Em julho de 2014 publiquei neste blog o texto Espere o melhor que terá o melhor. Coincidentemente, a revista Seleções Reader’s Digest publicou texto com citações científicas que, de certa forma, confirmam o texto que escrevi. Destaquei em negrito os pontos que acho importantes. Confira abaixo.

Como ter sorte

Revista Seleções Reader’s Digest – fevereiro 2016 – páginas 64 a 67

Por Kate Rockwood DE HEALT.COM

 A sorte não é um jogo de azar. Os especialistas identificaram quatro hábitos que podem nos pôr a caminho da fortuna.

Quando se mudou para Chigaco, Anna Z. entrou em um grupo de falantes de árabe. “Adoro coisas novas”, explica ela. “Vi o grupo e pensei: por que não?” E foi também um golpe de sorte: o organizador passou a infância em Fez, no Marrocos, onde Anna morava quando aprendeu o idioma. Hoje, estão casados e têm um filhinho.

Algumas pessoas diriam que o destino levou Anna ao futuro marido. Mas a abertura de Anna às estranhas possibilidades da vida a pôs no lugar certo na hora certa. A sorte não é uma força misteriosa. “Em grande medida, somos responsáveis por boa parte da sorte que temos”, diz o Dr. Richard Wiseman, professor de psicologia e autor do livro O fator sorte. Eis algumas características que separam os afortunados dos que se acham azarados.

  1. ESPERE COISAS BOAS

Quando se sentem sortudas, as pessoas viram a balança do acaso a seu favor. “Esse tipo de expectativa provoca a concretização do que se espera”, diz Wiseman. Pesquisadores da Universidade de Nova York descobriram que os alunos que acreditavam que conseguiriam um encontro tinham possibilidade muito maior de conquistar seu objeto de desejo.

Explicação simples: autoafirmação. Quem acredita que vai se dar bem fica mais motivado. Sentir-se com sorte pode até ajudar a ganhar um prêmio num evento de caridade: quanto maior o otimismo, maior a probabilidade de comprar mais rifas. Não tem talento natural para Poliana? Amuletos ajudam a aumentar a confiança. Num estudo alemão de 2010, supersticiosos participaram de um jogo de memória; quem usava talismã teve pontuação mais alta do que os outros.

  1. SORTE NO NAMORO

Pessoas sortudas cultivam muitos amigos e conhecidos. Num estudo, Wiseman mostrou uma lista de sobrenomes aos participantes e lhes pediu que dissessem se tinham relações de amizade com pelo menos uma pessoa de cada sobrenome. Dos que se consideravam sortudos, quase 50% marcaram oito nomes ou mais. Somente 25% dos azarados conseguiram isso. “Os sortudos conversam com muito mais gente, atraem outros e mantêm contato”, explica Wiseman. “Esses hábitos resultam numa ‘rede de sorte’ que cria potencial para ligações favoráveis”.

A Dra. Colleen Seifert, cientista cognitiva da Universidade de Michigan, aconselha a sair da rotina: vá a uma confeitaria, ajude a levantar recursos para uma campanha, faça aulas de mergulho. “Jogar um pouco de caos na vida nos deixa abertos a encontros ocasionais”, diz ela. Talvez aquela pessoa seja sua alma gêmea, seu sócio nos negócios ou alguém com quem você vai bater um papinho de cinco minutos e nunca mais verá. A meta é se manter aberto a possibilidades.

  1. PROCURE O LADO BOM

Achar o valor do azar ajuda o cérebro a processar as situações de outra maneira, segundo Tania Luna, uma das autoras do livro Surprise: Embrace the Unpredictable and Engenieer the Unexpextade (Surpresa: abrace o imprevisível e construa o inesperado), Luna mostrou a crianças imagens emocionalmente intensas, como um menino chorando, enquanto media a atividade cerebral delas. Depois, mostrou novamente as imagens com uma explicação tranqüilizadora, como: “Esse menino acabou de reencontrar a mãe.” O cérebro dos participantes apresentou uma queda drástica da atividade da amígdala, que processa o medo. Pessoas de sorte também são capazes de transformar a pedra no caminho em evento positivo, o que as ajuda a continuar correndo riscos. Enfrente seu próximo revés com as seguintes perguntas: o que aprendi? O que quero agora? Como conseguir?

