Cura espiritual, fé e forças interiores do ser humano

Cura e cirurgias espirituais estão em evidência nos últimos anos. O tema tem sido cada vez mais comentado, publicados textos e artigos na imprensa. Além disso, existem centenas, talvez milhares de relatos de pessoas que se dizem curadas de doenças graves, como o câncer, atribuídas a esses fenômenos espirituais.

Não basta acreditar que a cirurgia espiritual, muitas vezes realizada a milhares de quilômetros, curou alguém, definitivamente, de alguma enfermidade física grave. As pessoas querem ouvir as experiências bem sucedidas. E os relatos existem em abundância.

Fechado o ciclo das práticas espirituais com os depoimentos, cria-se uma onda energética que faz com que cada vez mais pessoas procurem os mestres e conselheiros espirituais que fazem tais cirurgias. Assim, torna-se crença e, às vezes até mito.

De igual maneira, os milagres também são relatados por incontáveis praticantes de diversas religiões. São tantos que, ao longo dos últimos cem anos, devem chegar aos milhões.

O ser humano tem comportamento curioso. É comum procurar especialistas espirituais na tentativa de aliviar as suas dores, sejam elas físicas, espirituais ou mentais. Muitas vezes dá certo. Outras tantas vezes, talvez em proporção imensamente maior que o sucesso, não dá certo. Mas nesses casos, os relatos normalmente são ocultados.

Nas duas situações, das cirurgias espirituais que dão certo e milagres, o que move mesmo as pessoas é a fé. Esta, sim, é o combustível da esperança de que o problema será resolvido. Para alguns, a fé é a energia que provoca a cura, ou o alívio da dor que atormenta e até escraviza.

Todas as soluções ao alcance devem ser tentadas. Mas alguns cuidados são imprescindíveis. Comento alguns:

  1. As pessoas nunca devem acreditar cegamente que as possibilidades espirituais serão suficientes. É preciso ter fé, mas procurar soluções na medicina convencional e integrativa todos os minutos.

Conheço inúmeros casos de pessoas que depositaram confiança excessiva em um líder espiritual, ao qual são atribuídas curas espirituais ou milagres. Nessa situação, quem está frágil decide acreditar que a força que vem de fora será suficiente para resolver a sua enfermidade ou tormento. Quem age assim renuncia às próprias forças interiores.

Nunca devemos depositar total confiança apenas nos grandes mestres, porque temos muito a fazer por nós mesmos. Acredite no líder, mas diariamente procure uma solução própria para os problemas que surgem de repente. Em nosso interior, temos forças exclusivamente nossas, que nunca fazemos uso.

Descubra ou dedique-se a descobrir, com afinco, os pontos energéticos guardados dentro do próprio corpo. É um exercício interessante de autoconhecimento. Observe as reações do organismo, tente dominar a dor intensa quando ocorrer e nunca desista.

Quem se dedica ao enfrentamento do medo e das inseguranças sempre evolui e fica mais próximo de Deus. É nesse ponto que os guias espirituais, como os sacerdotes e outros produzem os melhores resultados. Ou seja, quando aliamos determinação interior de vencer às forças exteriores, somos praticamente invencíveis.

  1. Devemos ter plena consciência de que temos muito poder recebido do Criador. Porém, a sociedade nos impõe limitações que nos deixam vulneráveis diante dos problemas. Só nos sentimos amparados se existem correntes de pessoas que deem aquela energia que imaginamos que elas têm. Não funciona assim. É preciso conectar nossas energias à dos amigos e familiares que nos acompanham nas caminhadas espinhosas.

Energias mentais são como a eletricidade, que não pode ser vista, mas sentida. Os caminhos são infinitos e essa é a grande bênção: poder escolher o que desejamos. É preciso, entretanto, descobrir o caminho, a estrada que conduzirá ao alívio dos sofrimentos. Paciência e fé são ingredientes indispensáveis.

Posso dizer por experiência própria que vivi o que relato acima. Ao enfrentar o linfoma que me afligia, mantive a fé e a esperança, mas dei muito valor a Deus, por quem procurei diretamente, sem intermediários espirituais. Por mais que pessoas bem intencionadas me aconselhassem a procurar guias espirituais, procurei o meu próprio caminho.

A jornada que vivi foi extraordinária. Aprendi a me conhecer, descobri as forças ocultas de que necessitava. Cada dia fazia descobertas novas que, somadas, fizeram com que manipulasse a minha própria energia.

