CORONAVÍRUS: CHÁ DE CASCA DE ROMÃ, CRAVO E CANELA AUMENTA A IMUNIDADE

MUITO IMPORTANTE:

Não sou médico nem profissional de saúde. Neste texto, relato apenas a minha experiência bem sucedida ao usar o chá da casca de romã, cravo e canela em pau, para fortalecer o sistema imunológico. O chá é muito eficaz para combater sinusite, gripes, dor de garganta e faz parte da cultura popular há muito tempo. Porém, recomendo às pessoas que sempre conversem sobre o assunto com médicos e nutricionistas.

Depois de lutar e ficar curado de um câncer linfático comecei a pesquisar e a testar alimentos e produtos naturais para fortalecer a minha imunidade.

Na pesquisa, descobri os muitos benefícios da romã, do cravo e da canela. Testei os três em sinergia, ou seja, avaliei os efeitos combinados dos seus princípios ativos juntos. O resultado surpreendeu, porque os benefícios foram muito além do que eu esperava. Por isso, compartilho a experiência.

O coronavírus, como tem sido divulgado, se instala mesmo em organismos saudáveis e com o sistema imunológico forte. Todavia, é melhor ter a imunidade elevada do que ser contaminado quando o nosso corpo está enfraquecido.

Creio que o chá de casca de romã com cravo e canela serve para diminuir os efeitos ruins da contaminação pelos seguintes motivos:

1. Sobre os benefícios da romã:

No caso da casca de romã, um dos maiores benefícios no combate às infecções de garganta, sinusite e tosse com secreção é o efeito de reduzir o muco, as secreções, o catarro existente no corpo.

A ação de reduzir secreções chama-se “adstringente”, porque causa na boca a sensação de que está sendo apertado o seu interior.

A substância adstringente, portanto, causa constrição, encolhimento e estreitamento dos tecidos. Assim, reduz as secreções. A banana não madura e o caqui são adstringentes.

Sobre os demais benefícios da romã, inclusive sobre o potente suco da fruta, acesse o link https://otemplodosguerreiros.com/2014/05/18/a-abencoada-roma/

2. Sobre os benefícios do cravo da índia:

No caso do combate ao coronavírus, o cravo da índia tem o efeito antiviral, além de vários outros benefícios que podem ser encontrados no link https://otemplodosguerreiros.com/2014/06/08/acerte-sempre-com-o-cravo-da-india/

Não é preciso nem comentar que o cravo da índia irá ajudar a destruir o coronavírus. Porém, sozinho, é reduzido o efeito dessa incrível especiaria tão usada na antiguidade. É preciso combinar, fazer a sinergia com a casca de romã e a canela.

3. Sobre os benefícios da canela:

A canela a ser usada no chá é em pau, e também é uma das especiarias, que assim como o cravo, Portugal comprava da Índia. Os benefícios da canela chegam a 44, como pode ser visto no link                                                                                    https://hortascaseiras.com/os-44-beneficios-comprovados-para-saude-da-canela/

Os benefícios da canela no combate ao coronavírus são muitos, mas os que nos interessam são:

a) Antissecretório, isto é, irá ajudar a casca da romã a suprimir a secreção que fica acumulada nos seios da face e do pulmão.

b) Anti-inflamatória, diminuirá ou acabará com inflamações no organismo.

c) Diminui a pressão arterial. Por isso, é excelente para pessoas hipertensas, que estão no grupo de risco.

d) Reduz os níveis de açúcar no sangue: outro grupo de risco é o dos diabéticos. A canela irá ajudar a manter os níveis normais de glicose

4. Como fazer o chá

Para um copo e meio (copo americano, também chamado de lagoinha) de água:

a) Pegue uma casca de romã, corte um quadrado de mais ou menos três centímetros e depois corte esse pequeno pedaço em muitos pedaços pequenos, o menor que puder, porque assim o efeito adstringente fica maior.

b) Separe de seis a dez cravos da índia e corte-os ao meio, para liberar o eugenol, princípio ativo do cravo.

c) Pegue quatro pedaços de canela em pau, de dois a três centímetros cada.

d) Numa leiteira, coloque os ingredientes e leve ao fogo brando. Deixe ferver. Após o início da fervura, aguarde dois minutos. Depois, desligue o fogo, tampe a leiteira por cinco minutos para fazer a infusão e liberar todos os princípios ativos das substâncias.

e) Coe a casca, o cravo e a canela sempre em coador de metal. O coador de plástico não pode ser usado com líquidos quentes, porque libera bisfenol A, substância cancerígena do plástico, liberada ou em altas temperaturas ou no frio da geladeira.

f) Se conseguir comer os pedaços da romã usados no chá, e muito amargos, os benefícios serão maiores.

Repita o chá todos os dias, o qual pode ser tomado de manhã e à noite, ou somente à noite, por volta das 20 horas. O sabor não é ruim, mas, caso não agrade o seu paladar, use açúcar ou adoçante com moderação.

No dia seguinte, o chá começará a eliminar as secreções que a pessoa tiver. Por isso, deixe lenços ao alcance das mãos. Depois de mais ou menos cinco dias, não haverá mais secreções, a tosse desaparecerá e as dores de garganta desaparecerão.

Na minha experiência e na de muitas pessoas, os resultados positivos começam a surgir a partir do terceiro dia. Vale a pena insistir no uso do chá, pois sempre tem resultados benéficos.

PARTE II DO LIVRO “O TEMPLO DOS GUERREIROS” O PODER DA INTERAÇÃO ENTRE O CORPO, A MENTE E O ESPÍRITO CAPÍTULO 5 – A NOTÍCIA RUIM DO CÂNCER – BREVE HISTÓRICO

Inicio aqui a parte PARTE II DO LIVRO “O TEMPLO DOS GUERREIROS” capítulo 5, que terá continuação no próximo post –

Leitores que desejarem obter o livro completo, gratuitamente,  favor mandar mensagem para o e-mail danilovprado@gmail.com, que enviarei a versão digital.

 

Na tarde de sábado, 7 de março de 2009, quase aos 49 anos, depois de tirar uma pequena soneca, fui a um supermercado perto de casa.

Ao terminar as compras, subi a pé o morro de um quarteirão, em direção a uma farmácia, onde pesquisaria alguns preços.

No fim da subida, senti fortes dores no peito.

Sempre fui contrário a recorrer aos serviços de pronto-atendimento em hospitais e ambulatórios, porque minha saúde era excelente, da qual cuido com carinho, mantendo alimentação saudável e bons hábitos de vida.

Desde o dia 16 de outubro de 1976 pratico exercícios físicos com regularidade, principalmente corridas e artes marciais. Portanto, naquele dia eu já completara mais de 32 anos de prática regular de esportes.

Mantenho, também, desde os quarenta anos de idade, regularidade dos exames médicos anuais, em razão do fator hereditário de possibilidade de câncer, pois tenho registros de vários casos na linha ascendente.

Meu check up anual havia sido concluído pouco tempo antes, em 28 de novembro de 2008.

Minha saúde naquela data era excelente.

Por alguma razão inconsciente, ao sentir dores no peito, resolvi visitar o pronto-atendimento de um hospital perto de casa.

Não havia motivos aparentes para recorrer à ajuda médica, porque minha primeira impressão era que as dores poderiam ter sido causadas por gases.

Outro fato também chamava a atenção: minha jugular havia aumentado de tamanho e era visível no pescoço. Mas, como naquela semana eu praticara esportes normalmente, imaginei que fosse ocupar os médicos desnecessariamente.

O poder da intuição e a descoberta da doença

Nossa intuição funciona na maioria das vezes. Por isso, depois de várias experiências bem sucedidas, aprendi a não desprezar aquela voz interior que teima em nos alerta para algo que não sabemos o que é.

Aquele foi o dia em que a intuição salvou a minha vida. Começava aí, a minha história angustiante e desafiadora.

Depois de suspeitar de infarto e fazer vários exames que não deram resultado positivo, o médico pediu uma radiografia do tórax. Ele notou uma mancha quase imperceptível, que não foi detectada por vários médicos que viram a mesma radiografia.

O exame posterior, uma tomografia, revelou que eu tinha um tumor quase do tamanho de um ovo de galinha, localizado no mediastino, aquele espaço entre os dois pulmões.

Retirado material do tumor para biópsia, foi constatado câncer linfático, denominado linfoma não Hodgkin, de grandes células difusas B.

Feita nova tomografia, de abdômen, tórax e pescoço, verificou-se que o câncer era de grau 2, porque foram detectados mais dois tumores pequenos no pescoço.

