Em momentos de dificuldade, o sofrimento conduz naturalmente as pessoas a procurarem o contato com Deus.

Quase todos nós, quando passamos por dificuldades graves, fortalecemos a nossa crença em um ser superior que possa aliviar o fardo que carregamos.

O receio de perder a vida provoca transformações profundas no ser humano, porque ninguém quer deixar este mundo.

Transformações ocorrem entre os aflitos porque há anseios de purificação da alma, na tentativa de evitar o pior. Nessas situações, o perdão dos erros é buscado com mais intensidade, com a finalidade de reverter a desgraça.

Quando estamos desesperados, ficamos perdidos em meio a um turbilhão de pensamentos desconexos. O medo se apodera de nós, retirando-nos a capacidade de concentração. É um estado de caos que precisa ser revertido para que possamos estabelecer o contato com Deus.

Para agravar ainda mais a situação, muitos se sentem castigados pelo fato ruim que lhes acontece.  Ao ter diagnóstico de câncer, por exemplo, é comum que as pessoas tenham a impressão de que estão pagando por erros cometidos. A sensação de culpa muitas vezes é forte e causa dor.

É preciso compreender que é o próprio Deus quem decide quando ficaremos com doença grave ou teremos outras dificuldades. O sentimento do que é certo ou errado, se existe culpa ou não, é praticamente impossível de descobrir. Então, é preciso exercitar o autoperdão para nos livrar da culpa e recuperarmos a serenidade para entrar em contado com Deus.

Não existe uma lógica quando somos abatidos por infortúnios. Em vários casos, tentar descobrir as causas normalmente é perda de tempo e não trará resultados positivos. Crianças recém-nascidas manifestam doenças gravíssimas, mesmo não tendo cometido erros. Por isso, estabelecer relações de causa e efeitos em determinados acontecimentos pode não ajudar.

Mas como sentir a sensação de que Deus irá mudar de ideia e curar a nossa enfermidade ou aliviar quaisquer sofrimentos? A aproximação Dele acontece por força da fé, da esperança de que nossas dores serão passageiras.

Não existe uma fórmula única para que nos aproximemos de Deus, mas é sempre possível, por meio de orações, rituais e correntes de energia formada por grupos de pessoas, termos a certeza de que estamos mais próximos de Deus e da bondade Dele.

O diálogo interior de uma pessoa em dificuldades poderia ser assim:

Reconheço e aceito que estou doente. Entre os mistérios que não posso desvendar está este momento de dor e apreensão.

Sei que errei, falhei muitas vezes com as pessoas, causei sofrimentos, seja consciente ou inconscientemente. Farei tudo o que puder para reverter as situações em que agi errado.

Não posso ficar me culpando e recriminando os atos cometidos. Por isso, tenho o firme propósito de mudar meu comportamento, para me tornar uma pessoa melhor e ajudar aqueles que precisam de apoio e solidariedade.

Aceito a minha condição de ser humano imperfeito, mas que tenta acertar e contribuir para melhorar este mundo.

Peço a Deus sabedoria, compreensão e forças necessárias para superar esses momentos de intensa dor. Que minhas energias, com a ajuda de Deus, se transformem no poder de curar.

Terei disciplina suficiente para manter o otimismo, mesmo nos momentos mais difíceis, pois sei que a bondade de Deus é ilimitada e fará com que eu alcance meus objetivos.”

As palavras acima são poderosas porque representam o ato de alguém em dificuldade, mas que está lutando bravamente para vencer a fase difícil. Alguns contratos íntimos são firmados nessas situações: a) aceitar a dificuldade; b) compreender a própria imperfeição; c) admitir erros; d) exercitar o autoperdão; e) firmar a intenção de mudar com o fim de ser melhor; f) tentar a aproximação de Deus.

Todas as vezes que o nosso espírito e mente se unem com o objetivo firme de mudanças, iremos alterar a nossa condição. Os resultados podem ser rápidos ou mais demorados. O certo é que todas as pessoas que tentam com fé obtêm resultados positivos.

Precisamos ter a coragem de enfrentar a nós mesmos nesses momentos difíceis, reconhecendo nossas fraquezas, mas sempre bem intencionados no objetivo a que nos propomos. Dessa forma, seremos ajudados e nos aproximaremos ainda mais de Deus.

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