Sofri fadigas, mas sempre acreditei que iria superá-las e isso aconteceu inúmeras vezes.

O mais importante foi o valor quase absoluto que dei à medicina e à ciência. Passei a pesquisar reações e efeitos dos medicamentos. O duplo objetivo, o espiritual e o de incorporar os medicamentos com eficácia no meu corpo foram suficientes para ter sucesso.

No momento que mais precisei de Deus, Ele se fez presente e guiava as minhas decisões para o acerto. Foi assim que fui abençoado com a cura.

Este texto é tentativa que faço para que as pessoas deixem de tomar decisões erradas quando têm doenças graves. Tenho visto muita gente renunciar às próprias forças para colocar todas esperanças em mãos alheias e usarem alimentos, como chás, ervas e produtos químicos que não irão curar.

As minhas experiências, em detalhes, estão relatadas no meu livro O Templo dos Guerreiros.

Finalizo, citando a bela lição de Madre Teresa de Calcutá:

Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo.
Não viva de fotografias amareladas…
Continue, quando todos esperam que desistas.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você.
Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.

Mas nunca se detenha.

Anúncios

Fosfoetanolamina – não acredite só nessa droga

Não tenho diploma de médico nem conhecimentos profundos sobre o câncer. Mas fui vítima de linfoma não Hodgkin difuso de grandes células B, grau 2 (mediastino e pescoço) e vivi o tormento pelo qual as pessoas passam ao deparar com todo o tipo de câncer. Por isso, pela terceira vez neste blog apelo aos doentes e seus parentes para que amem a vida e não acreditem que somente a fosfoetanolamina irá salvar vidas. Essa droga, ainda reprovada pelos cientistas e médicos, quando usada isoladamente, sem o tratamento convencional de quimioterapia e radioterapia, pode provocar a perda de muitas vidas.

A esperança na cura do câncer provoca efeitos devastadores na sociedade. A onda provocada pela descoberta da enfermidade é imensa, e atinge dezenas de pessoas que sofrem ao mesmo tempo, a começar pelos pais filhos, irmãos, primos, tios e em outros graus de parentesco e afins. Chega a chocar e causar sofrimento em amigos, colegas de trabalho, de sala de aula, companheiros de práticas esportivas… Há muita solidariedade com o doente, pois todos tentam ajudar, mesmo sem conhecer quase nada sobre a doença. Isso representa sério risco de perda de vidas.

Perdi as contas de quanta gente indicou soluções milagrosas para que eu me curasse. Recebi grande número de mensagens recomendando práticas e uso dos mais esquisitos e impensáveis recursos. Até tive simpatia pelo uso do suco de graviola, que me trouxe algum alívio.

A questão é que apostei sempre na medicina e nas recomendações médicas. Fiz oito sessões de quimioterapia e vinte sessões de radioterapia, além de práticas integrativas, baseadas em meditações e técnicas de otimismo, que me proporcionaram melhor qualidade de vida durante o tratamento.

Para minha tristeza, vi muitas pessoas sucumbirem ao deixar o tratamento convencional para usar “porcarias”, como cito neste blog, no texto “Muito cuidado com Avelós, babosa, bicarbonato, folha de mandioca, graviola e folhas, fosfoetanolamina…” acesse:

https://otemplodosguerreiros.wordpress.com/2015/01/08/muito-cuidado-com-avelos-babosa-bicarbonato-folha-de-mandioca-graviola-e-folhas/

Infelizmente, o modismo atual é a fosfoetanolamina, cuja liberação para uso foi fruto de ações irresponsáveis do Poder Público, que editou até lei, em vigência, autorizando o uso mediante certas condições. É uma pena, porque irá induzir muitos doentes ao tratamento com esperanças não realistas de cura.

Posso afirmar categoricamente que a liberação da droga foi irresponsável pelos seguintes motivos:

  1. A fosfoetanolamina não passou nos testes iniciais para ser aprovada como remédio. Basta conferir em vários sites na internet e nos links:
  2. a) http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/03/fosfoetanolamina-testes-iniciais-apontam-baixo-potencial-contra-tumor.html
  3. b) http://carlosorsi.blogspot.com.br/2016/03/primeiros-testes-fosfo-da-usp-nao.html
  4. O Conselho Federal de Medicina (CFM), apesar da lei aprovada, não recomenda a incorporação da fosfoetanolamina na relação de medicamentos de combate ao câncer. Confira: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=26100:2016-04-14-19-57-54&catid=3
  5. Vários médicos, como o Dr. Dráuzio Varella, se manifestam contra o uso da droga. Acesse o vídeo no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=LPnVqs0_0Z0.
  6. Diante do fracasso nos testes iniciais da fosfoetanolamina como medicamento já é cogitada a venda da droga como suplemento alimentar. Porém, já existem comentários na internet alegando que ela já é usada em outros países como suplemento de cálcio. É preciso averiguar, todavia, a veracidade das informações. Um bom ponto de partida é o acesso ao link https://www.facebook.com/drgvilela/posts/1085668321452323:0.
  7. Não devemos acreditar nas várias possíveis curas atribuídas a fosfoetanolamina e relatadas amplamente nos meios de comunicação e internet. Para comprovar a eficácia deveriam ser estudados cientificamente os casos anunciados. Só então alguma comprovação formal teria valor para aplicação aos demais casos. Atualmente, não existe tal comprovação.
  8. Finalmente, não há um remédio milagroso que cure todos os tipos de câncer. Só o tipo de linfoma que tive, não Hodgkin, possui mais de 20 subtipos, como informa o Instituto Nacional de Câncer, do Ministério da Saúde. Confira em http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=457

Diante do câncer as fragilidades humanas se manifestam intensamente. O melhor a fazer é acreditar nos médicos e na medicina convencional. Fazer experiências com tratamentos alternativos, ditos milagrosos, é correr riscos sérios, que poderão causar mais que tristeza ao deixar órfãos desamparados, pais sem filhos…

Uma missão a cumprir

Qual é a nossa missão nesta vida?

Por que algumas coisas dão certo e outras dão errado?

Todos nós temos experiências boas e ruins, como se existisse equilíbrio entre elas. Se formos analisar, parece proporcional em nossa existência o número de experiências boas e ruins.

É possível até que o misto do que é bom e ruim tenha o propósito de nos enriquecer com experiências e nos tornar seres humanos menos incompletos.

É pensamento comum na sociedade de que quase sempre o nosso amadurecimento intelectual, emocional e espiritual é forjado nas dificuldades.

Das experiências boas raramente tiramos ensinamentos. Talvez isso seja cultural, porque nem sempre nos dedicamos a descobrir com maior profundidade a causa da felicidade.

Alguns dirão enfaticamente: “tivemos bons momentos porque lutamos para que isso acontecesse. Fomos dedicados à nossa realização, como estudar para obter um bom emprego e, assim, ter um bom padrão de vida. Há, então, a relação de causa, o esforço; e efeito, a felicidade”.

Pessoas que se dedicam à reflexão, porém, encontram motivos além da relação de causa e efeito para aprender com os momentos bons, principalmente se elas não contribuíram conscientemente para os fatos bons.

Sem dúvida, muito escapa do nosso entendimento quando tudo dá certo sem nos esforçarmos para isso, como na experiência relatada acima: de pessoas certas nos lugares certos.

Einstein dizia que “Deus não joga dados com o universo”, isto é, não faz nada que seja “por acaso” ou pura coincidência. Existe sempre um sentido em tudo o que acontece. É preciso, portanto, tentar compreender e tirar lições dos fatos bons para os quais não contribuímos para que acontecessem.

Há muito a desvendar nos momentos felizes. Não podemos nos limitar a achar que a relação é de causa e efeito, porque tudo no universo está intimamente ligado.

Quantas vezes, em momentos difíceis surgem pessoas desconhecidas e nos ajudam? Quase todos nós, se puxarmos pela memória, iremos nos lembrar de fatos assim.

Todas as vezes que somos ajudados iniciamos uma sequência solidária. Em algum momento futuro seremos melhores e úteis para alguém. Por isso, é sempre importante tentar descobrir por que somos felizes em determinadas situações.

O aprendizado é muito importante em todos os acontecimentos. Descobriremos mais a nosso respeito se refletirmos sobre tudo o que acontece, seja de bom ou rim.

De quebra, pessoas otimistas costumam ser mais felizes que as pessimistas. Elas atraem mais felicidade e são mais construtivas.

Nosso livre arbítrio nos deixa espaço para melhorarmos o que pudermos. Se pensarmos que podemos evoluir, é certo que a evolução acontecerá.

De maneira contrária, se nos dispusermos a ter uma vida desregrada, com hábitos poucos saudáveis, como fumar e beber em excesso, nossa saúde será debilitada e a possibilidade de doenças aumenta.

