Prezados amigos e leitores,

No livro “O templo dos guerreiros” inseri várias mensagens implícitas ou subliminares. Minha técnica foi baseada em livros de neurociência que relatam estudos científicos sobre a mente inconsciente.

Escrevi a obra com a intenção de ajudar pessoas. Por isso, além das técnicas que cito no texto abaixo, utilizei outra técnica, não revelada.

Algumas pessoas que leram o livro comentaram que perceberam algo diferente, mas não conseguiram identificar o que chamou a atenção. Talvez seja a percepção de que a redação contém mensagens implícitas, não identificadas pela mente consciente.

Depois de vendidos 543 exemplares, até agora só dois leitores comentaram que identificaram a técnica que não revelei. De qualquer maneira, as mensagens implícitas inseridas na obra poderão produzir efeitos positivos nos leitores. Assim, é possível que venham a fortalecer o otimismo e enfrentar as dificuldades de maneira positiva.

Abraços,

Danilo Vilela Prado

 MENSAGEM IMPLÍCITA OU SUBLIMINAR

 Toda comunicação é feita por meio de sinais escritos, visuais ou falados. Em várias situações, há mensagens subliminares ou implícitas, que podem ser importantes e passar despercebidas pela pessoa que recebe a mensagem. É preciso, portanto, ficar atento para fazer a decodificação, a interpretação correta da mensagem.

Sobre a mensagem subliminar ou implícita é preciso atenção. Os publicitários a exploram com frequência. É elevado o número de propagandas em que ela aparece geralmente apresentada de maneira disfarçada na rede televisiva, e nos apelos de uso e consumo de produtos. É estratégia tão boa que produz como efeito o aumento de vendas e o fechamento de contratos.

Tais propagandas são aquelas que indiretamente procuram focalizar o objeto que se quer promover. Exemplo: o uso de mulheres nos comerciais de cerveja significa sucesso nas vendas. Promove-se, a um só tempo, a cerveja e o corpo bonito das mulheres, estabelecendo a relação entre os “objetos de desejo dos homens”, de maneira a estimular o comércio da bebida.

Outro exemplo: “Fiz curso superior e aprendi só algumas coisas.”

A frase acima transmite duas informações explícitas: a) frequentei curso superior; b) aprendi só algumas coisas.

A segunda informação, no entanto, transmite crítica ao sistema de ensino, de forma implícita, identificada por meio do uso da conjunção aditiva “e”. No exemplo, está subentendido que o aluno de curso superior deveria aprender mais, e não “só algumas coisas”.

É possível perceber, portanto, que o texto pode expressar mais do que aquilo que está explícito, isto é, podem existir enunciados subentendidos ou pressupostos.

As pessoas devem tentar sempre ler nas entrelinhas do texto, para identificar e compreender mensagens implícitas, se existentes.

Para identificar as mensagens implícitas é preciso decodificar, interpretar as mensagens além da literalidade, do seu sentido gramatical, conforme demonstram os exemplos abaixo:

1. “No mundo existem três tipos de pessoas: aquelas que sabem contar e as que não sabem contar.” Conclusão explícita: existem três tipos de pessoas no mundo. Conclusão implícita: a pessoa que afirma que existem três tipos de pessoas não sabe contar. Por isso, ela conclui, incoerentemente, que só existem dois tipos: as que sabem contar e as que não sabem contar.

2. O tempo continua chuvoso. Conclusão explícita: chove no momento. Conclusão implícita: estava chovendo antes.

3. Pedro deixou de fumar. Conclusão explícita: Pedro não fuma no momento. Conclusão implícita: ele fumava antes.

Identificar a mensagem implícita durante a leitura pode ser fundamental para a correta interpretação da mensagem, pois muitas vezes o autor do texto não deseja evidenciar de maneira explícita o seu argumento. Porém, deseja que o leitor capte a mensagem subliminarmente, como ocorre em várias propagandas.

As mensagens implícitas normalmente podem ser observadas com a leitura atenta de:

a) Alguns advérbios: “Os resultados da pesquisa ainda não chegaram até nós”. O advérbio “ainda” expressa as seguintes mensagens implícitas: “Os resultados já deveriam ter chegado” ou “Os resultados vão chegar mais tarde”.

b) Alguns verbos: “O caso do contrabando tornou-se público”. O emprego verbo “tornou-se” indica que o caso não era de conhecimento do público.

c) Orações adjetivas: “Os candidatos a prefeito, que só querem defender seus interesses, não pensam no povo”. A oração “que só querem defender seus interesses” evidencia, genericamente, que todos os candidatos a prefeito têm interesses individuais em suas candidaturas.

d) Adjetivos: “Os partidos radicais acabarão com a democracia no Brasil”. O adjetivo “radicais” informa a existência de partidos radicais no Brasil.

Existem insinuações subentendidas em determinadas práticas sociais, como, por exemplo, um fumante pergunta se você tem fogo. A mensagem subentendida é “por favor, acenda meu cigarro”. No caso de usos e costumes, as mensagens implícitas são normalmente compreendidas com facilidade pelas pessoas.

Contam que certa vez no sertão nordestino um matuto andava tranquilamente pela estrada quando de repente se deparou com o cangaceiro Lampião e seu bando. Lampião parou bem em sua frente e perguntou: “Mencê pita?”. Tremendo de medo, enquanto era cheirado pelos cachorros do bando, o matuto respondeu: “Se vosmicê quisé qui eu pito eu pito, se vosmicê quisé qui eu num pito eu num pito!”. Diante das gargalhadas de seus “cabras” e do olhar de compaixão de Maria Bonita, Lampião se fez entender: “Ô peste, eu tô querendo é fogo!”.

Observação: vários dos exemplos citados foram retirados de páginas da internet, que não informaram a autoria.

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