Para compreender melhor este texto, sugiro que acessem o link https://otemplodosguerreiros.com/2014/01/06/a-conexao-do-sono-com-o-inconsciente/.

O assunto abordado é apenas o relato de minha prática diária com o inconsciente. Portanto, não é texto com bases cientificas comprovadas. Porém, pela fascinante experiência que tive, considero que vale compartilhar com o público.

Peço desculpas aos leitores por escrever na primeira pessoa do singular (eu), mas não encontrei outra forma, porque a narrativa é pessoal.

Um pouco sobre a técnica de acesso ao inconsciente

Há muitos anos faço a conexão do sono com o inconsciente, que consiste numa prática muito simples: sempre antes de dormir penso, com convicção, nos desejos que preciso realizar com maior urgência. A seguir, durmo, sem fixação no meu objetivo, porque é importante não ficar remoendo o que é desejado. Assim, o inconsciente funciona sem pressão, trabalha a nosso favor e colabora para que aconteça o que desejamos.

Aprendi que o último pensamento consciente é o primeiro a ser trabalhado pelo inconsciente durante o sono. Assim, é acionado um mecanismo cerebral de procura de soluções para o problema proposto ou o desejo pensado imediatamente antes de dormir.

O mais interessante é que ao praticar técnica tão simples, boas “coincidências” começam a acontecer até que, em certo momento, que pode ser de apenas horas, dias ou semanas, o nosso objetivo será realizado.

Nosso consciente e inconsciente deveriam estar sempre em harmonia e, assim, estabelecer o equilíbrio entre o que é concreto e palpável para o ser humano, registrado no consciente. E o que seria o mecanismo inconsciente, que age sem o nosso controle? Boa parte de neurocientistas afirma que o inconsciente humano comanda até 95% de nossas ações conscientes, sem que tenhamos nenhum controle sobre isso. O percentual de 95% parece exagerado, mas ao acessar o tema no Google e no Youtube serão exibidos vários links sobre essa afirmação.

Um dos exemplos representativos da afirmação dos neurocientistas pode ser entendido quando o homem e a mulher escolhem alguém para casar ou dividir o mesmo teto. Todos nós achamos que a escolha é consciente, porque o coração, o amor parece falar mais alto. Porém, nada mais enganoso. Existem vários fatores inconscientes que nos levam a escolher alguém para compartilhar a nossa vida e os bens materiais. E praticamente todos são inconscientes. Alguns poucos exemplos de que somos atraídos, inconscientemente, por alguém são manifestados por:

– Ferormônio: substância biologicamente muito ativa, secretada por insetos e mamíferos, para atrair sexualmente o parceiro, demarcar trilhas ou estabelecer a comunicação entre os indivíduos. O ferormônio é um odor, cheiro que nossas narinas não sentem, mas que é captado pelo inconsciente e estabelece a atração entre os seres humanos, sempre inconscientemente. Apesar de ser polêmico entre os especialistas, pois alguns não acreditam que a substância possa influenciar as escolhas humanas, outras correntes defendem que é real o fenômeno.

– Postura corporal: Nosso inconsciente gosta ou detesta da postura corporal de outras pessoas. Daí talvez venha o ditado “não fui com o santo dele (a)”. Nesse caso, a postura corporal, inclusive o tom da voz, influencia fortemente a atração ou a repulsão de pessoas. Para quem deseja relacionamento mais duradouro, o inconsciente dita a aproximação. “Por que será que gosto dele (a)?” Muitas vezes é por causa da postura corporal que o nosso inconsciente capta e gera a atração.

– Simetria ou assimetria do corpo: é tudo o que pode ser dividido em partes, que devem coincidir perfeitamente, ou seja, são do mesmo tamanho, ficando esteticamente bela. A simetria do rosto ou corpo humano costuma não ser boa em muitos casos, mesmo assim somos atraídos, inconscientemente, pela perfeição (simetria) ou pela imperfeição (assimetria).

Feitas as escolhas que parecem todas conscientes, os casais vão viver juntos. Pergunta-se: se é assim, o inconsciente escolhe criteriosamente o parceiro, qual é a razão de tantos relacionamentos desfeitos, muitas vezes com traumas? Algo saiu errado, o inconsciente não deveria acertar sempre? Resposta: o nosso cérebro engana, porque todos nós possuímos dentro dele uma parte de autopreservação e outra de autodestruição, daí o motivo de tantos erros e enganos.

Praticamos a autopreservação toda vez que fazemos algo para ter saúde, cuidamos do corpo, da mente e do espírito com carinho. Posso dizer que é uma parte, dentro do cérebro humano, que deseja que fiquemos vivos; e com a maior qualidade de vida possível, saudáveis, engajados na sociedade, solidários, compassivos e comprometidos com o próprio bem-estar e de outras pessoas, conhecidas ou desconhecidas.