A fase da doença era intermediária, considerando que no total são quatro graus os estágios (o grau quatro é o mais grave).

Esse tipo de câncer é muito agressivo. Se tivesse sido descoberto um mês depois, a cura seria muito mais difícil, porque as células doentes dobram de tamanho a cada quinze dias. Por isso, é muito letal.

Não existem coincidências

Tudo deu certo naquela noite do dia 7 de março de 2009. Decidi consultar um médico, mesmo com toda a resistência que tinha a isso.

Na sequência, fui atendido pelo médico certo, pois outros médicos não conseguiram enxergar o tumor na radiografia.

Se a doença não tivesse sido detectada naquele ponto, provavelmente essas linhas não seriam escritas.

A cirurgia de retirada do material transcorreu sem problemas, apesar da dificuldade, considerando que se o cirurgião não fosse habilidoso poderia perfurar o pulmão ou o coração, que estavam muito próximos do tumor.

O laboratório indicado para fazer a biópsia terceiriza o serviço e avisou que o resultado só ficaria pronto em trinta dias, porque a análise seria feita em São Paulo.

Depois de autorizado o serviço, numa sexta-feira, às 17 horas, o cirurgião de tórax, consultado no sábado de manhã, disse que a doença poderia se agravar. Então, pediu que fosse solicitada a devolução do material e encaminhado a outro laboratório em Belo Horizonte, que fez a biópsia em dez dias.

Não foi coincidência a entrega do material no primeiro laboratório na sexta-feira à tarde. Fosse mais cedo, o material poderia ter sido despachado pelos correios e a devolução seria demorada.

Sem o diagnóstico no tempo certo, o tumor teria aumentado duas vezes de tamanho.

Mesmo que tudo tivesse sido planejado, possivelmente nada poderia ter dado tão certo. Não houve erros nem perda de tempo. Tudo corria a favor do início rápido do tratamento.

Alguns amigos comentam que o médio do hospital que fez o primeiro atendimento era um anjo. E foi mesmo. Outros médicos disseram que fariam a minha dispensa, porque não viram nada de errado naquela radiografia.

Mais adiante, durante o tratamento, outros fatos bons aconteceram, que não foram coincidências. Aconteceu, sim, o cumprimento dos planos de Deus.

Uma missão a cumprir

Qual a nossa missão nesta vida?

Por que algumas coisas dão certo e outras dão errado?

Todos nós temos experiências boas e ruins, como se existisse equilíbrio entre elas. Se formos analisar, parece proporcional em nossa existência o número de experiências boas e ruins.

É possível até que o misto do que é bom e ruim tenha o propósito de nos enriquecer com experiências e nos tornar seres humanos menos incompletos.

É pensamento comum na sociedade de que quase sempre o nosso amadurecimento intelectual, emocional e espiritual é forjado nas dificuldades.

Das experiências boas raramente tiramos ensinamentos. Talvez isso seja cultural, porque nem sempre nos dedicamos a descobrir com maior profundidade a causa da felicidade.

Alguns dirão enfaticamente: “tivemos bons momentos porque lutamos para que isso acontecesse. Fomos dedicados à nossa realização, como estudar para obter um bom emprego e, assim, ter um bom padrão de vida. Há, então, a relação de causa, o esforço; e efeito, a felicidade”.

Pessoas que se dedicam à reflexão, porém, encontram motivos além da relação de causa e efeito para aprender com os momentos bons, principalmente se elas não contribuíram conscientemente para os fatos bons.

Sem dúvida, muito escapa do nosso entendimento quando tudo dá certo sem nos esforçarmos para isso, como na experiência relatada acima: de pessoas certas nos lugares certos.

Einstein dizia que “Deus não joga dados com o universo”, isto é, não faz nada que seja “por acaso” ou pura coincidência. Existe sempre um sentido em tudo o que acontece. É preciso, portanto, tentar compreender e tirar lições dos fatos bons para os quais não contribuímos para que acontecessem.

Há muito a desvendar nos momentos felizes. Não podemos nos limitar a achar que a relação é de causa e efeito, porque tudo no universo está intimamente ligado.

Quantas vezes, em momentos difíceis surgem pessoas desconhecidas e nos ajudam? Quase todos nós, se puxarmos pela memória, iremos nos lembrar de fatos assim.

Todas as vezes que somos ajudados iniciamos uma sequência solidária. Em algum momento futuro seremos melhores e úteis para alguém. Por isso, é sempre importante tentar descobrir por que somos felizes em determinadas situações.

O aprendizado é muito importante em todos os acontecimentos. Descobriremos mais a nosso respeito se refletirmos sobre tudo o que acontece, seja de bom ou rim.

De quebra, pessoas otimistas costumam ser mais felizes que as pessimistas. Elas atraem mais felicidade e são mais construtivas.

Nosso livre arbítrio nos deixa espaço para melhorarmos o que pudermos. Se pensarmos que podemos evoluir, é certo que a evolução acontecerá.

De maneira contrária, se nos dispusemos a ter uma vida desregrada, com hábitos poucos saudáveis, como fumar e beber em excesso, nossa saúde será debilitada e a possibilidade de doenças aumenta.

É no espaço entre a missão que Deus nos incumbiu e o nosso livre arbítrio que os fenômenos das “felizes ou infelizes” coincidências acontecem. Tudo isso está englobado pela missão individual de cada um de nós neste mundo.

Observar e analisar cada fato, isoladamente e no conjunto de nossa vida, é muito importante. Dessa maneira, ficará mais fácil identificar a nossa missão, para cumpri-la com dedicação.

É impressionante como a missão dos homens vai sendo definida ao longo da própria existência.

Na infância, é raro que alguém tenha a definição do que fará na vida adulta, de como viverá e com o que contribuirá para a humanidade. Mas todos, até mesmo o mais cruel dos bandidos, tem a sua missão.

O que mais intriga é a infinidade de missões humanas, as quais se encaixam como peças de quebra-cabeça na história da humanidade. Mas não podemos pensar em missões só no sentido amplo.

O máximo que está ao nosso alcance é refletir sobre a nossa própria existência e sobre o que podemos compreender da vida para melhorar este mundo.

É óbvio que a nossa missão pessoal se entrelaça com a missão de outras pessoas. O necessário é ter a disciplina e a disposição para praticar o bem, embora nem sempre consigamos ser bons sempre.

A intrigante natureza humana não tem a plena consciência do que fará no futuro. Seguimos por imitação uma rota traçada pela sociedade.

Aos poucos, procuramos nos moldar para ser felizes, pois, em última análise, a felicidade é o objetivo de todos nós.

Minha vida seguia curso semelhante ao de bilhões de pessoas, até ser sacudida com a notícia do câncer.

Só me preocupei com a minha missão a partir da descoberta da doença.

A cirurgia reveladora

Só me dei conta de que tinha uma missão a cumprir minutos antes da cirurgia de retirada do material para a biópsia. Naquele momento, não tinha a mínima noção do que pudesse ser, nem mesmo se sairia vivo daquela operação.

A cirurgia envolvia riscos. Por meio de um corte no pescoço, logo abaixo do pomo de adão, uma agulha foi introduzida para retirar material do tumor no mediastino. Assim, exames de laboratórios possibilitariam identificar o tipo da doença.

Em pouquíssimo tempo vivi o seguinte drama: “Estou preparado para o pior? Se isso acontecer, será que cumpri a minha missão? E os familiares que deixarei, ficarão bem? Tenho algum arrependimento que não pode ser reparado?

Fui desviado dos meus pensamentos mais profundos pelo anestesista, que comentou: “pressão onze por sete, batimentos cardíacos 48 por minuto, oxigenação 96%. Você está muito calmo e isso ajuda na cirurgia”.

O comentário do médico foi um excelente indicativo de que eu mantinha o controle emocional. Da minha parte não havia tensão, ansiedade ou estresse que pudesse influenciar negativamente o procedimento cirúrgico.

Naquele instante fui invadido pela certeza de que tudo correria bem e que, por pior que fosse o meu quadro, eu continuaria vivo.

Nos poucos segundos que a anestesia demorou a fazer efeito entrei em meditação profunda. Quando desfaleci, meu cérebro já estava planejando passo a passo o meu futuro.

A convicção que veio naquele momento foi a de vitória. Era a certeza que eu necessitava para ser ainda mais otimista.

