Normalmente cumprimos as nossas obrigações assumidas com outras pessoas. Esforçamo-nos ao extremo para satisfazer compromissos pactuados em acordos bilaterais. Todavia, nem sempre fazemos aquilo que propomos interiormente a nós mesmos. E por que isso acontece?

Na maioria das vezes, o compromisso pessoal não é respeitado por desleixo, por falta de disciplina ou mesmo preguiça em realizar aquilo que foi proposto e que significa mudança. Temos o hábito de ser tolerantes com a nossa indisciplina.

Afinal, ao deixarmos um propósito de lado ninguém tem nada com isso. Porém, as consequências do desleixo são suportadas pela própria pessoa, que não tem com quem reclamar, porque a decisão foi dela.

Pessoas obesas afirmam, frequentemente, que farão regime até a redução ao peso ao ideal. E quantos fracassam na empreitada? Muitos, porque não possuem determinação pessoal. Isso acontece porque o contrato íntimo que elas firmam consigo não é respeitado. Assim acontece com fumantes, alcoólatras…

Para as pessoas extremamente dedicadas e que não se afastam dos compromissos íntimos assumidos o ritual pode representar um reforço, um aditivo para cumprir o próprio pacto pessoal, porque ritual significa condicionamento do cérebro ao propósito a ser atingido.

A mente humana atende aos comandos dados pelo nosso consciente, pois o pensamento fixado na mente consciente é automaticamente transferido para o inconsciente, que se encarrega de processar as etapas para a ação concreta e então atingir nossos objetivos.

A força do ritual manifesta-se no princípio da transferência da determinação consciente para a inconsciente, de maneira a produzir o resultado que esperamos.

O ritual abaixo é poderoso. Pode ser feito apenas no fim de ano ou durante o ano, em situações de dificuldade.

Local: ambiente fechado, em total escuridão, de preferência à noite (pode ser quarto, sala ou até banheiro).

Preparação: durante o dia a pessoa não deve tomar bebidas alcoólicas e procurar manter a mente em estado contemplativo, relaxada, sem nenhuma ansiedade ou inquietação.

Materiais: duas velas brancas, uma linha branca de mais ou menos dois metros.

Ritual: A pessoa deverá ficar totalmente descalça, sem nenhum metal pelo corpo.

Fazer orações desejando o bem a toda humanidade e procurara criar a “leveza da alma”, aquela sensação de que a mente está calma e o corpo relaxado. Nesse estado de purificação mental, inicia-se o ritual propriamente dito, com o acendimento da vela.

Para acender a vela do ritual, acenda uma das duas velas brancas. Com a chama desta vela, acenda a outra.

Explicação: os antigos veneravam os quatro elementos da natureza: terra, água, fogo e ar. Por isso, é preciso acender uma vela e depois a outra, porque ao acender a primeira, um elemento – o fogo – será criado para dar origem a outro fogo, iniciando um ciclo de cadeias de força, daí a razão de não iniciar o ritual logo com o fogo da primeira vela. É preciso que uma vela acenda a outra.

Apague a primeira vela sem soprá-la, para que o ar – outro elemento da natureza – não elimine a força criada. Apague a primeira vela apertando-a com os dedos ou sufocando a chama com uma tampa ou outro recipiente.

Com a segunda vela acesa, pegue a linha branca, faça uma oração com a qual se sinta bem e então dê um nó na linha. Esse nó será uma cláusula do seu contrato pessoal. Interiormente, diga que aquele compromisso você não quebrará nunca. Faça outro nó se houver outra cláusula pessoal, e assim por diante. Tantos nós existirão quantos forem os seus objetivos a atingir.

Feitos os nós, comece por queimar na chama da vela o primeiro deles, e assim por diante, até queimar todos os nós, de modo que nada restará. Faça outra oração dizendo que, como os nós não poderão ser desatados, porque foram queimados, o cérebro terá registrado o comando de seu objetivo de vida.

Após queimar o último nó, apague a vela, sem soprá-la, como feito com a primeira vela.

O ritual pode ser feito na noite do dia 31 de dezembro, antes da virada do ano e é um poderoso instrumento de compromisso pessoal, de contrato que não pode ser quebrado, de comando para o cérebro executar tarefas e com isso permitir nosso crescimento espiritual e mental.

Alguns imprevistos podem ocorrer durante o ano. Nesse caso, na data do ritual não era possível imaginar que rumo a vida tomaria. Então, dependendo da gravidade, o ritual pode ser repetido com o objetivo específico de resolver o problema inesperado.

Se houver muitas dificuldades de cumprir os objetivos durante o ano, se necessário, repita o ritual mais uma vez para reforçar a determinação. O ideal, porém, é ter a disciplina para realizar o que foi proposto sem recorrer a um segundo ritual como reforço, pois isso pode demonstrar fraqueza.

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