É no espaço entre a missão que Deus nos incumbiu e o nosso livre arbítrio que os fenômenos das “felizes ou infelizes” coincidências acontecem. Tudo isso está englobado pela missão individual de cada um de nós neste mundo.

Observar e analisar cada fato, isoladamente e no conjunto de nossa vida, é muito importante. Dessa maneira, ficará mais fácil identificar a nossa missão, para cumpri-la com dedicação.

É impressionante como a missão dos homens vai sendo definida ao longo da própria existência.

Na infância, é raro que alguém tenha a definição do que fará na vida adulta, de como viverá e com o que contribuirá para a humanidade. Mas todos, até mesmo o mais cruel dos bandidos, tem a sua missão.

O que mais intriga é a infinidade de missões humanas, as quais se encaixam como peças de quebra-cabeça na história da humanidade. Mas não podemos pensar em missões só no sentido amplo.

O máximo que está ao nosso alcance é refletir sobre a nossa própria existência e sobre o que podemos compreender da vida para melhorar este mundo.

É óbvio que a nossa missão pessoal se entrelaça com a missão de outras pessoas. O necessário é ter a disciplina e a disposição para praticar o bem, embora nem sempre consigamos ser bons sempre.

A intrigante natureza humana não tem a plena consciência do que fará no futuro. Seguimos por imitação uma rota traçada pela sociedade.

Aos poucos, procuramos nos moldar para ser felizes, pois, em última análise, a felicidade é o objetivo de todos nós.

Minha vida seguia curso semelhante ao de bilhões de pessoas, até ser sacudida com a notícia do câncer.

Só me preocupei com a minha missão a partir da descoberta da doença.

Continuarei a publicar outros tópicos do livro nos próximos posts.

Como ter sorte

Em julho de 2014 publiquei neste blog o texto Espere o melhor que terá o melhor. Coincidentemente, a revista Seleções Reader’s Digest publicou texto com citações científicas que, de certa forma, confirmam o texto que escrevi. Destaquei em negrito os pontos que acho importantes. Confira abaixo.

Como ter sorte

Revista Seleções Reader’s Digest – fevereiro 2016 – páginas 64 a 67

Por Kate Rockwood DE HEALT.COM

 A sorte não é um jogo de azar. Os especialistas identificaram quatro hábitos que podem nos pôr a caminho da fortuna.

Quando se mudou para Chigaco, Anna Z. entrou em um grupo de falantes de árabe. “Adoro coisas novas”, explica ela. “Vi o grupo e pensei: por que não?” E foi também um golpe de sorte: o organizador passou a infância em Fez, no Marrocos, onde Anna morava quando aprendeu o idioma. Hoje, estão casados e têm um filhinho.

Algumas pessoas diriam que o destino levou Anna ao futuro marido. Mas a abertura de Anna às estranhas possibilidades da vida a pôs no lugar certo na hora certa. A sorte não é uma força misteriosa. “Em grande medida, somos responsáveis por boa parte da sorte que temos”, diz o Dr. Richard Wiseman, professor de psicologia e autor do livro O fator sorte. Eis algumas características que separam os afortunados dos que se acham azarados.

  1. ESPERE COISAS BOAS

Quando se sentem sortudas, as pessoas viram a balança do acaso a seu favor. “Esse tipo de expectativa provoca a concretização do que se espera”, diz Wiseman. Pesquisadores da Universidade de Nova York descobriram que os alunos que acreditavam que conseguiriam um encontro tinham possibilidade muito maior de conquistar seu objeto de desejo.

Explicação simples: autoafirmação. Quem acredita que vai se dar bem fica mais motivado. Sentir-se com sorte pode até ajudar a ganhar um prêmio num evento de caridade: quanto maior o otimismo, maior a probabilidade de comprar mais rifas. Não tem talento natural para Poliana? Amuletos ajudam a aumentar a confiança. Num estudo alemão de 2010, supersticiosos participaram de um jogo de memória; quem usava talismã teve pontuação mais alta do que os outros.

  1. SORTE NO NAMORO

Pessoas sortudas cultivam muitos amigos e conhecidos. Num estudo, Wiseman mostrou uma lista de sobrenomes aos participantes e lhes pediu que dissessem se tinham relações de amizade com pelo menos uma pessoa de cada sobrenome. Dos que se consideravam sortudos, quase 50% marcaram oito nomes ou mais. Somente 25% dos azarados conseguiram isso. “Os sortudos conversam com muito mais gente, atraem outros e mantêm contato”, explica Wiseman. “Esses hábitos resultam numa ‘rede de sorte’ que cria potencial para ligações favoráveis”.