Aconteça o que acontecer vou superar qualquer dificuldade. Serei iluminado. Meu corpo, mente e espírito estão em harmonia. Nada será capaz de abalar a minha vitória sobre qualquer doença que for diagnosticada.” Esse foi o último pensamento consciente antes de ser operado.

Acredito que recebi o sopro de Deus naquele momento. Fui capaz de me entregar totalmente nas mãos dos cirurgiões, sobre os quais nada sabia.

Se o cirurgião errasse, ele poderia perfurar meu coração ou o pulmão ou a artéria aorta, pois o tumor cresceu tanto que envolveu essa artéria e fazia pressão sobre ela. Talvez por isso a jugular tivesse aumentado tanto de tamanho, porque havia maior esforço no bombeamento do sangue para o cérebro.

Seriam os médicos bons profissionais? Sim, eram excelentes e trabalharam espetacularmente. Era mais uma “feliz coincidência”?

Percebi que estava sendo impulsionado por uma força muito grande. Não sabia distinguir se a força era oriunda de minha própria energia ou se havia energias externas.

Recentemente, alguns estudiosos relataram experiências humanas inexplicáveis, nas quais muitas pessoas sobreviveram com o que foi chamado de “terceiro homem”.

O “fator terceiro homem ou síndrome do terceiro homem” teria relação com situações nas quais uma presença invisível, como um “espírito”, por exemplo, salva alguém ou dá apoio durante experiências traumáticas, como afogar em poços profundos de cavernas.

O conceito foi popularizado no livro de John G. Geiger “O fator terceiro homem”, que cita dezenas de exemplos.

De acordo com o relato de inúmeros sobreviventes de desastres, uma força invisível, oriunda muitas vezes até de pessoas falecidas, deu a eles a calma e a inteligência necessárias para reverter situações de quase morte.

Não há explicação científica para tais fenômenos. O certo é que em algum momento de nossa existência alguns conseguem, inexplicavelmente, escapar de situações críticas de maneira extraordinária. Creio que isso foi o que aconteceu comigo, mesmo não tendo sentido a presença do “terceiro homem”.

Acredito que Deus habita no interior de cada um de nós. Naquele dia, Ele se manifestou e fez com que houvesse plena harmonia para que tudo continuasse a correr bem, desde a identificação do tumor.

O que mais impressiona foi que não tive sequer a menor dúvida de que seria vitorioso. Portanto, minha mente consciente, já nos primeiros instantes, trabalhava para a preservação da vida.

Não podemos achar que “vamos vencer”. Se pensarmos assim, teremos dúvidas e dessa forma nossa mente pensará assim: “existe chance de algo dar errado, não existe firmeza naquilo que é desejado.” Essa insegurança fará com que algo possa dar errado e poderão faltar forças para conseguirmos o que queremos.

Se pensarmos, porém, da seguinte maneira: “tenho confiança em mim, nada me afastará dos objetivos que tenho, não acontecerão fatos que possam me abalar e todas as dificuldades serão superadas, não importa quais sejam”, as probabilidades de sucesso são certas.

A neurociência explica que a mente consciente tem que dar os comandos para a mente inconsciente cumprir. O nosso futuro será construído pelo inconsciente, que se encarregará de conduzir nossa mente consciente a dar os passos certos.

O neurocientista Daniel Eagleman no livro “Incógnito – As vidas secretas do cérebro”, Editora Rocco Ltda., 2011, diz, na página 17 o seguinte:

A mente não é o centro da ação no cérebro; ela fica numa margem distante, ouvindo apenas sussurros de atividade.”

O que o neurocientista quis dizer é que a mente consciente é influenciada pela mente inconsciente. Esta muitas vezes define o que iremos fazer, sem que nem mesmo percebamos.

Em outro ponto do livro, o autor diz que a mente consciente tem que educar a mente inconsciente.

Foi mais ou menos o que aconteceu comigo. Consegui dar os comandos conscientes para a mente inconsciente, que reorganizou o cérebro para enfrentar o que viria mais a frente.

Aquela cirurgia acontecida na dia 10 de março de 2009 foi a prova incontestável de que a teoria de muitos cientistas está correta.

A expectativa do diagnóstico

O retorno ao lar depois da cirurgia foi de insegurança. O motivo: a biópsia do material retirado do mediastino ainda não estava pronta; e o resultado só seria informado depois de treze dias.

Para muitos pacientes, não saber qual a doença os aflige é pesadelo comum que deve ser levado em conta e superado.

A espera de resultados laboratoriais ou de imagens cria ambiente favorável para quadros de depressão, de medo e até mesmo de pânico.

Antes do diagnóstico, portanto, se a pessoa se desesperar – e infelizmente temos tendência a esperar pelo pior – viveremos o inferno em vida.

As emoções ficarão acima da razão, dormiremos menos. O pouco que dormirmos será com intranquilidade. Por conseguinte, nosso corpo ficará mais frágil.

O pior: nada resolverá para o paciente o desespero, pois nada será alterado. Se a doença for simples ou grave, só os resultados dos exames revelarão.

Decidi retornar ao serviço imediatamente depois da alta hospitalar. Como não sentia dores, usei o trabalho como terapia para esquecer o turbilhão de pensamentos negativos.

Era questão de honra para mim não me contaminar pelo negativismo, que me perseguia e insistia, como um visgo, em colar na minha mente consciente.

Ao ter atividades normais e rotina de trabalho, consegui desviar os maus pensamentos por quase todos os dias antes do diagnóstico.

Infelizmente, todavia, o tempo parecia estar sobrando. Havia um excesso de horas, minutos e segundos em que a mente insistia em ser invadida por sentimentos de mau agouro. Tais momentos aconteciam, por exemplo, na hora do banho e ao deitar para dormir.

Como eu já havia sido alertado pelos médicos que a situação poderia ser grave, não dei conta de evitar totalmente os pensamentos ruins. Porém, o impacto foi muito abrandando pela ocupação com os afazeres normais.

Nos momentos de fraqueza, de sentimento de impotência diante do que viria, a melhor estratégia foi chorar. As lágrimas eram abundantes. Mas cada lágrima foi trabalhada pela mente consciente.

Não foram choros em vão, sem sentido. Idealizei que cada lágrima caída seria a construção de minha fortaleza, isto é, serviria para me dar forças. Dessa maneira, quanto mais chorava, mais energias físicas e mentais eram acumuladas.

Naqueles momentos decisivos a meditação foi fundamental. Toda noite, antes de dormir, eu dava comandos conscientes para o cérebro da seguinte forma: “hoje o dia foi melhor que ontem, as lágrimas trouxeram mais energias. Por isso, amanhã o dia será ainda melhor. Aos poucos estou recuperando meu controle emocional e nada irá me abalar.

O primeiro pensamento ao amanhecer reforçava o propósito da noite anterior. A meditação era assim: “Esta noite meu cérebro se reorganizou para a luta que está próxima. Começo este dia melhor do que foi ontem. Sinto as energias fluírem por minhas veias, com vibrações que são capazes de aliviar meu sofrimento. Aliás, esse sofrimento é passageiro. Em breve, recuperarei o pleno domínio da saúde e de minha vida.

No horário do almoço, por mais ou menos dez minutos, eu me deitava confortavelmente, e reforçava o contrato íntimo comigo mesmo. Naqueles poucos minutos, minha mente tinha a prazerosa sensação de não possuir nenhum pensamento.

De acordo com os cientistas, o cérebro humano não fica sem pensar, ou seja, seria ilusão de milhões de pessoas que meditam achar que conseguem ficar com um vácuo na mente consciente. No entanto, mesmo que seja ilusão, essa sensação produz inúmeros efeitos benéficos.

Penso que, ao relaxar todos os músculos do corpo na meditação, o cérebro fica mais livre para criar o espaço “neutro”, em que a mente consciente acredita não haver pensamentos.

No meu caso, o mecanismo usado era como se fosse um contrato, com obrigações a cumprir e benefícios a receber. Assumi o compromisso comigo mesmo que teria que aliviar aquele momento de tensão.

Ao receber os comandos conscientes ao anoitecer e ao amanhecer, o cérebro foi programado para alcançar os objetivos propostos.

A meditação após o almoço era a consolidação da proposta de mudança.

O sentimento de culpa que insiste em rondar alguns doentes

Tive pensamentos recorrentes que insistiam em apontar “culpa” por muitas ações que eu praticara durante a vida.

Aparentemente, pessoas em situações aflitivas costumam pensar primeiro: onde errei?

Em seguida, talvez como forma de justificar o sofrimento, são estabelecidas relações de causa e efeito por situações não resolvidas ou mal resolvidas.

