.com/2014/05/18/a-abencoada-roma/

Minhas últimas experiências:

  1. Um escorregão:

Recentemente, mesmo com a prática diária da autopreservação, escorreguei numa folha de árvore e sofri uma queda que causou luxação escápulo-umeral (deslocamento) no ombro direito. Ciente de que ninguém tem o controle de tudo, aceitei o acidente com naturalidade. Mas como já sofri duas luxações no ombro esquerdo em competições de karatê, sabia que a recuperação poderia demorar até dois meses, com a imobilização do braço por mais ou menos trinta dias.

Conhecedor das dificuldades, a primeira providência que tomei foi acessar vídeos de ortopedistas e fisioterapeutas para conhecer a anatomia e o funcionamento do ombro. A finalidade era fazer a meditação da autopreservação para a recuperação rápida.

A visualização de músculos, tendões, ossos e como funciona o ombro era extremamente necessária, pois com tais conhecimentos, acionei o inconsciente para aliviar as limitações físicas do problema.

A técnica funcionou tão bem que no dia seguinte não usei nem mesmo a tipoia, não havia dor, hematomas ou inchaço. Preservei ao máximo os movimentos e não me descuidei do ombro em nenhum momento. Dois dias depois do tombo, arrisquei até a fazer corrida de mais de oito quilômetros, com todo o cuidado. Era a plena consciência de que eu esperava a melhora e que, portanto, deveria observar, cuidadosamente, os movimentos que poderiam agravar a situação.

No oitavo dias depois do acidente, ao fazer a revisão com o ortopedista, ele se surpreendeu quando estendi o braço direito para cumprimentá-lo. Por isso, fez uma série de exames clínicos e considerou tão boa a recuperação que receitou o início da fisioterapia, sem a imobilização do ombro. Era o início da segunda fase da minha conexão com inconsciente, para encontrar os exercícios certos. Encontrei muitos exercícios no Youtube que, somados às técnicas dos ótimos profissionais do estúdio de Pilates onde faço aulas, proporcionou um resultado extraordinário.

Em três semanas eu já me considerava recuperado, sem dores, com poucas limitações de movimentos do ombro. O inconsciente, por conseguinte, é o nosso maior aliado e se mostrou generoso comigo ao encaminhar as soluções para o problema que eu tive.

Muitos leitores que leram o texto “A conexão do sono com o inconsciente” (link no início deste texto), comentaram que também tiveram sucesso em várias ocasiões com a prática simples de estimular o inconsciente para encontrar soluções para os seus problemas.

Nunca amaldiçoei o tombo e não perdi a calma. Só achei muito estranho acontecer um escorregão em uma das melhores fases da minha vida. Afinal, se busco constantemente a autopreservação, qual teria sido o motivo do tombo? Respondo: Para dar a certeza e a dimensão do que o inconsciente é capaz de fazer para melhorar a vida do ser humano.

Só ganhei com a experiência. Saí fortalecido, com muito mais conhecimentos e maior controle do meu cérebro. Em suma, tive a incrível chance de interagir melhor com o inconsciente.

  1. O imprevisto:

Tenho o hábito de usar sempre o mesmo modelo de sapato, porque encontrei o que melhor se ajusta aos meus pés. No início do ano, ao procurar a loja para comprar um par novo e substituir o que já estava em uso e muito velho, fui surpreendido pela informação do vendedor de que aquele modelo já não era mais fabricado. Sem opções, comprei outro modelo. Mas não me adaptei ao calçado, que não era confortável.

O sapato novo veio com garantia contra defeito de fábrica, coisa que nunca dei importância, porque jamais tive problemas com a marca, cujos modelos duravam até mais de dois anos.

Curiosamente, depois de um mês, o novo sapato descolou as solas dos dois pés, no mesmo momento. Peguei a garantia e fui à loja, que solicitou 30 dias para resolver o problema.

Pacientemente, usei outros sapatos velhos que tinha e aguardei. Não fiquei irritado e, mesmo precisando de um par novo, dei o comando cerebral ao inconsciente para encontrar outro modelo, diferente do que comprei e estragou.

Qual não foi a minha surpresa ao retornar ao retornar à loja no trigésimo dia e saber que o modelo defeituoso não tinha em estoque para reposição. No caso, eu tinha a opção de escolher outro modelo e seria abatido o preço do par defeituoso.

Ao olhar ao redor para escolher outro sapato, na minha frente estava o modelo antigo, que voltou a ser fabricado e tinha chegado à loja naquele mesmo dia. Troquei o par defeituoso pelo modelo de sempre e ainda comprei um par reserva.

O meu azar foi a minha sorte. Não fosse o defeito do modelo novo, provavelmente eu ficaria mais tempo com o modelo que não me calçava bem. Eu iria procurar outras opções em outras lojas, mas nem isso foi preciso.

