Cuidado com o açúcar – mata mais que cigarro

Compartilho o texto “Açúcar, o novo cigarro”, publicado na Revista Seleções Reader’s Digest do mês de setembro/2016, páginas 124 a 131. O artigo é importantíssimo, relata pesquisas recentes e alerta sobre os malefícios causados pelo açúcar branco ao ser humano.

Antes de ler o texto da revista, sugiro refletir sobre o assunto e consultar os links a seguir:

  1. O açúcar vicia. Por esse motivo, a maioria das pessoas não se contenta em comer apenas um brigadeiro ou um pedaço de bolo de aniversário. Querem comer mais, e assim descontrolam organismo, que produzirá cada vez mais insulina com o estímulo do açúcar. Confira o que diz a médica da USP, Dra. Ana Escobar no link http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/acucar-vicia.html
  2. O açúcar aumenta a gordura, a incidência das doenças cardiovasculares, eleva os triglicérides e o colesterol. Poucos sabem que o açúcar tem relação com o aumento dos triglicérides e do colesterol. Por isso, é recomendável acessar e ler com atenção os links abaixo, porque as pesquisas são confiáveis.
  3. a) http://www.minhavida.com.br/alimentacao/noticias/11233-acucar-tambem-pode-elevar-taxas-do-colesterol
  4. b) http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/04/estudo-associa-excesso-de-acucar-aumento-do-colesterol.html
  5. O açúcar vira gordura no sangue. Açúcar refinado é veneno e ainda “rouba e/ou destrói vitaminas e minerais importantes, como o cálcio e o magnésio e as vitaminas do complexo B”. É muito pior que o açúcar cristal. Além de se transformar em gordura, o açúcar tem outros efeitos nocivos. Conheça alguns. Acesse http://www.enirvana.com.br/blog/os-males-do-excesso-de-acucar-no-organismo/.

Sugiro também a leitura do site http://www.vivaplenamente.net/os-maleficios-do-acucar/ para conhecer as 76 maneiras como o açúcar branco destrói o nosso organismo. Apesar de assustar, o texto serve como incentivo para diminuir o uso de doces e outros açucarados para que possamos viver com saúde e qualidade de vida.

Pontos importantes que negritei no texto:

  1. A única diferença”, diz ele, “é que enquanto o fumo era evitável, o açúcar atualmente é quase inevitável.”
  2. O açúcar adicionado – não o açúcar natural que existe em frutas e legumes – está em tudo. Uma das maiores fontes são bebidas como refrigerantes, energéticos e sucos. Mas um passeio pelo supermercado mostra que há açúcar adicionado nos pães, iogurtes, manteiga de amendoim, sopas, vinhos, salsichas – na verdade, a quase todos os alimentos industrializados. Uma única colher de sopa de Ketchup pode conter uma colher de chá de açúcar.
  3. Esse açúcar a mais é completamente desnecessário”.
  4. Hoje, nossa alimentação tem tanto açúcar adicionado que o sistema metabólico (que processa a energia) simplesmente não aguenta”.
  5. E o perigo para a saúde não é só a obesidade: há indícios que ligam o açúcar a doenças hepáticas, diabetes tipo 2, cardiopatias e cáries.
  6. “As pessoas não fazem ideia de quanto açúcar ingerem”.
  7. Os pais deveriam afastar-se, e aos filhos, do consumo diário de açúcar e considerá-lo um alimento para ocasiões especiais.
  8. Novas pesquisas também indicam que o açúcar, assim como o fumo, pode ser viciante.
  9. 9. “o açúcar ativa o cérebro de um modo que lembra drogas como a cocaína”. Ele acrescenta que as pessoas criam tolerância ao açúcar, como acontece com os fumantes e usuários de drogas: “Isso significa que, quanto mais açúcar se consome, menor a recompensa. O resultado: come-se mais do que nunca.
  10. Outros estudos revelam que o açúcar é viciante por ativar o circuito gerador de prazer no cérebro.
  11. Se não pararmos de envenenar o nosso organismo com açúcar, nós e nossos filhos só ficaremos mais gordos e mais doentes. E o custo será astronômico.”

 Açúcar, o novo cigarro

Por William Ecenbarger e Mary S. Aikins

Revista Seleções Reader’s Digest do mês de setembro/2016, páginas 124 a 131

Há um setor que vende um produto que faz mal à saúde do homem.

Uma geração atrás, esse era o setor fumageiro, e o produto era o cigarro. Hoje é o setor alimentício e o produto é o açúcar.

O Dr. Aseem Malhotra, 37 anos, cardiologista em Londres, Inglaterra, é um dos líderes da campanha contra o açúcar na Europa. Ele afirma que a indústria de alimentos imitou o “roteiro corporativo” da indústria fumageira para rejeitar a regulamentação.

A única diferença”, diz ele, “é que enquanto o fumo era evitável, o açúcar atualmente é quase inevitável.”