Da espiral de culpas brotam arrependimentos e diversas sensações de que algo no passado ficou pendente. Eis, para muitos, a justificativa da doença.

O passado teima em assombrar muitas pessoas doentes. É preciso esforço para nos desvencilhar desse passado, porque normalmente ele não pode ser mudado.

Tive alguns dramas de consciência por algumas culpas. Mas, ao examinar racionalmente as emoções do passado, concluí que minhas decisões foram as melhores.

É interessante observar que quando fazemos reflexões sobre determinadas situações, em diversos aspectos, em contexto mais amplo; e analisamos os possíveis desdobramentos, encontramos explicações que justificam as nossas ações pretéritas.

Percebi que as culpas não se justificavam. Como naqueles casos não havia mais nada a fazer, exercitei o autoperdão pelos acontecimentos passados, que não tinham nenhuma relação com a doença.

É possível, entretanto, que algumas pessoas possam fazer algo para alterar o passado. Nesse caso, se o incômodo for grande e a situação puder ser resolvida essa opção deve ser avaliada.

Se houver inimizades, a reconciliação é alternativa, existindo mágoas não ditas, seria alívio procurar resolver. Assim acontecerá em todas as situações passíveis de mudanças.

Lições aprendidas no primeiro impacto da doença

  1. Para vencer a fase inicial de qualquer notícia ruim é preciso ter muita disciplina para acalmar a mente e obter o otimismo necessário para as fases seguintes.
  2. Além da disciplina é preciso, ainda, procurar métodos alternativos que possam ser usados em nosso benefício.
  3. Quando recebemos qualquer notícia ruim é natural que as emoções dominem nossa mente racional. O desespero inicial, a dor da notícia, é algo que acontece com a maioria das pessoas. É preciso aceitar que essa é uma fase e que vai passar.
  4. Cada pessoa tem o seu tempo de recuperação de impactos negativos. Algumas pessoas se recuperam mais rápido, e procuram soluções na medicina e na alimentação para fortalecer o espírito e o organismo para a caminhada a ser iniciada. Outras demoram tempo um pouco maior, mas é comum para quem persiste encontrar o próprio caminho.
  5. Chorar é bom, desabafar com parentes e amigos faz bem. Mas a firme determinação de vencer a fase inicial de uma notícia ruim consiste em equilibrar as emoções com a mente racional.
  6. Pensar e agir, sempre com otimismo, é chave para a superação. Por isso, devemos evitar sempre as emoções pessimistas.
  7. As emoções positivas devem ser comemoradas com intensidade. Demonstrar alegria e entusiasmo para as pessoas próximas gera correntes de vibração e de força impressionantes, que facilitam as soluções.
  8. É preciso evitar sentir culpa, a qual só agrava o sofrimento.
  9. Se persistir “peso de culpas na consciência” em situações que podem ser resolvidas, é melhor procurar a solução mais rápida. Caso contrário, o melhor é exercitar o autoperdão.
  10. Devemos ser tolerantes com as nossas fraquezas, porque as energias retornarão e muitas soluções se manifestarão.
  11. Se não houver tempo para contratar os profissionais de saúde que desejamos, o melhor é depositar a confiança naqueles profissionais que nos atendem. Assim, nossa mente ficará mais serena e contribuirá para o sucesso do tratamento ou procedimento médico.

12. O cérebro não pode ter dúvidas. A neurociência explica isso. Nunca pense: “acho que vou vencer”. Sempre diga: “Tenho certeza da vitória”. Assim, o cérebro trabalhará a nosso favor.

Inconsciente: nosso maior e imbatível aliado ou o pior e mais cruel inimigo – escolha

Para compreender melhor este texto, sugiro que acessem o link https://otemplodosguerreiros.com/2014/01/06/a-conexao-do-sono-com-o-inconsciente/.

O assunto abordado é apenas o relato de minha prática diária com o inconsciente. Portanto, não é texto com bases cientificas comprovadas. Porém, pela fascinante experiência que tive, considero que vale compartilhar com o público.

Peço desculpas aos leitores por escrever na primeira pessoa do singular (eu), mas não encontrei outra forma, porque a narrativa é pessoal.

Um pouco sobre a técnica de acesso ao inconsciente

Há muitos anos faço a conexão do sono com o inconsciente, que consiste numa prática muito simples: sempre antes de dormir penso, com convicção, nos desejos que preciso realizar com maior urgência. A seguir, durmo, sem fixação no meu objetivo, porque é importante não ficar remoendo o que é desejado. Assim, o inconsciente funciona sem pressão, trabalha a nosso favor e colabora para que aconteça o que desejamos.

Aprendi que o último pensamento consciente é o primeiro a ser trabalhado pelo inconsciente durante o sono. Assim, é acionado um mecanismo cerebral de procura de soluções para o problema proposto ou o desejo pensado imediatamente antes de dormir.

O mais interessante é que ao praticar técnica tão simples, boas “coincidências” começam a acontecer até que, em certo momento, que pode ser de apenas horas, dias ou semanas, o nosso objetivo será realizado.

Nosso consciente e inconsciente deveriam estar sempre em harmonia e, assim, estabelecer o equilíbrio entre o que é concreto e palpável para o ser humano, registrado no consciente. E o que seria o mecanismo inconsciente, que age sem o nosso controle? Boa parte de neurocientistas afirma que o inconsciente humano comanda até 95% de nossas ações conscientes, sem que tenhamos nenhum controle sobre isso. O percentual de 95% parece exagerado, mas ao acessar o tema no Google e no Youtube serão exibidos vários links sobre essa afirmação.

Um dos exemplos representativos da afirmação dos neurocientistas pode ser entendido quando o homem e a mulher escolhem alguém para casar ou dividir o mesmo teto. Todos nós achamos que a escolha é consciente, porque o coração, o amor parece falar mais alto. Porém, nada mais enganoso. Existem vários fatores inconscientes que nos levam a escolher alguém para compartilhar a nossa vida e os bens materiais. E praticamente todos são inconscientes. Alguns poucos exemplos de que somos atraídos, inconscientemente, por alguém são manifestados por:

– Ferormônio: substância biologicamente muito ativa, secretada por insetos e mamíferos, para atrair sexualmente o parceiro, demarcar trilhas ou estabelecer a comunicação entre os indivíduos. O ferormônio é um odor, cheiro que nossas narinas não sentem, mas que é captado pelo inconsciente e estabelece a atração entre os seres humanos, sempre inconscientemente. Apesar de ser polêmico entre os especialistas, pois alguns não acreditam que a substância possa influenciar as escolhas humanas, outras correntes defendem que é real o fenômeno.

– Postura corporal: Nosso inconsciente gosta ou detesta da postura corporal de outras pessoas. Daí talvez venha o ditado “não fui com o santo dele (a)”. Nesse caso, a postura corporal, inclusive o tom da voz, influencia fortemente a atração ou a repulsão de pessoas. Para quem deseja relacionamento mais duradouro, o inconsciente dita a aproximação. “Por que será que gosto dele (a)?” Muitas vezes é por causa da postura corporal que o nosso inconsciente capta e gera a atração.

– Simetria ou assimetria do corpo: é tudo o que pode ser dividido em partes, que devem coincidir perfeitamente, ou seja, são do mesmo tamanho, ficando esteticamente bela. A simetria do rosto ou corpo humano costuma não ser boa em muitos casos, mesmo assim somos atraídos, inconscientemente, pela perfeição (simetria) ou pela imperfeição (assimetria).

Feitas as escolhas que parecem todas conscientes, os casais vão viver juntos. Pergunta-se: se é assim, o inconsciente escolhe criteriosamente o parceiro, qual é a razão de tantos relacionamentos desfeitos, muitas vezes com traumas? Algo saiu errado, o inconsciente não deveria acertar sempre? Resposta: o nosso cérebro engana, porque todos nós possuímos dentro dele uma parte de autopreservação e outra de autodestruição, daí o motivo de tantos erros e enganos.

Praticamos a autopreservação toda vez que fazemos algo para ter saúde, cuidamos do corpo, da mente e do espírito com carinho. Posso dizer que é uma parte, dentro do cérebro humano, que deseja que fiquemos vivos; e com a maior qualidade de vida possível, saudáveis, engajados na sociedade, solidários, compassivos e comprometidos com o próprio bem-estar e de outras pessoas, conhecidas ou desconhecidas.

