Algumas pessoas gostam de se fazer de vítimas.

Coitadas!

Não sabem que destroem a própria vida e se tornam escravas.

Escravas do infortúnio que elas mesmas criam e vivem.

Escravas dos olhares compassivos de pessoas próximas,

que, com o tempo, se afastam dos que se dizem “coitadinhos”.

A solidão daqueles que se acham infortunados não tarda.

Ficam solitários. Assim, alimentam o “mito” do dó de si mesmos.

 

Afinal, se tenho dó de mim, quem não terá?

Ter o rótulo de fracassado permanente é um veneno para a alma.

Uma das maiores desgraças do ser humano é ser aceito como “a vítima”.

Todos dizem: “Nada dá certo na vida dele ou dela”.

Pronto, as correntes estão atadas e a prisão deles é inexpugnável.

Só com esforço sobre-humano “a vítima” se livrará do próprio rótulo.

Mas quem valoriza os autointitulados “desafortunados” pelas suas virtudes?

Ninguém! “Os coitados” querem ser valorizados pela fraqueza, não por suas forças.

Assim, escolhem a derrota prévia, na esperança de despertar a compaixão alheia.

Acham que tudo o que fazem é difícil, com dor e esforço que não será reconhecido…

 

Que mundo é este que poda seres humanos e lhes retira a capacidade de evoluir?

É o mundo criado por nós mesmos, com o apoio incondicional dos que sentem dó de viver a própria vida. É um círculo perverso. Raramente se acaba.

Ao dizer palavras de conforto, contribuímos para reforçar a dor alheia dos “coitados”. Deveríamos ser sinceros e estimular a libertação deles.

Mas a sinceridade machuca, provoca até traumas.

Por que tanta dureza se é mais fácil acalentar que desagradar?

Palavras verdadeiras são difíceis de pronunciar ante uma pseudo vítima.

Doem mais nos coitados, pois não eles não têm autocrítica.

Que fraqueza! Que insucesso! Por que outros são privilegiados?

Ora, ninguém é privilegiado.

O que existe é o esforço próprio, a garra para vencer, a superação das derrotas.

Porém, o “coitado” se apega às próprias derrotas como um troféu.

Quer que outros sintam o costumeiro “dó”.

Assim, estará justificado.

 

Não seja “a vítima”, o “coitadinho”.

Deficientes físicos de nascença ou que sofreram acidentes existem aos montes. Grande parte dessas pessoas vive normalmente.

Não se fazem de vítimas, mesmo com problemas graves.

Um brinde às pessoas esforçadas, que não se entregam diante dos problemas.

As paralimpíadas estão repletas de vencedores com problemas físicos graves.

E não são os “coitados”. São os duplamente vencedores: sobre o próprio infortúnio e nos esportes. Brindemos a eles. São exemplos de superação.

 

Não devemos:

Ficar abatidos por pouca coisa;

reclamar de tudo;

desanimar diante dos fracassos;

ter antipatia ou ficar ofendidos com palavras sinceras;

deixar que pensamentos negativos nos influenciem;

estimular os “coitados” a agirem com tal;

manter tendências autodestrutivas.

 

Devemos:

Tentar sempre a superação;

praticar a autocrítica;

reconhecer e corrigir nossos erros;

compreender que todas as pessoas obtêm vitórias e fracassos;

entender que nossas derrotas e sucessos são passageiros;

fazer todos os esforços possíveis para reverter situações difíceis;

praticar a autopreservação com hábitos saudáveis.

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