O açúcar adicionado – não o açúcar natural que existe em frutas e legumes – está em tudo. Uma das maiores fontes são bebidas como refrigerantes, energéticos e sucos. Mas um passeio pelo supermercado mostra que há açúcar adicionado nos pães, iogurtes, manteiga de amendoim, sopas, vinhos, salsichas – na verdade, a quase todos os alimentos industrializados. Uma única colher de sopa de Ketchup pode conter uma colher de chá de açúcar.

Esse “açúcar invisível” recebe muitos nomes. Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, o consumidor pode encontrar até 83 nomes diferentes para o açúcar adicionado.

Helen Bond, nutricionista da Associação Dietética Britânica, diz: “É um marketing inteligente: palavras como ‘frutose’ fazem pensar que estamos reduzindo o açúcar adicionado, mas o fato é que estamos polvilhando açúcar branco sobre a comida.”

Esse açúcar a mais é completamente desnecessário”, diz o Dr. Malhotra. “Ao contrário do que a indústria alimentícia quer que acreditemos, o organismo não precisa da energia de nenhum açúcar adicionado.”

O Dr. Robert Lustig, endocrinologista pediátrico do campus de San Francisco da Universidade da Califórnia e líder mundial da campanha contra o açúcar, observa que o consumo mundial de açúcar triplicou no último século. Mas, como a população dobrou no mesmo período, o consumo de açúcar per capta aumentou 50%.

No Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o açúcar adicionado representa 19%da ingestão total de açúcar do brasileiro. Ainda segundo o ministério, o excesso de açúcar na dieta é fator de risco para o desenvolvimento da obesidade, além de doenças como o diabetes. Mais da metade da população brasileira (53,9%) está acima do peso. Desses, 18,9% são obesos. Entre as crianças de 5 a 9 anos, um terço delas está com sobrepeso.

Hoje, nossa alimentação tem tanto açúcar adicionado que o sistema metabólico (que processa a energia) simplesmente não aguenta”, diz Lustig. “Nosso corpo faz coisas diferentes com tipos diferentes de calorias. Na quantidade ingerida hoje, a frutose (açúcar adicionado) é armazenada principalmente como gordura. Em geral, essa gordura vai para a barriga.”

E o perigo para a saúde não é só a obesidade: há indícios que ligam o açúcar a doenças hepáticas, diabetes tipo 2, cardiopatias e cáries. Ainda assim, o setor de bebidas e alimentos continua a promover o açúcar, com muita publicidade de seus produtos açucarados. Grandes quantias também são empregadas para se opor à rotulagem mais explícita do produto e combater o aumento da tributação de alimentos e bebidas açucarados.

No Reino Unido, por exemplo, o setor de alimentos e bebidas gastou, em 2014, 256 milhões de libras para promover alimentos insalubres ricos em açúcar e/ou gordura. De acordo com um relatório recente da União Americana de Cientistas Preocupados, quase 7 bilhões de dólares foram gastos no mesmo período nos EUA com a publicidade de produtos açucarados. Desses, 1,7 bilhão foi empregado especificamente para promover esses produtos junto ao público infantil.

No ano passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reafirmou a recomendação anterior de que, num parâmetro ideal, nossa ingestão de açúcar, fora aquele que existe naturalmente em frutas e legumes, não deveria exceder 10% da nossa ingestão total de energia (no Brasil, o consumo médio é de 16,3%). A OMS apresentou dados convincentes que ligam o consumo de açúcar à taxa de obesidade e, como o diabete tipo 2 está ligado a ela, também relacionou o açúcar a essa doença.

Na alimentação média, 10% da ingestão total de energia corresponderia a umas 12 de colheres de chá de açúcar por dia. Uma única lata de 330 ml de refrigerante pode conter até 10 colheres de açúcar adicionado.

“Temos provas de que manter no limite de 10% a ingestão de açúcar livre reduz o risco de sobrepeso, obesidade e cárie”, disse o Dr. Francesco Branca, diretor do Departamento de Nutrição para a Saúde e o desenvolvimento, da OMS, no comunicado em que apresentou o relatório à imprensa mundial.

O Conselho Internacional de Associações de Fabricantes de Bebidas, um grupo de pressão do setor, rejeitou o relatório da OMS e fez o seguinte comentário: “Quanto à obesidade, não há qualquer base científica para tratar o açúcar livre de forma diferente do açúcar intrínseco (não adicionado).”

O Dr. Malhotra contesta: “Isso não é verdade. É preciso levar em conta a qualidade dessas calorias. O açúcar intrínseco ocorre em alimentos que trazem outros benefícios nutricionais.”

A publicidade de alimentos açucarados continua. O sobrepeso e a obesidade em crianças e a quantidade de alimentos açucarados que elas consomem são uma preocupação específica dos profissionais da saúde. Uma medida que, segundo especialistas, pode fazer a diferença é a redução ou a suspensão da publicidade desses alimentos durante a programação infantil.