Atribuo aos fatos acima a minha sintonia com o inconsciente. Já perdi as contas de quantas soluções aparentemente inexplicáveis foram resolvidas por comandos que dei ao inconsciente.

Outro aspecto importante foi a minha mudança de comportamento. Aprendi que nem sempre o que acontece de ruim deve causar indignação, raiva, revolta ou sofrimento. É preciso esperar algum tempo, sempre tentando a conexão com o inconsciente, para ver se os problemas vão se resolver satisfatoriamente. Ainda assim, sofri dissabores, mas que não me causaram um décimo do desgaste que ocorria quando era mais jovem; e ainda não conhecia as técnicas de autopreservação e os magníficos recursos proporcionados pelo inconsciente.

Arritmias dos sentimentos, das emoções e da mente

Este texto não trata de arritmias físicas, como as cardíacas e as cerebrais. A abordagem aqui é comportamental, porque arritmia significa quebra do ritmo; ausência de regularidade no ritmo; e ainda a variação acentuada do ritmo. Portanto, arritmias acontecem também no campo psicológico – sentimental e emocional – e também mental. Muitas vezes não são percebidas, mas, com frequência, trazem consequências nocivas. Daí a importância de refletir sobre o assunto.

Nunca temos um comportamento linear, sempre equilibrado e num mesmo ritmo. Por esse motivo são constantes os imprevistos e os desvios de ritmos dos sentimentos, emoções e da mente em uma infinidade de situações.

Exemplo: Haroldo levantou-se às seis horas da manhã, como era a sua rotina. Logo percebeu que o sono havia sido reparador e pensou: “terei um excelente dia, pois estou disposto e alegre”.

Por esse ritmo pré-definido, ao levantar da cama, Haroldo indicava que teria equilíbrios psicológicos e mentais que deveriam perdurar pelo menos ao longo daquele dia. Porém, ao sair de carro em direção ao trabalho, descuidou-se do volante ao receber e acessar uma mensagem no celular. Foi o suficiente para atrapalhar o trânsito e quase causar um desastre. Por pouco não bateu em outro veículo, cujo motorista, irritado, buzinou e xingou o negligente Haroldo.

O pequeno descuido quebrou por completo um ritmo e provocou desequilíbrios em Haroldo: o batimento cardíaco acelerou mais que o normal, o suor escorreu pelo rosto, o sangue “ferveu” com a ofensa recebida e o decorrer de todo aquele dia foi péssimo, porque o mau humor provocou arritmias em Haroldo, que só se encerraram dois dias depois.

O exemplo serve para todos nós. Quantas vezes pensamos e desejamos ter dias de paz e tranquilidade e nos esforçamos para isso… Até que… uma arritmia imprevisível, às vezes previsível, põe tudo a perder.

Emoções e sentimentos são diferentes:

As emoções podem ser definidas como “impulsos, impulsividade” e acontecem quase automaticamente. Quando nos encontramos com alguém querido, que não vemos há muito tempo, ocorre a emoção da alegria, do contentamento de rever a pessoas amada. É uma situação passageira, que dá muito prazer e causa o impressionante efeito de gerar a ótima arritmia, aquela que nos faz sentir que a vida é maravilhosa.

A ótima arritmia interfere beneficamente nas nossas energias mentais e espirituais. A tendência é a de que os próximos dias sejam melhores, porque a harmonia humana fica fortalecida.

O inverso também é verdadeiro. Ao encontrarmos inesperadamente com pessoas de quem não gostamos, temos antipatia ou até rancor, a emoção também é instantânea. Provoca repulsa, mal-estar e desconforto. É o suficiente para provocar a péssima arritmia.

Atenção à péssima arritmia, devastadora em muitas situações. Isso acontece porque temos a irracional tendência de retê-la, aprisioná-la ao nosso comportamento, a permitir que ela se enraíze nas nossas atitudes.

É possível, assim, que várias vezes sejamos arrastados para um poço sem fim, a desencadear comportamentos que vão da autopiedade – do coitadinho que tem sempre uma desculpa para as suas desgraças – até a escalada de vários comportamentos primitivos, irracionais, que irão afetar relacionamentos e deixar a pessoa e os que estão à sua volta infelizes.

Arritmias dos sentimentos:

Os sentimentos são mais duradouros que as emoções. Várias emoções, somadas, podem desencadear sentimentos. É assim que acontece no amor. É comum pessoas com muitas afinidades sentirem as emoções alegres dos encontros até despertar para o sentimento maior, o do amor, muito mais duradouro.