A autodestruição se sobressai e se manifesta principalmente com os vícios, as ideias fixas de fazer algo que sabemos ser errado, mas ainda assim seguimos em frente. Daí a razão de tanta violência, desleixo, preguiça, gula, inveja e mais uma infinidade de comportamentos que só causam desgraça e destruição. O impressionante é que muitos não percebem que estão se autodestruindo.

As duas situações, de autopreservação e autodestruição, têm estreita relação como inconsciente humano e exige providências para fortalecer a autopreservação e enfraquecer a autodestruição.

As maiores barreiras para a conexão com o inconsciente são todas determinadas pelas próprias pessoas e são as seguintes: o estado emocional, o ambiente social deteriorado e pessimista; e a crença de que não é possível reverter algumas situações de aflição

a) O estado emocional: as emoções podem ser até um “trem sem controle, sem freios e irascível”. É o que normalmente ocorre quando ficamos indignados ou feridos na honra. Nesses casos, não há pensamento equilibrado. Passamos da razão para a irracionalidade burra em frações de segundos. Às vezes temos até ímpetos de frear as emoções, mas algo mais forte nos impele à explosão dos “nervos”.

Quando a situação perdura, como nos casos de separação entre marido e mulher, em que existe o desejo de vingança, o ciclo só se encerra com desfechos terríveis, muitas vezes com a morte, o assassinato de um dos cônjuges. Nessas situações, o inconsciente está muito mais ativo para realizar a perversidade de quem deseja vingar. Raramente, o consciente irá equilibrar as emoções. É um comportamento autodestrutivo que se estende até a outra ou a outras pessoas.

b) O ambiente social deteriorado e pessimista: Desde novo ouço que tudo está ruim não só no Brasil como no mundo todo. Para agravar a situação, a imprensa de um modo geral divulga muito mais notícias ruins que boas. Parte das notícias é verdadeira, pois a violência cresce com o tráfico de drogas, o desemprego, que é realidade constante, a perda de respeito entre os seres humanos é fato, a desonestidade… Ufa! Não procuremos mais notícias ruins porque vamos encontrar.

Do lado oposto, todo santo dia inúmeras pessoas são alegres, vidas são salvas das maneiras mais impensáveis, realizações que facilitam e simplificam a vida em sociedade acontecem, bebês lindos e saudáveis nascem diariamente, a solidariedade se manifesta infinitas vezes. Ops, que legal, também em números gigantescos o bem e o otimismo estão presentes em nossas vidas.

Infelizmente, o pessimismo vence em muitos casos. É preciso, portanto, perceber o contexto da vida em sociedade para promover a autopreservação. E isso se faz com a observação diária de nossos atos. Se houver tendências negativas, o melhor a fazer é anotar todo o comportamento autodestrutivo e, a partir daí, procurar meios de reverter a situação para o otimismo e a mudança do polo negativo para o positivo. É claro que disciplina e persistência são requisitos necessários. Mas, curiosamente, o nosso inconsciente gosta da proposta. E posso falar isso por experiência própria, de tantas situações autodestrutivas que reverti para a autopreservação.

c) a crença de que não é possível reverter algumas situações de aflição:

É muito comum não acreditarmos nos nossos potenciais e subestimar as nossas forças interiores. Muitas vezes acontece por comodismo ou preguiça. Porém, na maioria das vezes ocorre por medo do enfrentamento. Aí, podem acontecer as seguintes situações: acreditamos que somos mesmos fracos (olha a tendência autodestrutiva); negamos a realidade na tentativa de “apagar” as situações aflitivas e aliviar o fardo, o que se mostra totalmente ineficaz; ou nos conformamos com as dificuldades e tentamos nos adaptar a elas.

Adaptar a situações extremas e infelizes pode ser possível se sofrermos limitações, como uma mutilação física decorrente de um desastre de carro, por exemplo. Ainda assim, e possível ir muito mais longe que a maioria das pessoas, pois exemplos não faltam.

Na prática da autopreservação não existem limites para a superação. A exigência é somente a conexão com o inconsciente, que será a forma de encontrar soluções para os problemas. Vivi algo assim, e relato neste blog.

Acesse o link: https://otemplodosguerreiros.com/2014/05/18/a-abencoada-roma/

Minhas últimas experiências:

  1. Um escorregão:

Recentemente, mesmo com a prática diária da autopreservação, escorreguei numa folha de árvore e sofri uma queda que causou luxação escápulo-umeral (deslocamento) no ombro direito. Ciente de que ninguém tem o controle de tudo, aceitei o acidente com naturalidade. Mas como já sofri duas luxações no ombro esquerdo em competições de karatê, sabia que a recuperação poderia demorar até dois meses, com a imobilização do braço por mais ou menos trinta dias.

Conhecedor das dificuldades, a primeira providência que tomei foi acessar vídeos de ortopedistas e fisioterapeutas para conhecer a anatomia e o funcionamento do ombro. A finalidade era fazer a meditação da autopreservação para a recuperação rápida.

A visualização de músculos, tendões, ossos e como funciona o ombro era extremamente necessária, pois com tais conhecimentos, acionei o inconsciente para aliviar as limitações físicas do problema.

A técnica funcionou tão bem que no dia seguinte não usei nem mesmo a tipoia, não havia dor, hematomas ou inchaço. Preservei ao máximo os movimentos e não me descuidei do ombro em nenhum momento. Dois dias depois do tombo, arrisquei até a fazer corrida de mais de oito quilômetros, com todo o cuidado. Era a plena consciência de que eu esperava a melhora e que, portanto, deveria observar, cuidadosamente, os movimentos que poderiam agravar a situação.

No oitavo dias depois do acidente, ao fazer a revisão com o ortopedista, ele se surpreendeu quando estendi o braço direito para cumprimentá-lo. Por isso, fez uma série de exames clínicos e considerou tão boa a recuperação que receitou o início da fisioterapia, sem a imobilização do ombro. Era o início da segunda fase da minha conexão com inconsciente, para encontrar os exercícios certos. Encontrei muitos exercícios no Youtube que, somados às técnicas dos ótimos profissionais do estúdio de Pilates onde faço aulas, proporcionou um resultado extraordinário.

Em três semanas eu já me considerava recuperado, sem dores, com poucas limitações de movimentos do ombro. O inconsciente, por conseguinte, é o nosso maior aliado e se mostrou generoso comigo ao encaminhar as soluções para o problema que eu tive.

Muitos leitores que leram o texto “A conexão do sono com o inconsciente” (link no início deste texto), comentaram que também tiveram sucesso em várias ocasiões com a prática simples de estimular o inconsciente para encontrar soluções para os seus problemas.

Nunca amaldiçoei o tombo e não perdi a calma. Só achei muito estranho acontecer um escorregão em uma das melhores fases da minha vida. Afinal, se busco constantemente a autopreservação, qual teria sido o motivo do tombo? Respondo: Para dar a certeza e a dimensão do que o inconsciente é capaz de fazer para melhorar a vida do ser humano.

Só ganhei com a experiência. Saí fortalecido, com muito mais conhecimentos e maior controle do meu cérebro. Em suma, tive a incrível chance de interagir melhor com o inconsciente.

  1. O imprevisto:

Tenho o hábito de usar sempre o mesmo modelo de sapato, porque encontrei o que melhor se ajusta aos meus pés. No início do ano, ao procurar a loja para comprar um par novo e substituir o que já estava em uso e muito velho, fui surpreendido pela informação do vendedor de que aquele modelo já não era mais fabricado. Sem opções, comprei outro modelo. Mas não me adaptei ao calçado, que não era confortável.

O sapato novo veio com garantia contra defeito de fábrica, coisa que nunca dei importância, porque jamais tive problemas com a marca, cujos modelos duravam até mais de dois anos.

Curiosamente, depois de um mês, o novo sapato descolou as solas dos dois pés, no mesmo momento. Peguei a garantia e fui à loja, que solicitou 30 dias para resolver o problema.

Pacientemente, usei outros sapatos velhos que tinha e aguardei. Não fiquei irritado e, mesmo precisando de um par novo, dei o comando cerebral ao inconsciente para encontrar outro modelo, diferente do que comprei e estragou.

Qual não foi a minha surpresa ao retornar ao retornar à loja no trigésimo dia e saber que o modelo defeituoso não tinha em estoque para reposição. No caso, eu tinha a opção de escolher outro modelo e seria abatido o preço do par defeituoso.

Ao olhar ao redor para escolher outro sapato, na minha frente estava o modelo antigo, que voltou a ser fabricado e tinha chegado à loja naquele mesmo dia. Troquei o par defeituoso pelo modelo de sempre e ainda comprei um par reserva.