A província canadense do Quebec é líder nesse aspecto e restringe esses anúncios de junk food na TV desde 1978. Hoje, Quebec tem taxas de obesidade bem mais baixas que o resto do Canadá. Outros países que restringiram os comerciais de bebidas e flocos de milhos açucarados e outros alimentos nocivos nos horários em que as crianças assistem à TV são Noruega, Suécia, Dinamarca, México e o Reino Unido.

No entanto, uma análise constatou que, no Reino Unido, os fabricantes encontraram outras maneiras de anunciar alimentos nocivos às crianças: na internet, em merchandising durante programas populares e em videogames.

Na Europa, uma iniciativa estimulante para limitar a publicidade para crianças é o EU Pledge. Esse programa começou em 2009 para estimular o setor a atender à meta da União Europeia de reduzir a obesidade. As principais fábricas de alimentos concordaram voluntariamente em limitar a publicidade de alimentos açucarados para crianças até 12 anos. Elas não fazem comerciais de TV nem anúncios na internet para essa faixa etária e não vendem seus produtos em escolas primárias, o que representa uma mudança significativa da maneira como esses alimentos são vendidos a crianças. Desde o seu lançamento, o EU Pledge chegou a 22 companhias, alcançando mais de 80% da publicidade de alimentos e bebidas na União Europeia.

Marlene Schwartz é diretora do Centro Rudd para Políticas Alimentares e Obesidade, organização sem fins lucrativos sediada nos EUA e dedicada a encontrar soluções na pesquisa e na política para a obesidade, a má alimentação e o preconceito ligado ao peso durante a infância. Ela diz que as diretrizes do EU Pledge “não vão suficientemente longe. O ideal seria ampliá-las para crianças até 14 anos.” Outra área da publicidade de alimentos e bebidas à qual o Dr. Malhotra se opõe é a associação entre produtos e atletas, tática usada pela indústria fumageira há apenas 50 anos, quando atletas e celebridade eram contratados para endossar os cigarros. Ele questiona a permissão à Coca-Cola para patrocinar as Olimpíadas. A parceria da empresa com as Olimpíadas começou em 1928 e foi estendida até 2020. “A Coca-Cola (…) associa seus produtos ao esporte, sugerindo que não há problema em consumir suas bebidas desde que se pratiquem exercícios”, escreveu o Dr. Malhotra recentemente na revista British Journal of Sports Medicine. “Mas não dá para vencer a má alimentação com corrida.”

Os defensores da saúde pública dizem que duas abordagens bem-sucedidas na redução do hábito de fumar – educação do consumidor e tributação – são necessárias no combate ao consumo excessivo de açúcar.

E janeiro de 2014, o México criou um imposto de 10% sobre bebidas açucaradas, e sua venda caiu 12% no primeiro ano. Na França, um imposto sobre refrigerantes criado em 2012 resultou no declínio gradual do consumo. A Noruega tributa alimentos e bebidas açucarados e divulga informações há muitos anos, com bons resultados. Em março deste ano, o chanceler britânico George Osborne anunciou a criação de um imposto sobre bebidas açucaradas a ser cobrado de produtores e importadores de refrigerantes.

Embora tenha havido algum sucesso com a tributação, o setor de alimentos e bebidas continua a fazer pressão contra informar sobre o açúcar adicionado ao consumidor – mais uma vez, exatamente como fizeram as empresas fumageiras ao combaterem as tentativas do governo de pôr nas embalagens de cigarros mensagens alertando para o perigo de fumar (medida adotada também no Brasil).

Uma abordagem proposta para solucionar a questão foi pôr nos rótulos “sinais de trânsito” – círculos vermelhos, amarelos e verdes – para indicar a “salubridade” dos produtos alimentícios. Esse esquema, atualmente um programa voluntário bem-sucedido no Reino Unido foi rejeitado pela maioria dos membros do Parlamento Europeu.

“As pessoas não fazem ideia de quanto açúcar ingerem”, diz Ilaria Passarani, chefe do Departamento de Alimentação e Saúde, uma entidade com sede em Bruxelas.

Na esteira das preocupações em relação ao açúcar, a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) anunciaram recentemente que estudam um acordo para reduzir a quantidade de açúcar nos alimentos processados, semelhante ao que é feito com o sal. A primeira etapa deve começar em 2017, com análise das principais fontes de açúcar na dieta dos brasileiros.

Os indícios contra o açúcar e seus efeitos nocivos à saúde continuam a se acumular conforme os estudos são publicados. A Dra. Kimber Stanhope, bióloga nutricional da Universidade da Califórnia, completou em 2015 cinco anos de uma pesquisa que ligou o xarope de milho rico em frutose – comum nos Estados Unidos – ao aumento do risco de infarto e acidente vascular cerebral.

