“(…) em 9 de abril de 1988 (…)” “No início de maio, minha dor recebeu um nome: câncer de baço (linfoma não Hodgkin de alto grau). O médico disse que eu tinha, no máximo, um ano de vida.” (…) “Dois anos se passaram… e eu ainda estava vivo. Casei-me com minha namorada, Juliet. Seu amor me ajudou a continuar a luta contra o câncer. Eu mal sabia que iríamos viver juntos por mais de duas décadas.” (…) “Quando converso com paciente de câncer, aconselho-os a aceitar o amor e a amizade e a satisfazer suas vontades e o que lhes interessa. Descobri minha vocação de escritor, poeta. Acabei de publicar meu quarto livro!

Estes são trechos do artigo “Vida depois do câncer” – relato do Dr. Claude-Alain Planchon (médico) – revista Seleções do Reader’s Digest deste mês de junho/2012, páginas 106/107.

Todo ser humano recebe uma notícia ruim ou triste durante a vida. Disso, ninguém escapa. Entre as piores notícias que podemos receber está o diagnóstico do câncer. É apavorante e muito deprimente.

As notícias ruins, de modo geral, causam impacto negativo por causa de nossa cultura ocidental. Temos o péssimo hábito de dar extrema importância a fatos ruins, como fossem verdadeiramente ruins e duradouros. Porém, nem sempre as notícias ruins perduram durante muito tempo.

Quantas situações de pânico todos nós já vivemos. E quantas delas foram superadas de maneira mais fácil do que inicialmente prevíamos. Foram muitas, desde situações aflitivas de perda de entes queridos até dificuldades financeiras. Basta recorrer à memória que vamos relembrar vitórias pessoais.

O intransponível não existe. É preciso inverter a polaridade: o polo negativo tem que ser invertido para o polo positivo. E isso é relativamente fácil de fazer. Só é preciso determinação e força de vontade de seres humanos. Não precisamos ser super-humanos.

Para inverter a polaridade negativa dos diagnósticos de câncer faço as sugestões abaixo:

1. A primeira das batalhas a ser vencida é superar a notícia ruim do câncer. Por isso, nessa fase, é natural que as emoções dominem nossa mente racional. O desespero inicial, a dor da notícia é algo concreto para todas as pessoas. É preciso aceitar que essa é uma fase e que vai passar.

2. Os guerreiros que se posicionam contra o câncer dominam primeiro as emoções. É preciso dar vazão ao primeiro impacto. Chorar é bom, desabafar com parentes e amigos também faz bem. Porém, a firme determinação de vencer a primeira batalha consiste em equilibrar as emoções com a mente racional.

3. Cada pessoa tem o seu tempo de recuperação do impacto. Algumas se recuperam mais rápido, e procuram soluções na medicina e na alimentação para fortalecer o espírito e o organismo para a caminhada de cura. Outras demoram um tempo um pouco maior, mas é comum encontrar o próprio caminho.

4. O tratamento do câncer é uma caminhada rumo ao desconhecido. E tudo o que é desconhecido assusta. Mas posso assegurar, por experiência própria, que o tratamento do câncer pode ser mais fácil do que inicialmente imaginamos.

5. Os medicamentos hoje são muito eficazes, a medicina tem equipamentos sofisticados que ajudam muito no tratamento. Então, por que desesperar? É melhor pensar com otimismo, pois vivemos numa era privilegiada pela tecnologia.

6. É preciso acreditar na medicina moderna. Nunca a cura do câncer foi tão alta como na atualidade. A revista “Seleções do Reader’s Digest” deste mês de junho/2012 tem reportagem a respeito, relata casos de sucesso e divulga que os casos fatais estão diminuindo. Os medicamentos estão evoluindo e mais pessoas estão se salvando.

7. As terapias alternativas também podem ser usadas como parte do tratamento. Uma vez dominadas as emoções, a segunda etapa é fortalecer a convicção de que a cura está próxima.

8. Para dominar as emoções é preciso pensar. Sim, simplesmente pensar, ao dormir, que na manhã seguinte as emoções serão mais serenas. É um simples comando cerebral. Em posição de relaxamento, deitado em posição confortável, basta pensar que o dia seguinte será melhor.

9. Ao acordar, reforce o pensamento assim: “estou diante de uma caminhada no combate ao câncer e serei vencedor. Hoje, terei um dia melhor que ontem, estarei mais calmo. A doença não me assustará tanto”.

10. Durante o dia, descanse por uns dez minutos, aproximadamente. Repita o contrato íntimo com as emoções: “venci a primeira etapa do dia. Esta manhã foi melhor que a de ontem. Portanto, minha tarde será ainda melhor”.

11. Use sempre palavras positivas ao meditar. O cérebro vai se acostumando com essa nova postura e irá criar mecanismos de espera de boas notícias. É isso que significa inverter a polaridade de negativa para positiva.

12. Para as pessoas que possuem dificuldade de concentrar, é recomendável orar ou entoar mantras orientais, sempre em voz alta, de acordo com a orientação religiosa de cada pessoa.

13. As orações e os mantras são especialmente saudáveis, porque provocam vibrações positivas no corpo das pessoas. Os cientistas não sabem ao certo o motivo, mas os equipamentos usados nas pessoas que oram ou entoam mantras revelam que as atividades cerebrais diminuem, e são benéficas para todo o organismo.

14. O ponto de equilíbrio deve ser procurado sempre. As emoções pessimistas não devem dominar a pessoa doente. De maneira contrária, as emoções positivas devem ser comemoradas com intensidade. Demonstre alegria e entusiasmo para as pessoas próximas. Isso gera correntes de vibração e de força impressionantes, que facilitam a cura.

15. É preciso ser realista e persistir. Os resultados normalmente são rápidos, mas se não se manifestarem no tempo esperado, não desista. Insista na técnica acima e aguarde mais um pouco. O resultado positivo chegará.

16. Pense sempre na cura, nunca nos possíveis espinhos que poderão existir no caminho a ser percorrido em busca da saúde. O doente com câncer precisa imaginar que está caminhando por uma estrada desconhecida e que há obstáculos a ultrapassar. Mas como em todo caminho concreto existem também cenários magníficos que devem ser desfrutados.

17. Crie o próprio ritual de superação. Rituais são contratos que a pessoa assina consigo mesma.

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