O meu azar foi a minha sorte. Não fosse o defeito do modelo novo, provavelmente eu ficaria mais tempo com o modelo que não me calçava bem. Eu iria procurar outras opções em outras lojas, mas nem isso foi preciso.

Atribuo aos fatos acima a minha sintonia com o inconsciente. Já perdi as contas de quantas soluções aparentemente inexplicáveis foram resolvidas por comandos que dei ao inconsciente.

Outro aspecto importante foi a minha mudança de comportamento. Aprendi que nem sempre o que acontece de ruim deve causar indignação, raiva, revolta ou sofrimento. É preciso esperar algum tempo, sempre tentando a conexão com o inconsciente, para ver se os problemas vão se resolver satisfatoriamente. Ainda assim, sofri dissabores, mas que não me causaram um décimo do desgaste que ocorria quando era mais jovem; e ainda não conhecia as técnicas de autopreservação e os magníficos recursos proporcionados pelo inconsciente.

Arritmias dos sentimentos, das emoções e da mente

Este texto não trata de arritmias físicas, como as cardíacas e as cerebrais. A abordagem aqui é comportamental, porque arritmia significa quebra do ritmo; ausência de regularidade no ritmo; e ainda a variação acentuada do ritmo. Portanto, arritmias acontecem também no campo psicológico – sentimental e emocional – e também mental. Muitas vezes não são percebidas, mas, com frequência, trazem consequências nocivas. Daí a importância de refletir sobre o assunto.

Nunca temos um comportamento linear, sempre equilibrado e num mesmo ritmo. Por esse motivo são constantes os imprevistos e os desvios de ritmos dos sentimentos, emoções e da mente em uma infinidade de situações.

Exemplo: Haroldo levantou-se às seis horas da manhã, como era a sua rotina. Logo percebeu que o sono havia sido reparador e pensou: “terei um excelente dia, pois estou disposto e alegre”.

Por esse ritmo pré-definido, ao levantar da cama, Haroldo indicava que teria equilíbrios psicológicos e mentais que deveriam perdurar pelo menos ao longo daquele dia. Porém, ao sair de carro em direção ao trabalho, descuidou-se do volante ao receber e acessar uma mensagem no celular. Foi o suficiente para atrapalhar o trânsito e quase causar um desastre. Por pouco não bateu em outro veículo, cujo motorista, irritado, buzinou e xingou o negligente Haroldo.

O pequeno descuido quebrou por completo um ritmo e provocou desequilíbrios em Haroldo: o batimento cardíaco acelerou mais que o normal, o suor escorreu pelo rosto, o sangue “ferveu” com a ofensa recebida e o decorrer de todo aquele dia foi péssimo, porque o mau humor provocou arritmias em Haroldo, que só se encerraram dois dias depois.

O exemplo serve para todos nós. Quantas vezes pensamos e desejamos ter dias de paz e tranquilidade e nos esforçamos para isso… Até que… uma arritmia imprevisível, às vezes previsível, põe tudo a perder.

Emoções e sentimentos são diferentes:

As emoções podem ser definidas como “impulsos, impulsividade” e acontecem quase automaticamente. Quando nos encontramos com alguém querido, que não vemos há muito tempo, ocorre a emoção da alegria, do contentamento de rever a pessoas amada. É uma situação passageira, que dá muito prazer e causa o impressionante efeito de gerar a ótima arritmia, aquela que nos faz sentir que a vida é maravilhosa.

A ótima arritmia interfere beneficamente nas nossas energias mentais e espirituais. A tendência é a de que os próximos dias sejam melhores, porque a harmonia humana fica fortalecida.

O inverso também é verdadeiro. Ao encontrarmos inesperadamente com pessoas de quem não gostamos, temos antipatia ou até rancor, a emoção também é instantânea. Provoca repulsa, mal-estar e desconforto. É o suficiente para provocar a péssima arritmia.

Atenção à péssima arritmia, devastadora em muitas situações. Isso acontece porque temos a irracional tendência de retê-la, aprisioná-la ao nosso comportamento, a permitir que ela se enraíze nas nossas atitudes.

É possível, assim, que várias vezes sejamos arrastados para um poço sem fim, a desencadear comportamentos que vão da autopiedade – do coitadinho que tem sempre uma desculpa para as suas desgraças – até a escalada de vários comportamentos primitivos, irracionais, que irão afetar relacionamentos e deixar a pessoa e os que estão à sua volta infelizes.

Arritmias dos sentimentos:

Os sentimentos são mais duradouros que as emoções. Várias emoções, somadas, podem desencadear sentimentos. É assim que acontece no amor. É comum pessoas com muitas afinidades sentirem as emoções alegres dos encontros até despertar para o sentimento maior, o do amor, muito mais duradouro.

Os sentimentos, porém, também estão sujeitos a arritmias, sejam elas ótimas ou péssimas, porque é da natureza humana o conflito. Aliás, de acordo com o neurocientista Daniel Eagleman, no livro “Incógnito – As vidas secretas do cérebro”, Editora Rocco Ltda., 2011, o cérebro humano evoluiu a partir dos conflitos cerebrais, os quais todos nós temos, diariamente, repetidamente, até no decorrer de pouco tempo. Por isso, a indecisão, manifestada nos conflitos entre qual seria a melhor atitude a tomar, provoca arritmias infinitamente.

É certo que temos sempre a intenção de acertar, mas por diversos fatores, erramos com muita frequência. É nesse ponto que existe peso das arritmias indesejadas, como a do exemplo acima, do Haroldo.

Os sentimentos são as ligações mais duradouras que mantemos ao longo da vida, como os laços familiares, as amizades, os romances, o vínculo com amigos de escola ou companheiros de torcida.

Todos os polos positivos relacionados à afetividade que duram mais tempo, como os afetos são ótimas arritmias dos sentimentos. Os exemplos ficam a cargo de cada leitor deste texto. Não será difícil identificar as vivências nesse sentido, pois, felizmente, amores e afetos em nossas vidas existem em maior quantidade do que os sentimentos ruins.

Não podemos descuidar, porém, das péssimas arritmias dos sentimentos. Basta lembrar que a arritmia dos nazistas, em especial de seu comandante na segunda grande guerra mundial, trouxe sofrimento irreversível à humanidade. Houvesse como romper com aquela arritmia que se iniciou ainda na infância, talvez o potencial destrutivo não se tornasse realidade.

Nos dias atuais um grande fator de péssimas arritmias dos sentimentos é inveja. Talvez nada cause mais destruições na sociedade que a inveja que é alimentada dia a dia, transmutando a emoção de desejar a conquista de outras pessoas em sentimento irreversível de inveja, simplesmente porque o invejoso não teve a coragem de admirar a quem inveja. Se quebrada a inveja e transformado o sentimento em admiração, nosso mundo seria infinitamente melhor.

Arritmias da mente:

Está ligada aos sonhos, aos planos de sucesso e superação. Quase todas as pessoas desejam evoluir material, financeiramente e ter ao lado alguém com quem possam compartilhar da luta e trajetória de vida.

Os sonhos da adolescência e juventude devem ser conquistados com dedicação e lutas diárias. No percurso, várias arritmias acontecem, porque durante a caminhada problemas surgem. São arritmias, tanto as esperadas por algum indício que dá sinal ou as inesperadas, como a perda de emprego.

As arritmias da mente estão intimamente atreladas às das emoções e sentimentos e são indissociáveis. Contudo, é preciso identificar como ocorrem para encontrar a solução.

As soluções para todos os tipos de arritmia estão no bom senso, na busca do equilíbrio emocional perdido, na moderação de comportamentos.

A arte de enfrentar e vencer as péssimas arritmias deve ser objetivo de todo ser humano. Entretanto, existe uma fase anterior: a de identificar as arritmias nocivas, pois a maioria das pessoas nem consegue perceber a quebra, ausência ou variação dos próprios ritmos. Sem a percepção de arritmias, continuaremos “sem noção” de problemas, alguns muito fáceis de resolver.

Como não temos equipamentos, como os usados na detecção de problemas cardíacos, é preciso desenvolver nossos próprios instrumentos de observação, prevenção e solução de arritmias.

Parece difícil? Sim, há algum grau de dificuldade, mas é possível, sim, manter processos mentais para evitar os dissabores das péssimas arritmias. Só que a solução é muito pessoal. Encontre a sua.

Ah, quanto as ótimas arritmias não é preciso muito esforço, porque são molas propulsoras da felicidade. Desfrute delas.