“Todos deviam perceber que não há perigo nenhum em reduzir a ingestão de açúcar”, diz ela, “mas há fatores de risco em continuar a comer grande quantidade enquanto aguardam mais indícios”. Os pais deveriam afastar-se, e aos filhos, do consumo diário de açúcar e considerá-lo um alimento para ocasiões especiais.

Novas pesquisas também indicam que o açúcar, assim como o fumo, pode ser viciante. Eric Stice, neurocientista do Instituto de Pesquisas do Oregon, está usando ressonâncias magnéticas do cérebro de adolescentes para mostrar que “o açúcar ativa o cérebro de um modo que lembra drogas como a cocaína”. Ele acrescenta que as pessoas criam tolerância ao açúcar, como acontece com os fumantes e usuários de drogas: “Isso significa que, quanto mais açúcar se consome, menor a recompensa. O resultado: come-se mais do que nunca.

Outros estudos revelam que o açúcar é viciante por ativar o circuito gerador de prazer no cérebro.

O que fazer para reduzir a ingestão de açúcar adicionado?

“Há um jeito fácil de resolver esse problema em casa: chama-se comida de verdade”, diz o Dr. Lustig. Alimentos não industrializados, que nós cozinhamos. Um pedaço de peixe é comida de verdade: nuggets de peixe comprados prontos, não. É assim que temos de nos alimentar e alimentar nossos filhos”.

E podemos provocar mudanças na indústria de alimentos e bebidas. “O ativismo de cidadãos comuns tirou o cigarro dos restaurantes, aviões, locais de trabalho e escolas. Temos de fazer o mesmo contra essa avalanche de açúcar em nossa alimentação”, continua o Dr. Lustig. “Se não pararmos de envenenar o nosso organismo com açúcar, nós e nossos filhos só ficaremos mais gordos e mais doentes. E o custo será astronômico.”

 

SOBREPESO NA EUROPA E NO BRASIL

Reino Unido………………….  63,4%

República Techeca……….. 63,4%

Polônia………………………… 61,1%

Espanha………………………. 60,9%

França………………………….   60,7%

Eslovênia…………………….. 60,6%

Hungria………………………..   59,6%

Noruega……………………… 58,5%

Romênia……………………..     57,6%

Bélgica………………………..     56,9%

Portugal……………………….    55,6%

Finlândia……………………… 55,2%

Alemanha…………………….   54,8%

Brasil…………………………..     52,5%

 

TERMOS USADO PARA “AÇÚCAR ADICIONADO”

– néctar de agave – melado – açúcar de beterraba – xarope de bordo – caldo de cana – sacarose, xarope de arroz – açúcar de confeiteiro – rapadura – xarope de milho – gomme – galactose – açúcar de tâmaras – dextrose – drimol – malte – xarope de arroz integral – dri sweet – adoçante de passas – lactose comestível – kona ame – sucrovert – flomalt – frutose – açúcar invertido – clintose – xarope de sorgo – xarope dourado – isoglicose – muzi amt.

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O passado está vivo em nossas mentes… E influencia os nossos atos presentes e futuros

As olimpíadas no Brasil revelaram com muita intensidade o quanto o passado dos atletas foi decisivo para os vitoriosos. Não só para aqueles que ganharam medalhas, mas também para quem se confrontou com o que já viveu e pôde superar marcas pessoais.

Todas as experiências que temos ficam registradas definitivamente no nosso cérebro. A partir daí tudo o que pensamos e fazemos é automaticamente relacionado com o passado, seja ele de sofrimento ou de alegria.

Os exemplos dos atletas ilustram bem. Muitos deles tiveram infância miserável, com pouquíssimos ou nenhum recurso financeiro. E foi exatamente o passado de sofrimentos que fez deles os vencedores dos jogos olímpicos disputados.

Em particular, uma das atletas do judô, oriunda de favela, já tinha sido derrotada e humilhada na olimpíada anterior. Pagou caro pela derrota, porque foi discriminada maneira cruel e brutal por ser negra. No Rio de Janeiro, ao disputar a medalha de ouro, lutou como se fosse um animal acuado, que não tinha opção a não ser vencer. E venceu gloriosamente, como a poucos é dada a vitória. Não fossem as inúmeras feridas do passado, o resultado poderia ser outro.

Basicamente, o comportamento dos seres humanos é forjado na infância e adolescência e pode ser enquadrado, didaticamente, como originário de três tipos de experiências: a) a de vida difícil e sofrida, com rejeição familiar ou social; b) vivências protegidas, com bons recursos materiais e proteção excessiva, caso das pessoas mimadas e superprotegidas; c) estilo de vida neutro, com recursos necessários e bom equilíbrio emocional, mas que conduzem ao comodismo.