Os sentimentos, porém, também estão sujeitos a arritmias, sejam elas ótimas ou péssimas, porque é da natureza humana o conflito. Aliás, de acordo com o neurocientista Daniel Eagleman, no livro “Incógnito – As vidas secretas do cérebro”, Editora Rocco Ltda., 2011, o cérebro humano evoluiu a partir dos conflitos cerebrais, os quais todos nós temos, diariamente, repetidamente, até no decorrer de pouco tempo. Por isso, a indecisão, manifestada nos conflitos entre qual seria a melhor atitude a tomar, provoca arritmias infinitamente.

É certo que temos sempre a intenção de acertar, mas por diversos fatores, erramos com muita frequência. É nesse ponto que existe peso das arritmias indesejadas, como a do exemplo acima, do Haroldo.

Os sentimentos são as ligações mais duradouras que mantemos ao longo da vida, como os laços familiares, as amizades, os romances, o vínculo com amigos de escola ou companheiros de torcida.

Todos os polos positivos relacionados à afetividade que duram mais tempo, como os afetos são ótimas arritmias dos sentimentos. Os exemplos ficam a cargo de cada leitor deste texto. Não será difícil identificar as vivências nesse sentido, pois, felizmente, amores e afetos em nossas vidas existem em maior quantidade do que os sentimentos ruins.

Não podemos descuidar, porém, das péssimas arritmias dos sentimentos. Basta lembrar que a arritmia dos nazistas, em especial de seu comandante na segunda grande guerra mundial, trouxe sofrimento irreversível à humanidade. Houvesse como romper com aquela arritmia que se iniciou ainda na infância, talvez o potencial destrutivo não se tornasse realidade.

Nos dias atuais um grande fator de péssimas arritmias dos sentimentos é inveja. Talvez nada cause mais destruições na sociedade que a inveja que é alimentada dia a dia, transmutando a emoção de desejar a conquista de outras pessoas em sentimento irreversível de inveja, simplesmente porque o invejoso não teve a coragem de admirar a quem inveja. Se quebrada a inveja e transformado o sentimento em admiração, nosso mundo seria infinitamente melhor.

Arritmias da mente:

Está ligada aos sonhos, aos planos de sucesso e superação. Quase todas as pessoas desejam evoluir material, financeiramente e ter ao lado alguém com quem possam compartilhar da luta e trajetória de vida.

Os sonhos da adolescência e juventude devem ser conquistados com dedicação e lutas diárias. No percurso, várias arritmias acontecem, porque durante a caminhada problemas surgem. São arritmias, tanto as esperadas por algum indício que dá sinal ou as inesperadas, como a perda de emprego.

As arritmias da mente estão intimamente atreladas às das emoções e sentimentos e são indissociáveis. Contudo, é preciso identificar como ocorrem para encontrar a solução.

As soluções para todos os tipos de arritmia estão no bom senso, na busca do equilíbrio emocional perdido, na moderação de comportamentos.

A arte de enfrentar e vencer as péssimas arritmias deve ser objetivo de todo ser humano. Entretanto, existe uma fase anterior: a de identificar as arritmias nocivas, pois a maioria das pessoas nem consegue perceber a quebra, ausência ou variação dos próprios ritmos. Sem a percepção de arritmias, continuaremos “sem noção” de problemas, alguns muito fáceis de resolver.

Como não temos equipamentos, como os usados na detecção de problemas cardíacos, é preciso desenvolver nossos próprios instrumentos de observação, prevenção e solução de arritmias.

Parece difícil? Sim, há algum grau de dificuldade, mas é possível, sim, manter processos mentais para evitar os dissabores das péssimas arritmias. Só que a solução é muito pessoal. Encontre a sua.

Ah, quanto as ótimas arritmias não é preciso muito esforço, porque são molas propulsoras da felicidade. Desfrute delas.

Observação: Usei no texto pontos de vista pessoais, baseados na minha experiência de vida, que nem sempre coincidem com o de outras pessoas, muitas delas profissionais do comportamento humano.

 

Alguns links interessantes:

Vale a pena ler o belíssimo texto da Por Fátima Alves em Comportamento e Espiritualidade. Acesse http://www.centrodeestudos.org/sentimento-ou-emocao/.

Acesse ainda:

  1. http://www.psicomotricidadepositiva.com.br/2016/12/26/qual-a-diferenca-entre-sentimento-e-emocao/
  2. http://www.huffpostbrasil.com/mathias-oefelein/a-diferenca-entre-emocoes-e-sentimentos_a_21875276/
  3. http://www.psicologiasdobrasil.com.br/diferenca-entre-emocoes-e-sentimentos/
  4. http://fredericoporto.com.br/qual-diferenca-entre-emocao-e-sentimento/

http://www.psicologiafree.com/curiosidades/diferenca-entre-emocoes-e-sentimentos-2/