A Dra. Colleen Seifert, cientista cognitiva da Universidade de Michigan, aconselha a sair da rotina: vá a uma confeitaria, ajude a levantar recursos para uma campanha, faça aulas de mergulho. “Jogar um pouco de caos na vida nos deixa abertos a encontros ocasionais”, diz ela. Talvez aquela pessoa seja sua alma gêmea, seu sócio nos negócios ou alguém com quem você vai bater um papinho de cinco minutos e nunca mais verá. A meta é se manter aberto a possibilidades.

  1. PROCURE O LADO BOM

Achar o valor do azar ajuda o cérebro a processar as situações de outra maneira, segundo Tania Luna, uma das autoras do livro Surprise: Embrace the Unpredictable and Engenieer the Unexpextade (Surpresa: abrace o imprevisível e construa o inesperado), Luna mostrou a crianças imagens emocionalmente intensas, como um menino chorando, enquanto media a atividade cerebral delas. Depois, mostrou novamente as imagens com uma explicação tranqüilizadora, como: “Esse menino acabou de reencontrar a mãe.” O cérebro dos participantes apresentou uma queda drástica da atividade da amígdala, que processa o medo. Pessoas de sorte também são capazes de transformar a pedra no caminho em evento positivo, o que as ajuda a continuar correndo riscos. Enfrente seu próximo revés com as seguintes perguntas: o que aprendi? O que quero agora? Como conseguir?

  1. CONFIE EM SEUS INSTINTOS

Elizabeth B. nunca se esquecerá seu momento de mais sorte. Ela ia de carro da Pensilvânia para Nova York quando algo lhe disse para comprar um bilhete de loteria. Assim que ela parou, houve um terrível acidente: “Uma picape atravessou minha pista e bateu na grade de proteção. Se eu não tivesse parado, meu carro teria sido destruído.” Talvez a paradinha de Elizabeth tenha sido um golpe de sorte. Ou talvez a intuição a tenha avisado de que seria melhor se afastar de um motorista imprevisível. Ela não tem certeza. Mas processamos muito mais informações visuais e detalhes sensoriais do que percebemos conscientemente, e isso leva a instintos que não sabemos explicar.

Em um estudo britânico, o ritmo cardíaco dos participantes foi medido enquanto jogavam cartas com quatro baralhos. Eles não sabiam que o jogo estava preparado: dois baralhos tinham cartas de alto valor, dois tinham cartas ruins. O ritmo cardíaco dos jogadores despencava quando eles se aproximavam dos baralhos com cartas altas; seu corpo identificava a diferença antes que a mente percebesse. Portanto, confie no instinto. Pessoas de sorte têm mais tendência a adotar práticas que as põem em sintonia com a voz interior, como meditar e fazer caminhadas.

 

Espere o melhor que terá o melhor

Nascemos para ter o melhor.

Alguém duvida?

Existem provas, pois nossas vidas melhoram a cada ano.

Faça o balanço.

Comprove que anualmente mais acontecimentos bons foram incorporados à sua existência.

Mas, não vale reclamar do que queria que acontecesse e não aconteceu.

Tudo tem tempo certo.

Se o seu desejo ainda não foi realizado,

ou você não se dedicou o suficiente para ter o que quer,

ou ainda não é o momento de acontecer.

 

Nossas vidas recebem o benefício de ter 95% de acontecimentos bons,

que muitas vezes não percebemos,

ou fazemos questão de não enxergar.

O sol brilha neste planeta todos os dias.

Mas também caem tempestades diariamente em algum ponto da terra.

Por que não enxergar a luz?

A luz é constante.

Mas tempestades são passageiras. Outra prova de que temos o melhor.

 

Evoluímos mesmo sem querer, porque a sociedade nos impulsiona com novas maravilhas e tecnologias.

A medicina surpreende com descobertas em tempo recorde.

As cidades estão mais agradáveis, com recursos melhores.

Nossos bons relacionamentos tendem a se consolidar.

O ser humano está mais sensível às causas sociais.

Portanto, vivemos no contexto do melhor mundo de todos os tempos.

 

Fases difíceis todos nós temos, mas são exceções.

Quase sempre saímos das crises sem perdas.

Só perdemos se insistimos em dar maior valor às derrotas.

Os ciclos da vida se alternam e todos nos fazem maiores e melhores.