A partir do que viveram os atletas hoje vencedores, eles poderiam escolher; ou ficar presos ao passado de miséria e se declararem vítimas num eterno lamentar; ou partir para o enfrentamento, como fizeram e arriscar tudo com bravura, mesmo sujeitando-se à derrota.

Aqueles vencedores escolheram a vida árdua de sacrifícios em nome da própria superação, e obtiveram a vitória. Entretanto, o passado de cada um deles está gravado nos seus cérebros, armazenado na memória que os levará a agir no presente e no futuro. Assim também acontece com cada um de nós.

Nunca perdemos o vínculo com o passado que vivemos. Os atletas olímpicos demonstram claramente que foi o sofrimento na pobreza que impulsionou os seus atos até a vitória. Até aí, existe uma lógica: a de que a situação desfavorável leva o ser humano a reagir para se sentir valorizado. O problema é que essas pessoas ficarão presas e escravizadas até o fim dos dias por causa das dores que sentiram, principalmente na infância e na adolescência.

Só acontecerá a libertação completa desses atletas quando olharem para o passado com distanciamento; compreenderem que foram inteligentes ao enfrentarem e vencerem os obstáculos; e também quando se acostumarem com naturalidade à realidade de vencedores. Ainda assim, o presente se tornará passado e, invariavelmente, irá marcar o cérebro deles na tomada de decisões futuras.

No outro extremo, existem pessoas pobres e igualmente sofridas, que viveram as mesmas dificuldades dos esportistas. Porém, diferentemente, a grande maioria opta por ser considerada vítima da pobreza. A justificativa para não agirem é sempre a miséria e a falta de oportunidades. Esquecem-se de que os caminhos são construídos com dedicação, que as portas se abrem para aqueles que se sacrificam, ainda que a custo de fome e exploração. A revolta desses seres humanos, não raro, leva muitos a praticar crimes. Assim, são banidos da vida social por meio de prisão.

E aqueles que são criados com todos os confortos, mimos, e, principalmente, nunca têm contrariados os seus interesses, quando são postos diante dos desafios, quase não se dedicam a vencê-los, porque pais e parentes fazem o que não deveriam, ao ampará-los sempre. Crescem assim: imaturos, egoístas, insensíveis e dados a explosões de ira, porque não foram preparados para lidar com as frustrações.

Pobres das criaturas mimadas, porque o passado delas imporá derrotas na sociedade quando não puderem contar mais com o pai ou a mãe.

Os humanos que têm vida confortável, sem carências ou benesses, na infância e adolescência, isto é, estão no meio termo entre a miséria e a fartura, também costumam não se destacar, porque vivem na constante falta de ânimo para qualquer ação. Dessa forma, contentam-se com pouco e levam vida indolente.

É nesse ponto que todos devemos refletir o quanto sofremos influência do nosso passado e procurar entender o impacto dessa influência no comportamento presente. Meditações simples, com o olhar sem crítica para o que vivemos, estabelecendo a relação entre passado e presente, pode ser boa solução para evitarmos sofrimentos.

Impressiona a quantidade de pessoas doentes que sempre estabelecem o vínculo com o passado. Alguns se perguntam: “Onde errei para sofrer tanto hoje?” “Será que fiz algo para merecer esta desgraça que me causa dores?”

As indagações somente serão valiosas se houver propostas de desapego do passado. Caso contrário, remoer o que foi vivido só poderá aumentar a agonia presente. Portanto, o passado, por ser imutável, nos dá as possibilidades de revolucionar o presente e o futuro, ou nos deixar estáticos, sem a ação para romper com os laços pretéritos vividos.

Friedrich Nietzsche dizia que o ser humano é um animal capaz de ser racional, mas muito raramente age com racionalidade. Confrontar o nosso passado com o presente, com propostas otimistas de vencer os vínculos que nos escravizam a ele, é um exercício de inteligência, porque fatalmente nos levará a ter controle sobre as emoções negativas. É nessa situação que Nietzsche dá a medida de parte da racionalidade: a de evoluir sem as amarras do passado angustiante; ou, no polo oposto, evoluir com as alegrias vividas em outros tempos.

A ponte segura para o presente e o futuro feliz passa, necessariamente, pelos enfrentamentos pessoais e decisões certas, ponderadas. Somos animais com possibilidade de ser racionais, como dizia o filósofo. Então, não devemos renunciar a esse privilégio. Usemos o cérebro a nosso favor, como os atletas olímpicos, a transformar o nosso passado em felicidade.

Cura espiritual, fé e forças interiores do ser humano

Cura e cirurgias espirituais estão em evidência nos últimos anos. O tema tem sido cada vez mais comentado, publicados textos e artigos na imprensa. Além disso, existem centenas, talvez milhares de relatos de pessoas que se dizem curadas de doenças graves, como o câncer, atribuídas a esses fenômenos espirituais.