A autodestruição se sobressai e se manifesta principalmente com os vícios, as ideias fixas de fazer algo que sabemos ser errado, mas ainda assim seguimos em frente. Daí a razão de tanta violência, desleixo, preguiça, gula, inveja e mais uma infinidade de comportamentos que só causam desgraça e destruição. O impressionante é que muitos não percebem que estão se autodestruindo.

As duas situações, de autopreservação e autodestruição, têm estreita relação como inconsciente humano e exige providências para fortalecer a autopreservação e enfraquecer a autodestruição.

As maiores barreiras para a conexão com o inconsciente são todas determinadas pelas próprias pessoas e são as seguintes: o estado emocional, o ambiente social deteriorado e pessimista; e a crença de que não é possível reverter algumas situações de aflição

a) O estado emocional: as emoções podem ser até um “trem sem controle, sem freios e irascível”. É o que normalmente ocorre quando ficamos indignados ou feridos na honra. Nesses casos, não há pensamento equilibrado. Passamos da razão para a irracionalidade burra em frações de segundos. Às vezes temos até ímpetos de frear as emoções, mas algo mais forte nos impele à explosão dos “nervos”.

Quando a situação perdura, como nos casos de separação entre marido e mulher, em que existe o desejo de vingança, o ciclo só se encerra com desfechos terríveis, muitas vezes com a morte, o assassinato de um dos cônjuges. Nessas situações, o inconsciente está muito mais ativo para realizar a perversidade de quem deseja vingar. Raramente, o consciente irá equilibrar as emoções. É um comportamento autodestrutivo que se estende até a outra ou a outras pessoas.

b) O ambiente social deteriorado e pessimista: Desde novo ouço que tudo está ruim não só no Brasil como no mundo todo. Para agravar a situação, a imprensa de um modo geral divulga muito mais notícias ruins que boas. Parte das notícias é verdadeira, pois a violência cresce com o tráfico de drogas, o desemprego, que é realidade constante, a perda de respeito entre os seres humanos é fato, a desonestidade… Ufa! Não procuremos mais notícias ruins porque vamos encontrar.

Do lado oposto, todo santo dia inúmeras pessoas são alegres, vidas são salvas das maneiras mais impensáveis, realizações que facilitam e simplificam a vida em sociedade acontecem, bebês lindos e saudáveis nascem diariamente, a solidariedade se manifesta infinitas vezes. Ops, que legal, também em números gigantescos o bem e o otimismo estão presentes em nossas vidas.

Infelizmente, o pessimismo vence em muitos casos. É preciso, portanto, perceber o contexto da vida em sociedade para promover a autopreservação. E isso se faz com a observação diária de nossos atos. Se houver tendências negativas, o melhor a fazer é anotar todo o comportamento autodestrutivo e, a partir daí, procurar meios de reverter a situação para o otimismo e a mudança do polo negativo para o positivo. É claro que disciplina e persistência são requisitos necessários. Mas, curiosamente, o nosso inconsciente gosta da proposta. E posso falar isso por experiência própria, de tantas situações autodestrutivas que reverti para a autopreservação.

c) a crença de que não é possível reverter algumas situações de aflição:

É muito comum não acreditarmos nos nossos potenciais e subestimar as nossas forças interiores. Muitas vezes acontece por comodismo ou preguiça. Porém, na maioria das vezes ocorre por medo do enfrentamento. Aí, podem acontecer as seguintes situações: acreditamos que somos mesmos fracos (olha a tendência autodestrutiva); negamos a realidade na tentativa de “apagar” as situações aflitivas e aliviar o fardo, o que se mostra totalmente ineficaz; ou nos conformamos com as dificuldades e tentamos nos adaptar a elas.

Adaptar a situações extremas e infelizes pode ser possível se sofrermos limitações, como uma mutilação física decorrente de um desastre de carro, por exemplo. Ainda assim, e possível ir muito mais longe que a maioria das pessoas, pois exemplos não faltam.

Na prática da autopreservação não existem limites para a superação. A exigência é somente a conexão com o inconsciente, que será a forma de encontrar soluções para os problemas. Vivi algo assim, e relato neste blog.

Acesse o link: https://otemplodosguerreiros.com/2014/05/18/a-abencoada-roma/

Minhas últimas experiências:

  1. Um escorregão:

Recentemente, mesmo com a prática diária da autopreservação, escorreguei numa folha de árvore e sofri uma queda que causou luxação escápulo-umeral (deslocamento) no ombro direito. Ciente de que ninguém tem o controle de tudo, aceitei o acidente com naturalidade. Mas como já sofri duas luxações no ombro esquerdo em competições de karatê, sabia que a recuperação poderia demorar até dois meses, com a imobilização do braço por mais ou menos trinta dias.

