O que é a coragem? Ela significa que, apesar do que estão dizendo a sua mente, a sua lógica, a sua sanidade, ainda assim você vai em frente. Você conhece o perigo, conhece o risco e ainda assim você vai em frente. Apesar de todo o seu conhecimento, você escolhe entrar numa certa experiência – isso é coragem.” (Citação da página 190, do livro Vá com calma – volume IV, autor Osho – Editora Gente.)

Se perguntarmos: quem vence mais vezes na vida, os corajosos ou os medrosos? A resposta será quase unânime: os corajosos. Apenas em raros casos os medrosos sairão vitoriosos. Por quê?

Os corajosos são dinâmicos, estão no polo ativo e não se contentam com o que se vislumbra à frente, sejam dificuldades ou possibilidades de evoluir. São construtores do próprio crescimento material ou espiritual.

Medrosos estão no polo passivo. São adeptos da falta de ação. Esperam pelos acontecimentos para decidir o que fazer. Às vezes pensam demais para agir e perdem oportunidades.

Para a maioria, a questão da coragem ou do medo não tem sentido. O que importa é viver, sem a preocupação com enfrentamentos, que exigem esforços concentrados e desgastantes para sair do comodismo.

Qual seria, então, o sentido de correr riscos, se existem áreas de calmaria que conduzem a um estilo de vida sem turbulência?

Melhor poupar o desgaste e tocar a vida, sem o risco de fracasso. Esse é o pensamento, talvez de sete entre dez pessoas. Pode ser essa a explicação quando se constata que para muita gente a evolução terminou ao fim do ensino médio ou de uma universidade que não ofereceu grandes ganhos. O essencial foi atingido e isso basta. O emprego ou o subemprego adquirido com o estudo é o suficiente. Não é preciso avançar mais.

A inquietação dos corajosos, sob a forma de inconformismo, gera conflitos, estresse, inúmeras possibilidades de fracasso e, mesmo assim, produzem energias e sonhos de conquista. É dessa forma de pensar que surgem os insaciáveis vitoriosos.

O exemplo de um milionário norte-americano exemplifica o conceito de coragem. O homem foi à falência mais de dez vezes. Suas empresas não eram lucrativas e sempre fracassavam. Até que ele acertou no ramo de atividade e se tornou rico. Quantos de nós insistiríamos em ser corajosos depois de tantos e repetidos fracassos?

Ter coragem é decisão. Se no primeiro momento, o medo e, principalmente, a timidez nos tornam paralisados, a persistência para obter a coragem muda por completo as nossas perspectivas. Em pouco tempo teremos perdido os receios e já estaremos caminhando rumo ao sucesso.

E a doença que insiste em aterrorizar, quanta insegurança gera? Pois é nesse ponto que a coragem é o maior instrumento de superação. Coragem, medicação e equilíbrio mental podem derrotar o pior dos inimigos do corpo humano. Muitos vencedores de doenças malignas são corajosos e não se intimidam com a provisória situação de debilidade corporal.

Theodore Roosevelt, vigésimo sexto presidente dos Estados Unidos, de 1901 a 1909, deixou o seguinte legado: “É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.

Não demore, portanto, para ter coragem. Decida, tenha planos, sonhe e realize. Se houver derrotas, não desista. Persevere, insista, corrija os erros, siga adiante, seja vitorioso e colha os bons frutos de seu esforço.

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