Não basta acreditar que a cirurgia espiritual, muitas vezes realizada a milhares de quilômetros, curou alguém, definitivamente, de alguma enfermidade física grave. As pessoas querem ouvir as experiências bem sucedidas. E os relatos existem em abundância.

Fechado o ciclo das práticas espirituais com os depoimentos, cria-se uma onda energética que faz com que cada vez mais pessoas procurem os mestres e conselheiros espirituais que fazem tais cirurgias. Assim, torna-se crença e, às vezes até mito.

De igual maneira, os milagres também são relatados por incontáveis praticantes de diversas religiões. São tantos que, ao longo dos últimos cem anos, devem chegar aos milhões.

O ser humano tem comportamento curioso. É comum procurar especialistas espirituais na tentativa de aliviar as suas dores, sejam elas físicas, espirituais ou mentais. Muitas vezes dá certo. Outras tantas vezes, talvez em proporção imensamente maior que o sucesso, não dá certo. Mas nesses casos, os relatos normalmente são ocultados.

Nas duas situações, das cirurgias espirituais que dão certo e milagres, o que move mesmo as pessoas é a fé. Esta, sim, é o combustível da esperança de que o problema será resolvido. Para alguns, a fé é a energia que provoca a cura, ou o alívio da dor que atormenta e até escraviza.

Todas as soluções ao alcance devem ser tentadas. Mas alguns cuidados são imprescindíveis. Comento alguns:

  1. As pessoas nunca devem acreditar cegamente que as possibilidades espirituais serão suficientes. É preciso ter fé, mas procurar soluções na medicina convencional e integrativa todos os minutos.

Conheço inúmeros casos de pessoas que depositaram confiança excessiva em um líder espiritual, ao qual são atribuídas curas espirituais ou milagres. Nessa situação, quem está frágil decide acreditar que a força que vem de fora será suficiente para resolver a sua enfermidade ou tormento. Quem age assim renuncia às próprias forças interiores.

Nunca devemos depositar total confiança apenas nos grandes mestres, porque temos muito a fazer por nós mesmos. Acredite no líder, mas diariamente procure uma solução própria para os problemas que surgem de repente. Em nosso interior, temos forças exclusivamente nossas, que nunca fazemos uso.

Descubra ou dedique-se a descobrir, com afinco, os pontos energéticos guardados dentro do próprio corpo. É um exercício interessante de autoconhecimento. Observe as reações do organismo, tente dominar a dor intensa quando ocorrer e nunca desista.

Quem se dedica ao enfrentamento do medo e das inseguranças sempre evolui e fica mais próximo de Deus. É nesse ponto que os guias espirituais, como os sacerdotes e outros produzem os melhores resultados. Ou seja, quando aliamos determinação interior de vencer às forças exteriores, somos praticamente invencíveis.

  1. Devemos ter plena consciência de que temos muito poder recebido do Criador. Porém, a sociedade nos impõe limitações que nos deixam vulneráveis diante dos problemas. Só nos sentimos amparados se existem correntes de pessoas que deem aquela energia que imaginamos que elas têm. Não funciona assim. É preciso conectar nossas energias à dos amigos e familiares que nos acompanham nas caminhadas espinhosas.

Energias mentais são como a eletricidade, que não pode ser vista, mas sentida. Os caminhos são infinitos e essa é a grande bênção: poder escolher o que desejamos. É preciso, entretanto, descobrir o caminho, a estrada que conduzirá ao alívio dos sofrimentos. Paciência e fé são ingredientes indispensáveis.

Posso dizer por experiência própria que vivi o que relato acima. Ao enfrentar o linfoma que me afligia, mantive a fé e a esperança, mas dei muito valor a Deus, por quem procurei diretamente, sem intermediários espirituais. Por mais que pessoas bem intencionadas me aconselhassem a procurar guias espirituais, procurei o meu próprio caminho.

A jornada que vivi foi extraordinária. Aprendi a me conhecer, descobri as forças ocultas de que necessitava. Cada dia fazia descobertas novas que, somadas, fizeram com que manipulasse a minha própria energia.

Sofri fadigas, mas sempre acreditei que iria superá-las e isso aconteceu inúmeras vezes.

O mais importante foi o valor quase absoluto que dei à medicina e à ciência. Passei a pesquisar reações e efeitos dos medicamentos. O duplo objetivo, o espiritual e o de incorporar os medicamentos com eficácia no meu corpo foram suficientes para ter sucesso.

No momento que mais precisei de Deus, Ele se fez presente e guiava as minhas decisões para o acerto. Foi assim que fui abençoado com a cura.

Este texto é tentativa que faço para que as pessoas deixem de tomar decisões erradas quando têm doenças graves. Tenho visto muita gente renunciar às próprias forças para colocar todas esperanças em mãos alheias e usarem alimentos, como chás, ervas e produtos químicos que não irão curar.

As minhas experiências, em detalhes, estão relatadas no meu livro O Templo dos Guerreiros.