Conhecedor das dificuldades, a primeira providência que tomei foi acessar vídeos de ortopedistas e fisioterapeutas para conhecer a anatomia e o funcionamento do ombro. A finalidade era fazer a meditação da autopreservação para a recuperação rápida.

A visualização de músculos, tendões, ossos e como funciona o ombro era extremamente necessária, pois com tais conhecimentos, acionei o inconsciente para aliviar as limitações físicas do problema.

A técnica funcionou tão bem que no dia seguinte não usei nem mesmo a tipoia, não havia dor, hematomas ou inchaço. Preservei ao máximo os movimentos e não me descuidei do ombro em nenhum momento. Dois dias depois do tombo, arrisquei até a fazer corrida de mais de oito quilômetros, com todo o cuidado. Era a plena consciência de que eu esperava a melhora e que, portanto, deveria observar, cuidadosamente, os movimentos que poderiam agravar a situação.

No oitavo dias depois do acidente, ao fazer a revisão com o ortopedista, ele se surpreendeu quando estendi o braço direito para cumprimentá-lo. Por isso, fez uma série de exames clínicos e considerou tão boa a recuperação que receitou o início da fisioterapia, sem a imobilização do ombro. Era o início da segunda fase da minha conexão com inconsciente, para encontrar os exercícios certos. Encontrei muitos exercícios no Youtube que, somados às técnicas dos ótimos profissionais do estúdio de Pilates onde faço aulas, proporcionou um resultado extraordinário.

Em três semanas eu já me considerava recuperado, sem dores, com poucas limitações de movimentos do ombro. O inconsciente, por conseguinte, é o nosso maior aliado e se mostrou generoso comigo ao encaminhar as soluções para o problema que eu tive.

Muitos leitores que leram o texto “A conexão do sono com o inconsciente” (link no início deste texto), comentaram que também tiveram sucesso em várias ocasiões com a prática simples de estimular o inconsciente para encontrar soluções para os seus problemas.

Nunca amaldiçoei o tombo e não perdi a calma. Só achei muito estranho acontecer um escorregão em uma das melhores fases da minha vida. Afinal, se busco constantemente a autopreservação, qual teria sido o motivo do tombo? Respondo: Para dar a certeza e a dimensão do que o inconsciente é capaz de fazer para melhorar a vida do ser humano.

Só ganhei com a experiência. Saí fortalecido, com muito mais conhecimentos e maior controle do meu cérebro. Em suma, tive a incrível chance de interagir melhor com o inconsciente.

  1. O imprevisto:

Tenho o hábito de usar sempre o mesmo modelo de sapato, porque encontrei o que melhor se ajusta aos meus pés. No início do ano, ao procurar a loja para comprar um par novo e substituir o que já estava em uso e muito velho, fui surpreendido pela informação do vendedor de que aquele modelo já não era mais fabricado. Sem opções, comprei outro modelo. Mas não me adaptei ao calçado, que não era confortável.

O sapato novo veio com garantia contra defeito de fábrica, coisa que nunca dei importância, porque jamais tive problemas com a marca, cujos modelos duravam até mais de dois anos.

Curiosamente, depois de um mês, o novo sapato descolou as solas dos dois pés, no mesmo momento. Peguei a garantia e fui à loja, que solicitou 30 dias para resolver o problema.

Pacientemente, usei outros sapatos velhos que tinha e aguardei. Não fiquei irritado e, mesmo precisando de um par novo, dei o comando cerebral ao inconsciente para encontrar outro modelo, diferente do que comprei e estragou.

Qual não foi a minha surpresa ao retornar ao retornar à loja no trigésimo dia e saber que o modelo defeituoso não tinha em estoque para reposição. No caso, eu tinha a opção de escolher outro modelo e seria abatido o preço do par defeituoso.

Ao olhar ao redor para escolher outro sapato, na minha frente estava o modelo antigo, que voltou a ser fabricado e tinha chegado à loja naquele mesmo dia. Troquei o par defeituoso pelo modelo de sempre e ainda comprei um par reserva.

O meu azar foi a minha sorte. Não fosse o defeito do modelo novo, provavelmente eu ficaria mais tempo com o modelo que não me calçava bem. Eu iria procurar outras opções em outras lojas, mas nem isso foi preciso.

Atribuo aos fatos acima a minha sintonia com o inconsciente. Já perdi as contas de quantas soluções aparentemente inexplicáveis foram resolvidas por comandos que dei ao inconsciente.

Outro aspecto importante foi a minha mudança de comportamento. Aprendi que nem sempre o que acontece de ruim deve causar indignação, raiva, revolta ou sofrimento. É preciso esperar algum tempo, sempre tentando a conexão com o inconsciente, para ver se os problemas vão se resolver satisfatoriamente. Ainda assim, sofri dissabores, mas que não me causaram um décimo do desgaste que ocorria quando era mais jovem; e ainda não conhecia as técnicas de autopreservação e os magníficos recursos proporcionados pelo inconsciente.

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