Observação: Usei no texto pontos de vista pessoais, baseados na minha experiência de vida, que nem sempre coincidem com o de outras pessoas, muitas delas profissionais do comportamento humano.

 

Alguns links interessantes:

Vale a pena ler o belíssimo texto da Por Fátima Alves em Comportamento e Espiritualidade. Acesse http://www.centrodeestudos.org/sentimento-ou-emocao/.

Acesse ainda:

  1. http://www.psicomotricidadepositiva.com.br/2016/12/26/qual-a-diferenca-entre-sentimento-e-emocao/
  2. http://www.huffpostbrasil.com/mathias-oefelein/a-diferenca-entre-emocoes-e-sentimentos_a_21875276/
  3. http://www.psicologiasdobrasil.com.br/diferenca-entre-emocoes-e-sentimentos/
  4. http://fredericoporto.com.br/qual-diferenca-entre-emocao-e-sentimento/

http://www.psicologiafree.com/curiosidades/diferenca-entre-emocoes-e-sentimentos-2/

Kefir – um dos alimentos mais poderosos do mundo

MUITO IMPORTANTE:

Neste texto relato apenas a minha experiência bem sucedida ao usar o kefir e cito fontes de pesquisa. Mas recomendo às pessoas que antes de consumir esse extraordinário probiótico conversem sobre o assunto com médicos e nutricionistas.

Observação: Não há espaço neste blog para citar todas as fontes de pesquisa. Por isso, sugiro que os interessados pesquisem na internet os inúmeros sites e vídeos sobre o kefir. Vale a pena acessar os vídeos de médicos e pesquisadores que comentam sobre os benefícios do kefir.

O que é o kefir?

É complemento e enriquecedor alimentar probiótico, de muitíssimo valor nutricional e com usos terapêuticos muito importantes para melhorar e manter a saúde do ser humano.

O Kefir produz uma enorme quantidade de benefícios, porque age por meio de um conjunto de micro-organismos amigos da vida humana, que combatem um número grande de doenças e disfunções do nosso corpo.

Sobre os probióticos

São bactérias vivas que ao serem ingeridas melhoram a saúde das pessoas. Esses micro-organismos têm a capacidade de destruir algumas substâncias nocivas e perigosas. Dessa forma, ajudam a eliminar várias toxinas presentes no intestino humano, tanto as substâncias da digestão quanto as substâncias contidas nos alimentos.

Os probióticos são encontrados nos produtos farmacêuticos ou alimentares, como iogurtes, leites fermentados e kefir. Possuem um ou mais micro-organismos vivos, como os lactobacilos e as bifidobactérias. Devem ser consumidos porque produzem excelentes benefícios no trato gastrointestinal e urogenital. Assim, estimulam o bom funcionamento de todo organismo humano.

Os nutrientes são absorvidos pela parede intestinal. Porém, alguns micro-organismos maléficos também chegam aos intestinos. Nesse caso, os probióticos desempenham função importante, porque colonizam e protegem a parede intestinal, impedindo que os agressores façam mal à saúde.

O intestino humano possui cerca de 300 a 1000 espécies diferentes de bactérias, que atingem trilhões, isto é, são micro-organismos essenciais para a vida humana, sem os quais não sobreviveríamos.

Alguns especialistas acreditam que o “exército protetor” dos probióticos pode evitar até mesmo o aparecimento do câncer de cólon e de outras doenças.

Os micro-organismos que se integram à flora intestinal também desempenham o papel de auxiliar o trabalho de absorção dos nutrientes, como, por exemplo, ferro, cálcio e vitaminas do complexo B, entre outros.

Informações sobre o kefir

Origem: É originário do Cáucaso, local em que as pessoas possuem vida longa com saúde, em alguns casos, até 120 anos. O kefir teria sido descoberto quando os caucasianos perceberam que o leite fresco colocado em bolsas de couro fermentava e se transformava em bebida efervescente.

Como é conhecido: Também chamado de quefir, tibicos, cogumelos tibetanos, plantas de iogurte, cogumelos do iogurte, kephir, kiaphur, kefer, knapon, kepiand e kippi.

Significado: Kefir vem do turco keif, que significa “bem-estar” ou “bem-viver”, “sensação de bem-estar”, “sentir-se bem”.

Onde se reproduz: O kefir forma colônias de micro-organismos principalmente na água e no leite, mas também em sucos, como o de uva, por exemplo. O kefir de água parece um grão ou cristal de vidro amarelo claro; o de leite se assemelha a um florete de couve-flor.

De que se alimenta o kefir: O kefir é muito puro e necessita de açúcar mascavo orgânico para se reproduzir e de água sem cloro ou flúor. Não pode ser manipulado com metais e deve ser cultivado em vidro. O kefir de leite alimenta-se da lactose e transforma o leite em iogurte.

Opções de uso: O kefir pode ser consumido em veículo líquido, água, sucos, leite de vaca, cabra, búfala, ovelha, leite de coco, de soja, queijos e receitas culinárias. Há vinagres balsâmicos e comuns desenvolvidos a partir da cultura do kefir.

Composição: De estrutura complexa, a composição dos grãos de kefir é formada por: 4,4% de lipídios, 12,1% de cinzas, 45,7% de mucopolissacarídeo, 34,3% de proteínas totais, vitaminas do complexo B, vitamina K, triptofano, cálcio, fósforo e magnésio. Ver em:  http://ppg.unit.br/wp-content/uploads/2011/02/Unit_PEP_Jackeline_Andrade_Gama_06-2010.pdf

É totalmente natural: O kefir não foi desenvolvido em laboratórios e é produzido na natureza. Já foi e ainda continua sendo estudado por pesquisadores e cientistas, que comprovam que é muito benéfico às pessoas. É de fácil utilização caseira, mantém o corpo humano em total equilíbrio e evita doenças. Existem centenas de dissertações de mestrado e também centenas de teses de doutorado que relatam os benefícios do kefir. Por isso, o seu uso tem respaldo científico e é recomendado por médicos e profissionais de saúde.

Não produz excrementos: Muitas pessoas ficam com nojo de consumir o kefir, pois acham que, por serem micro-organismos, tais seres vivos podem expelir “cocô e xixi” na água ou no leite onde se reproduzem. Porém, micro-organismos não possuem sistema digestivo e, assim, não eliminam nem fezes nem urina. O kefir é totalmente puro de excrementos. Estranho é que as pessoas consomem leite fermentado com micro-organismos que também existem no kefir, mas não sentem nojo, pois os produtos são industrializados.

Não é vendido no comércio: O kefir não é vendido em lojas nem industrializado para a comercialização. É um alimento que integra uma “corrente do bem”. Assim como o sangue é doado, as pessoas podem obter o kefir por meio de doação. Na internet existem várias ofertas de doação.

A fermentação do kefir: É comum as pessoas perguntarem por que a água do kefir produz bolhinhas pequenas. Isso ocorre em razão do processo de fermentação do açúcar, que está sendo consumido e transformado pelo kefir. Outra pergunta é sobre qual seria o motivo de alguns grãos de kefir boiarem na água enquanto outros ficam no fundo do recipiente. Ao boiar, o kefir está em busca de oxigênio, mas as colônias se alternam. Os que bóiam e recebem o oxigênio voltam para o fundo e os que estão na parte mais profunda sobem para receber o oxigênio. É um processo natural.

Tempo de fermentação do kefir: O kefir pode ser consumido nos seguintes períodos:

  1. Na fermentação de 12 horas produz efeito laxativo no intestino;
  2. na fermentação de 24 horas é um pouco laxativo (ideal para quem tem o intestino normal);
  3. na fermentação de 40 horas de fermentação prende o intestino.

O kefir precisa de oxigênio: No processo de transformação do açúcar e da lactose, é preciso que o kefir receba oxigênio. Por isso, é recomendado que tanto o kefir de água quanto o de leite fiquem em vidros sem tampas, mas coberto por um pano ou guardanapo de papel. Assim, protegidos de insetos e de outros animais.

Quantidade de micro-organismos existente no kefir: Encontrei as seguintes quantidades de micro-organismos citadas em dissertações de mestrado ou teses de doutorado: no kefir de água até 37 espécies; no kefir de leite até 52 espécies.

A quantidade é muito significativa, considerando que no leite fermentado industrializado normalmente as espécies não chegam a cinco, assim como nos probióticos vendidos em farmácia em sachês, que também são reduzidas as espécies, ou seja, no kefir os benefícios para a saúde são multiplicados muitas vezes.