Finalizo, citando a bela lição de Madre Teresa de Calcutá:

Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo.
Não viva de fotografias amareladas…
Continue, quando todos esperam que desistas.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você.
Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.

Mas nunca se detenha.

Fosfoetanolamina – não acredite só nessa droga

Não tenho diploma de médico nem conhecimentos profundos sobre o câncer. Mas fui vítima de linfoma não Hodgkin difuso de grandes células B, grau 2 (mediastino e pescoço) e vivi o tormento pelo qual as pessoas passam ao deparar com todo o tipo de câncer. Por isso, pela terceira vez neste blog apelo aos doentes e seus parentes para que amem a vida e não acreditem que somente a fosfoetanolamina irá salvar vidas. Essa droga, ainda reprovada pelos cientistas e médicos, quando usada isoladamente, sem o tratamento convencional de quimioterapia e radioterapia, pode provocar a perda de muitas vidas.

A esperança na cura do câncer provoca efeitos devastadores na sociedade. A onda provocada pela descoberta da enfermidade é imensa, e atinge dezenas de pessoas que sofrem ao mesmo tempo, a começar pelos pais filhos, irmãos, primos, tios e em outros graus de parentesco e afins. Chega a chocar e causar sofrimento em amigos, colegas de trabalho, de sala de aula, companheiros de práticas esportivas… Há muita solidariedade com o doente, pois todos tentam ajudar, mesmo sem conhecer quase nada sobre a doença. Isso representa sério risco de perda de vidas.

Perdi as contas de quanta gente indicou soluções milagrosas para que eu me curasse. Recebi grande número de mensagens recomendando práticas e uso dos mais esquisitos e impensáveis recursos. Até tive simpatia pelo uso do suco de graviola, que me trouxe algum alívio.

A questão é que apostei sempre na medicina e nas recomendações médicas. Fiz oito sessões de quimioterapia e vinte sessões de radioterapia, além de práticas integrativas, baseadas em meditações e técnicas de otimismo, que me proporcionaram melhor qualidade de vida durante o tratamento.

Para minha tristeza, vi muitas pessoas sucumbirem ao deixar o tratamento convencional para usar “porcarias”, como cito neste blog, no texto “Muito cuidado com Avelós, babosa, bicarbonato, folha de mandioca, graviola e folhas, fosfoetanolamina…” acesse:

https://otemplodosguerreiros.wordpress.com/2015/01/08/muito-cuidado-com-avelos-babosa-bicarbonato-folha-de-mandioca-graviola-e-folhas/

Infelizmente, o modismo atual é a fosfoetanolamina, cuja liberação para uso foi fruto de ações irresponsáveis do Poder Público, que editou até lei, em vigência, autorizando o uso mediante certas condições. É uma pena, porque irá induzir muitos doentes ao tratamento com esperanças não realistas de cura.

Posso afirmar categoricamente que a liberação da droga foi irresponsável pelos seguintes motivos:

  1. A fosfoetanolamina não passou nos testes iniciais para ser aprovada como remédio. Basta conferir em vários sites na internet e nos links:
  2. a) http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/03/fosfoetanolamina-testes-iniciais-apontam-baixo-potencial-contra-tumor.html
  3. b) http://carlosorsi.blogspot.com.br/2016/03/primeiros-testes-fosfo-da-usp-nao.html
  4. O Conselho Federal de Medicina (CFM), apesar da lei aprovada, não recomenda a incorporação da fosfoetanolamina na relação de medicamentos de combate ao câncer. Confira: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=26100:2016-04-14-19-57-54&catid=3
  5. Vários médicos, como o Dr. Dráuzio Varella, se manifestam contra o uso da droga. Acesse o vídeo no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=LPnVqs0_0Z0.
  6. Diante do fracasso nos testes iniciais da fosfoetanolamina como medicamento já é cogitada a venda da droga como suplemento alimentar. Porém, já existem comentários na internet alegando que ela já é usada em outros países como suplemento de cálcio. É preciso averiguar, todavia, a veracidade das informações. Um bom ponto de partida é o acesso ao link https://www.facebook.com/drgvilela/posts/1085668321452323:0.
  7. Não devemos acreditar nas várias possíveis curas atribuídas a fosfoetanolamina e relatadas amplamente nos meios de comunicação e internet. Para comprovar a eficácia deveriam ser estudados cientificamente os casos anunciados. Só então alguma comprovação formal teria valor para aplicação aos demais casos. Atualmente, não existe tal comprovação.
  8. Finalmente, não há um remédio milagroso que cure todos os tipos de câncer. Só o tipo de linfoma que tive, não Hodgkin, possui mais de 20 subtipos, como informa o Instituto Nacional de Câncer, do Ministério da Saúde. Confira em http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=457

Diante do câncer as fragilidades humanas se manifestam intensamente. O melhor a fazer é acreditar nos médicos e na medicina convencional. Fazer experiências com tratamentos alternativos, ditos milagrosos, é correr riscos sérios, que poderão causar mais que tristeza ao deixar órfãos desamparados, pais sem filhos…

Uma missão a cumprir

Qual é a nossa missão nesta vida?

