Dia agitado, rotina, mente dispersiva, mil pensamentos, adrenalina em alta, corpo e mente inquietos.

Acomodo-me deitado, às vezes sentado, mas sempre confortável.

Respiro, respiração curta pela agitação; insisto, uma, duas ou mais vezes.

Resultado começa a ser sentido, relaxamento, aos poucos…

Persevero, percebo a respiração mais lenta, diafragmática, abdômen sobe e desce.

O pulmão se enche de ar, inspira vida, expele agitação.

Mente se debate, atropelada por linguagens insistentes. Disciplina para respirar.

A linguagem está mais distante, o silêncio começa a se manifestar…

 

Músculos e tendões relaxam-se, aos poucos, ar entra e sai, ritmicamente.

Harmonia começa a esvaziar a mente conturbada, pensamentos não tão ativos.

Mente em busca da paz, paz interior.

A linguagem do cotidiano, de repente, teimosa, invade meu ser.

Invasora a ser repelida. Diante do novo, o medo da solidão íntima e meditativa é natural.

Respiro lentamente, a posição do corpo é confortável, os primeiros degraus são superados.

Degraus da persistência, da decisão de meditar.

Encontro-me comigo, no silêncio, na compaixão pelo meu próprio ser.

Erros passados insistem, torturam-me.  É o apelo da vida agitada.

Respiro e descontraio músculos, sem tensão corporal, relaxo mente, corpo, espírito…

 

Os primeiros passos da meditação foram percorridos, sensação de leveza.

Sustentação de meu ser, ainda sem harmonia, mas calmo.

Respiro, encho-me de bondade com o ar que enche meus pulmões.

Expiro frustrações, erros, iras. Ah! Como humano, permito-me errar e fracassar.

Persigo a bondade como meta, razão de melhorar a humanidade.

Minha parte sensitiva em alta. Encontro-me. Sou apenas eu, acrítico, sem amarras…

 

Livre, seguro dentro de mim, sem receios, respiração e coração lentos, pressão mental amena.

Entro no êxtase. Sim, dei passos em minha direção. Não preciso dos pensamentos e da linguagem.

Silêncio, o ar entra e sai, cumpre função vital. Abdômen sobre e desce. Cérebro arejado.

Estado de total relaxamento. Encontro de minha mente calma com o espírito leve e corpo relaxado.

Enfim, momentos sem tensões ou ansiedade. E a solidão do ser.

Não, quem medita não está só.

A solidão íntima meditativa tem a companhia da paz, do silêncio interior, da leveza, dos bons fluidos corporais, do espírito acalmado e está voltado na direção de Deus.

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