Este texto trata das chamadas soluções milagrosas, que estão complicando a vida de muitos portadores de doenças graves, como o câncer, por exemplo.

Não sou médico nem profissional de saúde, mas pesquiso bastante sobre os mitos que envolvem os riscos à saúde. Afinal, tenho no currículo a vitória sobre um linfoma agressivo.

Pessoas que duvidarem do que escrevo abaixo devem procurar médicos especialistas das doenças que estão tratando, pois a minha intenção é ALERTAR MAIS UMA VEZ SOBRE OS RISCOS DAS SOLUÇÕES MILAGROSAS.

Em pleno século XXI, milhares de pessoas no Brasil morrem anualmente por causa de crenças ultrapassadas, por acreditarem em receitas simplistas de uso de plantas ou substâncias que não curam. Acontece exatamente o contrário: sofrimento extremo e até a morte.

Consta no site do Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão auxiliar do Ministério da Saúde no desenvolvimento e coordenação das ações integradas para a prevenção e o controle do câncer no Brasil:

Quando descoberto, o câncer causa um misto de emoções: indignação, raiva, revolta, medo… No entanto, um sentimento se sobrepõe aos demais: esperança. E, com ela, a vontade de sobreviver. E esse desejo leva muitas pessoas a procurarem tratamentos não convencionais, como aqueles à base de plantas ou religiosos. Fundador da empresa de tecnologia Apple, o empresário Steve Jobs foi um dos que retardaram a cirurgia do câncer de pâncreas para aderir a um tratamento com ervas, o que agravou seu quadro. O vale-tudo pela cura do câncer apregoa o poder curativo de substâncias naturais livremente, tanto por meio de cartazes colados em postes quanto pela internet, e dá falsas esperanças para quem precisa enfrentar a doença.

Estimativa da American Society of Clinical Oncology (Asco) mostra que cerca de 80% dos pacientes com neoplasias recorrem, em algum momento, ao tratamento alternativo. O chefe do Serviço de Oncologia Clínica do INCA, Daniel Herchenhorn, adverte: “Não há nenhum indício de que esses tratamentos contribuam para a regressão ou a cura do câncer”.” Confiram no link:

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/e5f2fa004eb692fc881c9af11fae00ee/12_social.pdf?MOD=AJPERES

O INCA alerta que 80% das pessoas doentes acreditam nas soluções milagrosas. Muitas dessas pessoas já não estão entre nós. Por isso, por favor, não coloquem as esperanças de pessoas doentes em fórmulas milagrosas, nem espalhem pela internet informações sem comprovação científica.

Em rápida pesquisa na internet, sobre várias plantas e substâncias tidas como milagrosas, existem informações enganosas, tanto sob a forma de textos quanto em vídeos. As visualizações são assustadoras e chegam a centenas de milhares em um só texto ou vídeo. É possível que sejam as mais procuradas, porque representam caminho fácil da cura. Quanta enganação!

Os laboratórios gastam bilhões de dólares em pesquisas para fabricar remédios que curam e são submetidos aos cientistas dos governos de vários países para serem aprovados e usados. Portanto, há seriedade no trabalho. Acreditar que uma simples planta pode fazer milagres é correr risco de morrer.

Abaixo seguem abordagens sobre vários modismos que “podem matar”. Denunciem aos médicos o uso sem prescrição deles. Doentes e familiares devem relatar aos médicos envolvidos nos tratamentos, a decisão de usar tais plantas ou substâncias. O brasileiro precisa viver no século XXI e usufruir do melhor que a ciência pode oferecer, porque o século XVIII, das ervas milagreiras, já ficou na história.