O kefir de água pode ser transformado em kefir de leite: É possível transformar o kefir de água em kefir de leite, mas o ideal é obter a doação do kefir de leite, para facilitar o processo de produção do iogurte.

Produção de álcool: Após 48 horas de fermentação, os grãos de kefir de água produzem aproximadamente 0.9% de álcool. O kefir fermentado também por 48 horas com grãos recém transferidos do leite produz cerca de 1,9% de álcool.

Como consumir o kefir: O kefir pode ser consumido a qualquer hora. Porém, recomenda-se não consumir jejum. Embora algumas pessoas o usem em jejum, há relatos de perda do apetite e de azia ou queimação depois de consumir o kefir com o estômago vazio. Isso varia de pessoa para pessoa. A opção que seria mais saudável seria o consumo após ter ingerido alimentos leves.

Uso por diabéticos: Existem muitas recomendações para os diabéticos consumirem o kefir. Encontrei recomendações para o uso do kefir de água (tomar a água ou ingerir, sem mastigar, os cristais de kefir) e o de leite. Porém, nesse caso, recomendo que as pessoas diabéticas conversem com os médicos a respeito do consumo, porque existem várias situações específicas sobre o diabetes que podem exigir cautelas ou até mesmo não usar o kefir.

Cuidados com o kefir: os cuidados para produzir o kefir são:

  1. Não pode ser manuseado com utensílios de metal ou ferro, porque reage com esses materiais. Prefira plástico, vidro, silicone ou Inox.
  2. Reserve utensílios próprios para o Kefir, para evitar contaminação.
  3. Os “bichinhos” podem morrer no contato com cloro. Então, use água mineral sem gás ou água que não contenha cloro. Higienize os utensílios e seque bem.
  4. A melhor temperatura para fermentação está entre 15ºC e 45ºC.
  5. Para fermentar corretamente deixe fora da geladeira, tampado com um pano ou guardanapo de papel, de preferência em local quentinho.
  6. Troque a água do kefir diariamente, mas não é preciso lavar o recipiente todos os dias. O vidro usado para a colônia do kefir pode ser lavado uma vez por semana ou quinzenalmente.
  7. Quando ficar ausente e não for usar o kefir, ao viajar, por exemplo, coloque o kefir na geladeira sem tampar o recipiente. O kefir não reproduzirá. Ao retornar, troque a água e volte a consumir normalmente.
  8. Quando morre, o kefir exala mau cheiro (como se fosse ovo podre) e fica escuro. Jogue fora e pegue grãos vivos com amigos.

Uso o kefir da seguinte forma:

  1. Coloco uma colher de chá rasa (que deve ser de plástico) de açúcar mascavo orgânico no fundo de um vidro de compota, com pouco mais de um copo de água.
  2. Acrescento o kefir.
  3. Deixo o vidro tampado com um coador de plástico, daqueles de fazer chá.
  4. No dia, seguinte, aproximadamente 24 horas depois, pego uma vasilha de plástico, coloco o coador e despejo o kefir com a água filtrada, de modo que o kefir fique submerso.
  5. Semanalmente, lavo o vidro de compota e repito o processo, colocando o açúcar, a água e o kefir.
  6. Tomo a água da vasilha de plástico com os micro-organismos que não são visíveis. A água tem sabor agradável.
  7. Quando a colônia de cristais de kefir se reproduz muito, aumentando o volume, costumo ingerir os cristais sem mastigar.

      Benefícios do kefir:

  1.   Nas juntas: Alivia reumatismo, elimina as dores das extremidades e as musculares.
  2. Cabeça: Mantém a cabeça saudável, livre de dores e enxaquecas.
  3. Câncer: Impede o aparecimento e cura em alguns casos, principalmente o de pele.
  4. Fígado: Melhora as suas funções, amolece o fígado duro, remove problemas de vesícula, e evita disfunções hepáticas, como o descontrole da produção de bílis.
  5. Coração: Alivia e melhora as doenças cardíacas e atua na prevenção do enfarte e arteriosclerose.
  6. Músculos: Alivia músculos endurecidos e relaxa os músculos da nuca.
  7. Nervos: Diminui as dores.
  8. Obesidade: Ajuda a emagrecer, porque queima as gorduras e ainda melhora o funcionamento da tireoide.
  9. Olhos: Melhora a visão e ajuda a combater a catarata.
  10. Cabelos: Mantém a cor natural e previne a calvície.
  11. Pulmões: Por manter o sistema imunológico fortalecido, previne a bronquite, a asma e elimina a tosse ao aliviar os catarros bronquiais e outros problemas respiratórios.
  12. Rins: Auxilia no tratamento das enfermidades, melhora a urina e elimina cálculos renais.
  13. Sangue: Reduz o colesterol, deixa mais flexíveis as veias e artérias e, por isso, combate problemas circulatórios, previne alguns tipos de diabetes, evita anemia e leucemia, diminui a hipertensão e ainda regula a temperatura corporal, ao manter o corpo fresco no verão e aquecido no inverno.
  14. Vida e Saúde: Por manter o intestino saudável melhora o humor.
  15. Distúrbios nervosos: Controla a ansiedade, diminui a insônia e a síndrome de fadiga crônica.
  16. Problemas de pele: Evita dermatites, eczemas, auxilia no tratamento da cândida, lúpus, psoríase e herpes.
  17. Alergias: Em caso de erupções cutâneas, a ingestão de ½ litro por dia basta e é recomendável o uso externo, friccionando o kefir nas áreas afetadas, deixando secar na pele.
  18. Doenças degenerativas: Atua na prevenção e combate às escleroses.
  19. Dores articulares e musculares: Previne o reumatismo e auxilia na recuperação das lesões por esforços repetitivos.
  20. Inflamações: Evita a formação de tumores no corpo humano.
  21. Doenças do estômago: previne e combate gastrite, úlceras e regulariza a digestão.
  22. Problemas intestinais: promove a saúde do intestino, por restaurar e fortalecer a microbiota (flora intestinal), assim evita diarreias, combate a síndrome do intestino irritável, normaliza a atividade do intestino preguiçoso ou preso e combate hemorroidas, constipação, gases, muco nas fezes, sensação de inchaço, dor abdominal ou cólica, e é ótimo para quem se submete a longos tratamentos com antibióticos.
  23. Males do século XXI: protege das irradiações, exposições a monitores de vídeo e na desintoxicação de poluentes tóxicos.
  24. Distúrbios diversos: Combate distúrbios nervosos, a ansiedade e a insônia, reduz o colesterol e regulariza a digestão.
  25. Tratamentos psiquiátricos: Na Rússia e na Alemanha é usado em hospitais psiquiátricos com bons resultados.
  26. Absorção de nutrientes: Ajuda o organismo humano na absorção orgânica muito maior de proteínas, sais minerais e vitaminas, principalmente a vitamina B12. Assim, combate a desnutrição.
  27. Doenças autoimunes: Tem sido usado no tratamento de pacientes com AIDS, porque fortalece o sistema imunológico em grande escala.
  28. Fácil assimilação: Por ser bem absorvido pelo corpo humano, não produz intolerância ou efeitos colaterais.
  29. Crescimento saudável do bebê: Para os bebês, a sua colaboração do kefir para o desenvolvimento de um aparelho digestivo saudável é vital.
  30. Nutrientes: O kefir é rico em vitaminas B12, B1 e vitamina K. É uma fonte excelente de biotina, a vitamina B que aumenta a assimilação das outras vitaminas do complexo B.
  31. Ossos: Previne e evita a osteoporose, porque facilita a absorção do cálcio pelo organismo.
  32. Efeito antioxidante: Atrasa o processo de envelhecimento do ser humano.
  33. Boa digestão: Alimento facilmente digerível que pode ser incluído na dieta diária de qualquer pessoa e ajuda a purificar o organismo humano.
  34. Sistema imunológico: Por fortalecer o organismo humano, tem propriedades antitumorais, antibacterianas e antifúngicas. Quando consumido diariamente produz bons efeitos em convalescença após doenças graves.
  35. Benefícios variados: O kefir de água após 12 horas de fermentação produz efeito laxante. De 24 a 36 horas atua como normalizador do intestino. Quando fermentado por mais de 36 horas não deve ser ingerido, deve ser descartado e colocada nova água com açúcar mascavo.

Fontes pesquisadas:

  1. http://www.saudeprobioticosaudavel.com.br/p/blog-page_29.html
  2. http://www.saudes.com/materias/detail.asp?iArt=325&iType=2
  3. http://kefirdaro.blogspot.com.br/2009/07/kefir-saude-e-protecao-natural.html