Por que algumas coisas dão certo e outras dão errado?

Todos nós temos experiências boas e ruins, como se existisse equilíbrio entre elas. Se formos analisar, parece proporcional em nossa existência o número de experiências boas e ruins.

É possível até que o misto do que é bom e ruim tenha o propósito de nos enriquecer com experiências e nos tornar seres humanos menos incompletos.

É pensamento comum na sociedade de que quase sempre o nosso amadurecimento intelectual, emocional e espiritual é forjado nas dificuldades.

Das experiências boas raramente tiramos ensinamentos. Talvez isso seja cultural, porque nem sempre nos dedicamos a descobrir com maior profundidade a causa da felicidade.

Alguns dirão enfaticamente: “tivemos bons momentos porque lutamos para que isso acontecesse. Fomos dedicados à nossa realização, como estudar para obter um bom emprego e, assim, ter um bom padrão de vida. Há, então, a relação de causa, o esforço; e efeito, a felicidade”.

Pessoas que se dedicam à reflexão, porém, encontram motivos além da relação de causa e efeito para aprender com os momentos bons, principalmente se elas não contribuíram conscientemente para os fatos bons.

Sem dúvida, muito escapa do nosso entendimento quando tudo dá certo sem nos esforçarmos para isso, como na experiência relatada acima: de pessoas certas nos lugares certos.

Einstein dizia que “Deus não joga dados com o universo”, isto é, não faz nada que seja “por acaso” ou pura coincidência. Existe sempre um sentido em tudo o que acontece. É preciso, portanto, tentar compreender e tirar lições dos fatos bons para os quais não contribuímos para que acontecessem.

Há muito a desvendar nos momentos felizes. Não podemos nos limitar a achar que a relação é de causa e efeito, porque tudo no universo está intimamente ligado.

Quantas vezes, em momentos difíceis surgem pessoas desconhecidas e nos ajudam? Quase todos nós, se puxarmos pela memória, iremos nos lembrar de fatos assim.

Todas as vezes que somos ajudados iniciamos uma sequência solidária. Em algum momento futuro seremos melhores e úteis para alguém. Por isso, é sempre importante tentar descobrir por que somos felizes em determinadas situações.

O aprendizado é muito importante em todos os acontecimentos. Descobriremos mais a nosso respeito se refletirmos sobre tudo o que acontece, seja de bom ou rim.

De quebra, pessoas otimistas costumam ser mais felizes que as pessimistas. Elas atraem mais felicidade e são mais construtivas.

Nosso livre arbítrio nos deixa espaço para melhorarmos o que pudermos. Se pensarmos que podemos evoluir, é certo que a evolução acontecerá.

De maneira contrária, se nos dispusermos a ter uma vida desregrada, com hábitos poucos saudáveis, como fumar e beber em excesso, nossa saúde será debilitada e a possibilidade de doenças aumenta.

É no espaço entre a missão que Deus nos incumbiu e o nosso livre arbítrio que os fenômenos das “felizes ou infelizes” coincidências acontecem. Tudo isso está englobado pela missão individual de cada um de nós neste mundo.

Observar e analisar cada fato, isoladamente e no conjunto de nossa vida, é muito importante. Dessa maneira, ficará mais fácil identificar a nossa missão, para cumpri-la com dedicação.

É impressionante como a missão dos homens vai sendo definida ao longo da própria existência.

Na infância, é raro que alguém tenha a definição do que fará na vida adulta, de como viverá e com o que contribuirá para a humanidade. Mas todos, até mesmo o mais cruel dos bandidos, tem a sua missão.

O que mais intriga é a infinidade de missões humanas, as quais se encaixam como peças de quebra-cabeça na história da humanidade. Mas não podemos pensar em missões só no sentido amplo.

O máximo que está ao nosso alcance é refletir sobre a nossa própria existência e sobre o que podemos compreender da vida para melhorar este mundo.

É óbvio que a nossa missão pessoal se entrelaça com a missão de outras pessoas. O necessário é ter a disciplina e a disposição para praticar o bem, embora nem sempre consigamos ser bons sempre.

A intrigante natureza humana não tem a plena consciência do que fará no futuro. Seguimos por imitação uma rota traçada pela sociedade.

Aos poucos, procuramos nos moldar para ser felizes, pois, em última análise, a felicidade é o objetivo de todos nós.

Minha vida seguia curso semelhante ao de bilhões de pessoas, até ser sacudida com a notícia do câncer.

Só me preocupei com a minha missão a partir da descoberta da doença.

Continuarei a publicar outros tópicos do livro nos próximos posts.