  1. Aveloz ou avelós: Planta originária da África que se adaptou bem ao clima brasileiro. As duas grafias “aveloz ou avelós” são encontradas na língua portuguesa. É o modismo mais recente, pois a planta é propagada como a mais eficaz para a cura do câncer. O problema é tão sério que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proíbe a distribuição e comercialização do produto AVELOS ou AVELOZ – Resolução – RE nº 2.917, de 6 de julho de 2011. Link:

http://tudosobreplantas.wordpress.com/2011/10/10/anvisa-proibe-distribuicao-e-comercializacao-do-produto-avelos-ou-aveloz/

A Resolução acima, que entrou em vigor em 2011, portanto há quase quatro anos, tem só o artigo 1º, que disciplina: “Proibir, como medida de interesse sanitário, em todo o território nacional, a distribuição e comercialização do produto AVELOS (ou AVELOZ), nome científico Euphorbia tirucalli L., bem como a manipulação ou fabricação de medicamentos contendo tal substância, por não ter sido submetida a testes de segurança e eficácia perante esta Agência.” (grifei)

Se a Anvisa publicou a Resolução foi por motivos de segurança das pessoas, pois ainda não existe comprovação científica do uso da planta na cura do câncer. Quem quiser usar que corra os riscos.

  1. Babosa: É a típica planta “inventada” como milagrosa por quem não entende do assunto e nem tem credenciais científicas.

Para quem tem amor à própria vida e a de seus familiares e amigos, recomendo a pesquisa séria no link http://diariocancerdemama.blogspot.com.br/2010/09/babosa-e-o-cancer-reportagem-de-drauzio.html.

  1. Bicarbonato de sódio: Se fosse verdade que esse produto cura o câncer, milhões de brasileiros já teriam sido curados e isso provocaria estudos científicos em escala mundial. Quanta besteira! Não é preciso nem comentar mais. Basta acessar http://www.e-farsas.com/medico-italiano-tullio-simoncini-e-cura-cancer-com-bicarbonato.html.
  2. Folha de mandioca: Outro mito perigosíssimo é o uso da folha de mandioca. Isso só pode ser crendice popular de quem é ignorante. No Pará, onde se consome a maniçoba, todo mundo sabe que a folha de mandioca é tóxica. Então, eles cozinham a folha por aproximadamente uma semana, para eliminar da planta o ácido cianídrico, que é venenoso. Confiram http://pt.wikipedia.org/wiki/Mani%C3%A7oba.

Para quem deseja conhecer a pesquisa séria, de especialista, que cita a fonte, é só acessar: http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI297856-18289,00-SEGREDOS+DA+MANDIOCA.html

  1. Graviola e suas folhas: Usei a polpa da graviola ao combater o linfoma que tive e, aparentemente, melhorei. Porém, não posso afirmar que foi a fruta que provocou a melhora, porque os medicamentos da quimioterapia é que são comprovados cientificamente como eficazes. No meu caso, nem a quimioterapia foi suficiente e tive que complementar com a radioterapia.

A folha de graviola é tida como dez mil vezes mais potente do que a quimioterapia. Durante a doença, meu e-mail ficou carregado dessa besteira. Recebi os textos de amigos bem intencionados e até tentei usar o chá. Mas, na primeira vez, passei tão mal que nunca mais fiz uso.

Se não se convencerem, acessem o vídeo abaixo, do Dr. Dráuzio Varella, autoridade no tratamento do câncer, pois é estudioso do assunto.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=XYvMo6wcq3Q

Sobre   fosfoetanolamina, acessem:

https://otemplodosguerreiros.wordpress.com/2016/04/27/fosfoetanolamina-nao-acredite-so-nessa-droga/

Poucas coisas na vida são obtidas com facilidade. O ser humano foi criado para enfrentar e vencer desafios. Se as soluções abordadas acima fossem verdadeiras, viveríamos no paraíso, sem câncer e com remédios baratíssimos à disposição.

A medicina oriental usa plantas há mais de cinco mil anos, com sucesso. Todavia, há uma diferença: o uso é preventivo. Muitos médicos orientais já declararam que as enfermidades graves só são curadas com o uso de química, com o isolamento do princípio ativo de determinadas plantas. Por isso, não podemos alimentar ilusões, que poderemos ter problemas.

Faço o uso de muitos produtos naturais. Nunca uso nada sem esgotar as pesquisas. Ainda assim, mesmo com comprovação científica, desconfio de algumas plantas e faço testes. Se melhorar meu bem-estar, procuro confirmar com os resultados de exames que realizo periodicamente. Sempre CONVERSO COM OS MÉDICOS sobre o que uso. Já retirei da alimentação vários alimentos que, apesar de serem indicados por especialistas, não foram recomendados pelos meus médicos. Não corro riscos. Gosto de viver, sou feliz e, por isso, converso muito com profissionais de saúde.

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