  1. CONFIE EM SEUS INSTINTOS

Elizabeth B. nunca se esquecerá seu momento de mais sorte. Ela ia de carro da Pensilvânia para Nova York quando algo lhe disse para comprar um bilhete de loteria. Assim que ela parou, houve um terrível acidente: “Uma picape atravessou minha pista e bateu na grade de proteção. Se eu não tivesse parado, meu carro teria sido destruído.” Talvez a paradinha de Elizabeth tenha sido um golpe de sorte. Ou talvez a intuição a tenha avisado de que seria melhor se afastar de um motorista imprevisível. Ela não tem certeza. Mas processamos muito mais informações visuais e detalhes sensoriais do que percebemos conscientemente, e isso leva a instintos que não sabemos explicar.

Em um estudo britânico, o ritmo cardíaco dos participantes foi medido enquanto jogavam cartas com quatro baralhos. Eles não sabiam que o jogo estava preparado: dois baralhos tinham cartas de alto valor, dois tinham cartas ruins. O ritmo cardíaco dos jogadores despencava quando eles se aproximavam dos baralhos com cartas altas; seu corpo identificava a diferença antes que a mente percebesse. Portanto, confie no instinto. Pessoas de sorte têm mais tendência a adotar práticas que as põem em sintonia com a voz interior, como meditar e fazer caminhadas.

 

Espere o melhor que terá o melhor

Nascemos para ter o melhor.

Alguém duvida?

Existem provas, pois nossas vidas melhoram a cada ano.

Faça o balanço.

Comprove que anualmente mais acontecimentos bons foram incorporados à sua existência.

Mas, não vale reclamar do que queria que acontecesse e não aconteceu.

Tudo tem tempo certo.

Se o seu desejo ainda não foi realizado,

ou você não se dedicou o suficiente para ter o que quer,

ou ainda não é o momento de acontecer.

 

Nossas vidas recebem o benefício de ter 95% de acontecimentos bons,

que muitas vezes não percebemos,

ou fazemos questão de não enxergar.

O sol brilha neste planeta todos os dias.

Mas também caem tempestades diariamente em algum ponto da terra.

Por que não enxergar a luz?

A luz é constante.

Mas tempestades são passageiras. Outra prova de que temos o melhor.

 

Evoluímos mesmo sem querer, porque a sociedade nos impulsiona com novas maravilhas e tecnologias.

A medicina surpreende com descobertas em tempo recorde.

As cidades estão mais agradáveis, com recursos melhores.

Nossos bons relacionamentos tendem a se consolidar.

O ser humano está mais sensível às causas sociais.

Portanto, vivemos no contexto do melhor mundo de todos os tempos.

 

Fases difíceis todos nós temos, mas são exceções.

Quase sempre saímos das crises sem perdas.

Só perdemos se insistimos em dar maior valor às derrotas.

Os ciclos da vida se alternam e todos nos fazem maiores e melhores.

Sem fases ruins, não damos valor aos bons momentos.

Sem as derrotas inevitáveis, a vitória não tem sabor.

Tudo se equilibra se compreendermos o sentido da vida.

 

Não veja a vida com lentes pessimistas.

Quem espera o pior tende a sofrer mais,

… e a receber o pior.

Não reclame do tempo, do caos no trânsito, do aperto financeiro, do país, do mundo…

Que mania terrível a de querer que o pior aconteça. Esqueça isso!

Reclamar nos acorrenta ao pessimismo.

Assim, o nosso cérebro é programado para esperar derrotas e tragédias.

E o ciclo se alimenta indefinidamente, porque fatos ruins acontecerão.

Com razão, eram esperados e até desejados inconscientemente.

 

Espere o melhor e terá o melhor.

Troque a polaridade de sua mente: de negativa para positiva.

Programe o seu cérebro para esperar boas notícias e bons acontecimentos.

Boas surpresas acontecerão em sua vida. E não serão “por acaso”.

Por mera coincidência.

Sua mente otimista produzirá resultados surpreendentes,

porque espera sempre o melhor.

A vida pode ser primavera e verão constantes, colorida, alegre, descontraída… Mesmo com a troca das estações, o outono e o inverno serão vividos com naturalidade.

Eis o sentido da compreensão: esperar sempre pelo melhor…

E encarar como parte efêmera da vida as mais temíveis tempestades, que são superadas por aqueles que sabem lidar com os altos e baixos da existência humana.

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