Sem fases ruins, não damos valor aos bons momentos.

Sem as derrotas inevitáveis, a vitória não tem sabor.

Tudo se equilibra se compreendermos o sentido da vida.

 

Não veja a vida com lentes pessimistas.

Quem espera o pior tende a sofrer mais,

… e a receber o pior.

Não reclame do tempo, do caos no trânsito, do aperto financeiro, do país, do mundo…

Que mania terrível a de querer que o pior aconteça. Esqueça isso!

Reclamar nos acorrenta ao pessimismo.

Assim, o nosso cérebro é programado para esperar derrotas e tragédias.

E o ciclo se alimenta indefinidamente, porque fatos ruins acontecerão.

Com razão, eram esperados e até desejados inconscientemente.

 

Espere o melhor e terá o melhor.

Troque a polaridade de sua mente: de negativa para positiva.

Programe o seu cérebro para esperar boas notícias e bons acontecimentos.

Boas surpresas acontecerão em sua vida. E não serão “por acaso”.

Por mera coincidência.

Sua mente otimista produzirá resultados surpreendentes,

porque espera sempre o melhor.

A vida pode ser primavera e verão constantes, colorida, alegre, descontraída… Mesmo com a troca das estações, o outono e o inverno serão vividos com naturalidade.

Eis o sentido da compreensão: esperar sempre pelo melhor…

E encarar como parte efêmera da vida as mais temíveis tempestades, que são superadas por aqueles que sabem lidar com os altos e baixos da existência humana.

A doação de medula óssea

O corpo humano é presente que recebemos gratuitamente. Para a nossa alegria, a saúde da humanidade é bênção que ainda esbanjamos. Os enfermos e aqueles que possuem algum problema físico ou mental representam parcela pequena em todas as sociedades. Isso é facilmente constatado com a simples caminhada pelas ruas, onde é possível observar que a maioria das pessoas leva vida normal e saudável.

Temos de considerar que os infindáveis problemas pessoais retiram do ser humano a saúde recebida. É certo que todos nós, consciente ou inconscientemente, de alguma maneira temos práticas de autodestruição, como fumar, beber em excesso, sedentarismo, excesso de peso corporal etc. Mesmo assim, as opções de destruição ou enfraquecimento de nossa saúde, em boa parte, é escolha que fazemos. Portanto, não podemos esquecer que somos responsáveis por nossos atos e saúde.

A humanidade está ficando doente com as práticas erradas. Há apenas três anos, o número de novos casos de câncer no Brasil era de 500 mil. A estimativa para 2014 era de 580 mil, de acordo com o INCA, Instituto Nacional de Câncer, do Ministério da Saúde. Para 2016, é de cerca de 600 mil. Ou seja, em pouco mais de dois anos, poderá haver em nosso país aumento de 20% no número de pessoas com câncer.

É nesse ponto das estatísticas horrorosas que podemos escolher ajudar. Sim, ajuda humanitária que pode salvar a vida de alguém que poderá contribuir para que esta terra seja melhor. Existe até a possibilidade de que alguém curado seja pesquisador e consiga encontrar uma solução para evitar que a epidemia mundial de câncer se alastre ainda mais, pois neste planeta são 13 milhões de novos casos por ano.

A doação de medula óssea significa repassar a saúde que temos para pessoas que precisam dela, sob a forma material que cura. É, na prática, medicamento saudável e natural, que extraímos da dádiva recebida de Deus.

Muita gente tem o receio de doar, por medo do procedimento de retirada. Todavia, o desconforto é passageiro. Vários sites esclarecem sobre o assunto. Acesse:

https://www.graacc.org.br/como-ajudar/doacoes/doador-de-medula-ossea.aspx

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=64 – Este site tem a garantia do Ministério da Saúde e indica também os locais de doação em http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=2146

Vale a pena acessar o relato de um doador de medula óssea para conhecer mais:

https://medulaossea.wordpress.com/doacao-de-medula-ossea/o-relato-de-um-doador-de-medula-ossea/

Por fim, faço os convites:

  1. Aos doadores de medula, que relatem, neste blog ou na minha página do Facebook, a experiência de doar a medula óssea e a sensação que tiveram ao ajudar.
  2. Aos receptores de medula óssea, que comentem a incrível experiência de poder viver normalmente após receber o transplante.

Acho importante o compartilhamento de experiências. Assim, as dúvidas serão esclarecidas e as correntes de solidariedade serão fortalecidas.